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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Marquês de Borba Tinto 2013

Castas: Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional
Álcool: 14%
PVP:  4,99€

O Marquês de Borba tinto deve ser dos vinhos mais conhecidos de Portugal, e há boas razões para isso.
É um vinho que nunca desilude, colheita após colheita tem mantido um nível de qualidade a bom preço que o torna um sucesso.
Este 2013 mantém o perfil de anos anteriores. Está ainda muito jovem, com aroma intenso a fruta madura, nomeadamente amoras e cassis.
Elegante, e equilibrado na boca, é um vinho muito bem feito, que dá prazer a beber.
Excelente para o dia a dia e para consumo imediato, mas que não desdenha ser guardado um ou dois anos para que possamos avaliar a sua evolução.

Carlos Amaro

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Roquette & Cazes 2008

Um dia cheio de más notícias, como hábito de passado recente. O vazio do fim de dia temperado com os paradoxos da praxe... reúnem-se todas as condições para procurar um amigo na garrafeira, decantar, respirar, descodificar...

Começa o monólogo, eu não lhe digo nada, mas ele farta-se de falar comigo. Começa tímido no nariz, mas após 10 minutos de decantação expressa primeiro notas vegetais, com o aroma da violeta bem marcado, secundado por fruta vermelha madura, afinadinho como um solista de orquestra.

Não falo da sua cor, nos meus amigos tintos estou-me borrifando para a cor, não sou mesmo nada racista.

No retro nasal expressa de novo a fruta e na boca surge clara a harmonia com a madeira, veludo, tudo muito bem casado, taninos polidíssimos. Está muitíssimo elegante, deve gastar fortunas no ginásio.

Face a provas anteriores em 2013 e 2014, evoluiu muito bem, tem vindo sempre a crescer, bem mais expressivo e definido no aroma, corpo médio mas com a finesse de uma madame francesa.
Parece estar no seu auge e recomendo consumo imediato, durante 2015.

Inspirou-me e bebi-o até à última gota, não se queixou por um segundo que seja...

Touriga Nacional, Tinta Roriz & Touriga Franca: três castas, duas famílias, um terroir...
Roquette & Cazes 2008

Mário Rui Costa


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Explicit 2010

Região: Regional Alentejo
Castas: Syrah (96%) e Alicante Bouschet (4%)
Produtor: Sociedade Agrícola Jorge Rosa Santos e Filhos
Álcool: 15.5%
Enólogos: Frederico, Jorge e Vasco Santos

Não é possível começar a falar deste vinho sem falar logo no rótulo. Bonito, apelativo, de bom gosto, está muito bem conseguido. Certamente não passa despercebido numa garrafeira.
Além disso, gosto do modo como o vinho é apresentado e descrito nesse rótulo. A imagem também conta e esta leva pontos extra.

Passando ao vinho, os 15,5º assustam à partida, levando a crer que seria um vinho pesadão e unidirecional, com o álcool muito presente, mas isso não acontece.
Cor carmim muito intensa, centro quase negro.
Aromas a fruta preta intensa, notas florais, balsâmico, chocolate negro e  especiarias como o gengibre.
Na boca, muito encorpado e intenso, de novo os frutos pretos maduros, quase em compota, bastante acidez, especiarias, algum chocolate e no final alcaçuz a dar uma nota diferente e interessante.
Muito interessante este vinho, taninos bem firmes, muita estrutura. Um vinho com personalidade, fora da moda dos vinhos fáceis e redondos. Potencial de guarda.
Com a estrutura que tem, é um vinho que precisa de comida por perto, idealmente um prato forte para contrabalançar a potência do vinho.
Gostei muito. Precisamos de mais vinhos assim fora da caixa.

Nota:17
Preço: 12€
Carlos Amaro

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Quintas & Vales Reserva Tinto 2009

Castas: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional
Produtor:Quinta dos Avidagos - Local Handcrafted Wines

Este é um vinho de um produtor que eu desconhecia até há pouco tempo atrás, a Quinta dos Avidagos.
Este produtor faz parte da Local Handcrafted Wines, que junta 5 produtores numa nova empresa e distribuidora de vinhos, com o objectivo de unir forças e criar sinergias a nível comercial e de distribuição.
Uma bela ideia que pode ser um caminho de sucesso para mais produtores portugueses.
Da quinta dos Avidagos, sai esta nova marca Quintas & Vales, com uma imagem moderna e apelativa, tendo um bonito rótulo a chamar a atenção, neste caso apenas com o grande R (de Reserva) desenhado no rótulo, existindo ainda o t (tinto - colheita) e o G (Grande Reserva).

Quanto ao vinho, encaixa no que eu gosto e procuro em vinhos desta gama de preços. É um vinho moderno, bem feito, com personalidade e estrutura.
Nariz muito sedutor, com boa complexidade, sobressaindo os frutos silvestres maduros e notas balsâmicas.
Na boca tem um belo corpo, focado no fruto, mas bastante fresco e uma componente balsâmica a dar-lhe interessa adicional. Final longo.
Gostei muito e é um vinho a comprar sem hesitações.

Preço: aprox. 7,5€

Carlos Amaro

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Tons de Duorum Tinto 2012

Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Produtor: Duorum Vinhos, SA

Saiu recentemente para o mercado a nova colheita de entrada de gama da Duorum, o Tons de Duorum Tinto 2012.
Esta colheita de 2012 mantém o mesmo estilo das anteriores, talvez um pouco mais afinado até do que a colheita do ano passado.
Aromas a frutos vermelhos maduros, com algum abaulhinado leve da madeira usada.
Na boca é bastante frutado, com taninos suaves e baunilha e uma acidez correta. Comprimento médio.
É um vinho descomplicado e leve mas que graças à frescura e alguma acidez se encaixa bastante bem com comida.
Na gama de vinhos para o dia a dia, continua a ser um dos vinhos que mais me agrada.
Preço: 4€

Carlos Amaro

Nota: Vinho gentilmente cedido pelo produtor

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Novos Vinhos João Portugal Ramos

No passado dia 6/12, os 3 nos copos juntaram-se em prova/jantar para conhecer e provar os novos vinhos do produtor João Portugal Ramos, João Portugal Ramos Estremus 2011 e Duorum o.Leucura Cota 200 e Duorum o.Leucura Cota 400, sendo estes vinhos a nova aposta do produtor para o melhor que produz no Alentejo e Douro.
Começando pelos vinhos do Douro, o nome O. Leucura é o nome abreviado do pássaro Oenanthe Leucura, comummente denominado de “chasco-preto”, que tem como habitat o vale do Douro e que existe nas vinhas de Castelo Melhor.
São vinhos de produção muito limitada, de pouco mais de 200 garrafas cada, saídos da Quinta de Castelo Melhor, tendo sido experimentado algo de novo e original: dois vinhos da mesma vinha, mas de diferentes altitudes, o que torna a prova muito interessante, para poder perceber como dois vinhos saídos da mesma vinha, mas de cotas diferentes de altitude, podem ter características diferentes.

Ambos os vinhos são feitos de Vinhas Velhas com predominância de Touriga Nacional e Touriga Franca, e após fermentação em inox, tiveram estágio em barricas de 225 e 300 litros de carvalho francês (70% de barricas de carvalho novo e 30% de carvalho de segundo e terceiro ano) durante um período de cerca de 24 meses, de acordo com cada lote e casta.

Notas de prova de cada vinho
Duorum O.Leucura Cota 200 2008
Cor vermelha escura. Nariz intenso de frutos pretos maduros, toques algum floral e notas de tosta da barrica. Na boca é extremamente elegante, mas com grande estrutura, com a fruta madura equilibrada por acidez e notas minerais, com muito boa persistência de boca.
Deve ser aberto com alguma antecedência para mostrar todo o seu potencial.

Duorum O.Leucura Cota 400 2008
Cor vermelho profundo e escuro. Aroma mais fino e elegante, com frutos pretos e notas de violeta. É mais especiado que o Cota 200, com um toque de esteva, resinoso e um lado mais vegetal.
Na boca é fresco, elegante, boa estrutura, notando-se a fruta mais fresca e impressões minerais. Final muito longo, e acidez mais vincada que o irmão. Um vinho com corpo semelhante, mas onde se nota uma maior frescura e acidez.

Em resumo, são dois grandes vinhos com características semelhantes mas onde a diferença da altitude é notória, com o cota 200 a ser mais maduro e compotado, de grande concentração, e o Cota 400 com um perfil mais fresco, vegetal e aromático.


No caso do Estremus, é também um vinho de edição muito limitada, tendo saído de uma parcela selecionada de apenas 1,5 hectares de uma vinha plantada em 2001 às portas de Estremoz., com solo calcário com pedra mármore à superfície.
Constituído pelas castas Trincadeira e Alicante Bouschet, numa proporção de 50% cada, o objetivo é ser o porta-estandarte dos vinhos alentejanos de JP Ramos, devendo ser produzido apenas em anos extremamente favoráveis.

Notas de prova
João Portugal Ramos Estremus 2011
Antes de mais devo dizer que achei o vinho fantástico, não tenho grandes dúvidas em dizer que foi o vinho alentejano que mais me impressionou no último ano.

Um vinho que tem tudo no sítio, nariz intenso, profundo, com fruta preta (amora, framboesa), notas de barrica, iodado, especiarias, algum fumado, tudo muito sedutor. Na boca tem excelente volume e frescura, com uma acidez muito bem equilibrada com a fruta, belíssima estrutura, muito mineral, e ainda com a complexidade extra dos tostados da barrica e especiarias.
Fiquei muitíssimo impressionado por este vinho, para mim entra direto para o top dos grandes vinhos portugueses.

Carlos Amaro

Nota: Vinhos gentilmente cedidos pelo produtor


terça-feira, 30 de julho de 2013

Caves São João Lote Especial 2010

Castas: Baga, Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon
Álcool: 14%

Novo lançamento das Caves São João, uma das casas mais tradicionais e antigas de vinho da Bairrada.
Depois de um período mais apagado nos finais da década de 90 e inicio dos anos 2000, as Caves São João têm mostrado nos ultimos anos uma excelente vitalidade, e têm vindo a trilhar o seu caminho de recuperação do prestigio que teve com marcas clássicas como o Frei João ou o Dão Porta dos Cavaleiros.
Este vinho é mais uma prova desta vitalidade, um lançamento novo, de um vinho de estilo mais moderno e que me parece ter pernas para andar.

Este Lote Especial é um vinho que junta castas internacionais e Touriga Nacional à casta mais tradicional da Bairrada, a Baga.
Bonita cor ruby, com rebordos violeta.
No nariz, começa por mostrar-se fechado, mas depois de algum tempo no copo, surgem aromas de frutos do bosque, amoras, especiarias, ameixa, tosta de barrica e algum chocolate negro. Belo nariz, com boa complexidade.
Na boca tem boa estrutura e volume, mostra fruta madura, alguma tosta, taninos firmes mas polidos, com final longo e fresco.
É um Bairrada moderno, onde a estrutura e garra da Baga está bem domesticada, em conjunto com as outras castas.
Um vinho que está muito bom agora, mas que aposto que pode ainda melhorar com mais um ou dois anos em garrafa.
Muito boa aposta, com um preço óptimo para a qualidade apresentada.
Nota: 16,5
Preço: 7,5€

Carlos Amaro

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Quinta da Bica Colheita 2009

Quinta da Bica Colheita 2009
Região: Dão
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen
Álcool: 14%

Vinho feito do lote clássico de castas no Dão, começa por mostrar uma cor vermelha forte com reflexos violeta.
No nariz é complexo, com frutos vermelhos maduros, especiarias, notas chocolate, boa frescura.
Na boca é encorpado, com a fruta madura, especiarias, algum vegetal, e uma bela acidez. Muito elegante e fresco.
É um belíssimo vinho, com uma relação qualidade preço fantástica.
Nota: 16,5
Preço: 5,5€

Carlos Amaro

terça-feira, 16 de abril de 2013

Duorum 2011


Duorum 2011
Produtor: Duorum Vinhos, S.A.
Castas: 40% Touriga Franca, 40% Touriga Nacional e 20% Tinta Roriz
Álcool: 13,5% vol
Estágio: 10 meses em barricas de 225 e 300 litros, de segundo e terceiro ano (carvalho francês e em pequena percentagem de carvalho americano)
Enólogo: José Maria Soares Franco


A marca Duorum é um projeto de João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco no Douro, mais propriamente na Quinta de Castelo Melhor.
Desde a sua entrada no mercado em 2007, os vinhos do projeto têm tido sucesso de crítica e de mercado.
Este 2011, acabou agora de ser lançado no mercado. Muito bom já agora, para beber mais em novo, mas penso que daqui a alguns meses estará ainda melhor.
Cor vermelha bem escura, com reflexos violeta.
No aroma, dominam os frutos pretos, como amoras e mirtilos, notas florais, e alguma madeira da barrica.
No boca é volumoso, muito fruta, mas sem enjoar devido a uma bela acidez e taninos suaves mas bem presentes. Final longo.
Tudo muito bem equilibrado, é um vinho impossível de não gostar. A comprar sem receios.
Nota: 17
Preço: 9€

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Carlos Amaro

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vila Santa Trincadeira 2011



Produtor: João Portugal Ramos
Casta: 100% Trincadeira
Estágio: Seis meses em meias pipas novas de carvalho francês
Álcool: 14%


Nova edição de um vinho que é na minha opinião, consistentemente ano após ano, um dos melhores monocastas Trincadeira que conheço.
Muito bem no nariz. Aroma intenso, bastante especiado, com notas de folha de tabaco, fruta preta bem madura, bastante vegetal, frutos secos, trufas. Sedutor e complexo.
Na boca é firme e volumoso, com fruta madura e compotada, taninos suaves, algum picante, especiarias, notas tostadas, folha de tabaco, boa acidez.

Está muito bem este 2011. Para mim dos melhores Trincadeiras Vila Santa até à data.
Bela relação qualidade-preço.

Nota: 17
Preço: 9€

Carlos Amaro

segunda-feira, 1 de abril de 2013

D + D Tinto 2005


Produtor: Drink & Dreams
Castas:Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Estágio: 14 meses em carvalho francês Allier e carvalho americano.
Graduação: 14%

Vinho produzido pela Drink and Dreams, uma parceria entre a Sogevinus e a Bodegas Emilio Moro, com enologia dos Enólogos Francisco Gonçalves da Sogevinus Fine Wines e José Carlos Alvaréz das Bodegas Emílio Moro.
Uvas de vinhas com mais de 10 anos, provenientes da Quinta de Arnozelo (Douro Superior).

Aroma intenso e complexo, muito balsâmico, fresco e mineral. Surgem notas florais (bergamota), conjugadas com especiarias, como alcaçuz e notas de tabaco. Algum fruta preta madura, já em segundo plano. Elegante e complexo
Na boca tem uma excelente estrutura, é encorpado, com taninos bem redondos. É balsâmico, mineral, com notas de cacau, floral e fruta. Tudo muito bem integrado com madeira no ponto certo. Não é daqueles Douros potentes e pesados, é antes um vinho que aposta na elegância e frescura.
Gostei muito do vinho. Na minha opinião merece mais foco e atenção do que aquela que tem quando comparado com marcas no mesmo nível de preço. Não sendo um vinho barato vale o preço que custa.
Nota: 17,5
Preço 25€

Carlos Amaro

quinta-feira, 28 de março de 2013

Desnível Colheita Seleccionada 2010


Castas: Touriga Nacional, Rufete e Tinta Amarela
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: João Lopes Pinto

Este vinho é composto de vinhas velhas do Cima Corgo, em socalcos, orientadas a norte e a 470 metros de altitude, com predominância de Rufete e Tinta Amarela e de uma vinha nova de Touriga Nacional no Douro Superior, em patamares, orientada a sul e a 250 metros de altitude. Feito em lagar e estagiado em barricas de carvalho francês.



Toda esta informação está contida de forma completa e bem organizada no contra-rótulo, que está muito bonito e bem conseguido, assim como o rótulo, que mostra esta diferença das duas vinhas que originam este vinho de forma simples e elegante.


Provando o vinho, temos aromas intensos a fruta silvestre madura, algum floral, especiarias e um tostado da barrica. A vinha nova de Touriga a dar exuberância aromática e as vinhas velhas a adicionarem complexidade.
Na boca, é encorpado, muito fresco, boa acidez e fruta madura. Final longo e mineral, mostra uma boa conjugação entre as duas vinhas que deram origem ao vinho.
Com a frescura e acidez que tem é um vinho gastronómico, que pede comida a acompanhar.
Parece-me um vinho que está ainda novo, mais uns tempos em garrafa só lhe farão bem, mas que se portou muito bem já nesta fase
Nota: 16,5


Além deste vinho, numa recente visita à Quinta da Covada pude provar os vinhos ainda em barrica que vão compor o Desnível de 2011, e prometem muito.
A Touriga Nacional do Douro Superior está com uns aromas e concentração fantásticos (a madeira ainda nem começou a marcar), e as Vinhas Velhas com um corpo e elegância muitos bons.
Promete estar ainda acima deste 2010.

Carlos Amaro

sexta-feira, 15 de março de 2013

Chão da Quinta Premium Selection 2010


Produtor: Chão de São Francisco Soc. de Vitivinicultura e Turismo Rural Lda.
Casta: 100% Touriga-Nacional
Estágio: 9 meses em carvalho Francês Allier
Teor alcoólico: 14,0%
Enologia: Vines and Wines


Novo produtor no Dão, uma região que apesar de nos ultimos anos ter vindo a recuperar nome e qualidade, infelizmente está ainda longe do foco da maioria dos consumidores e da imprensa, quanto a mim injustamente, já que há muitos pequenos produtores a trabalhar bem na região e a produzir vinhos de qualidade.
Este vinho, apesar de não o indicar no nome é 100% Touriga Nacional.

Bonita cor vermelha muito intensa, com reflexos violetas.
No nariz é muito sedutor. Mostra notas compotadas de fruta vermelha (amoras, cerejas), violeta, bergamota, e em segundo plano algum abaunilhado da madeira. É um touriga nacional com tudo no sitio, como só no Dão aparece.
Boca com bom volume, taninos finos, mostra toda a fruta madura, elegante e fresco. Longo e persistente.
Foi uma belíssima descoberta, com uma muito boa relação qualidade-preço.
A não perder para fãs da casta.
Nota: 17
Preço:8€

Carlos Amaro

segunda-feira, 4 de março de 2013

Casa do Valle Homenagem 2009


Casa do Valle Homenagem Reserva 2009
Classificação: Vinho Regional
Região: Minho
Tipo: Tinto
Castas: Vinhas Velhas
Ano de Colheita: 2009


Bonita cor rubi, bastante opaco.
Aroma muito expressivo, a fruta vermelha bem madura, especiarias, mais alguma baunilha da madeira, balsâmico.
Na boca é encorpado, com notas de frutos silvestres, algum vegetal, muito mineral, fresco e crocante. Vinho muito cativante e gastronómico.
Parece-me um vinho que vai brilhar à mesa com pratos fortes, queijos, carne vermelha, um arroz de polvo ou até lampreia.

Um vinho tinto da região dos vinhos verdes (apesar de Regional Minho) é sempre um vinho que a maioria das pessoas olha um bocado de lado, com desdém, pela reputação que a região tem de produzit tintos acídulos e duros, muito adstringentes, taninosos e vegetais.
Felizmente, para contrariar essa reputação começam a surgir no Minho vinhos como este. Concentrado e encorpado, mas moderno, taninos domesticados, frutado e muito fresco.
É um belíssimo vinho, a um preço sensato pela qualidade.

Nota: 16,5
Preço 9€

Carlos Amaro

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tons de Duorum Tinto 2011


Tons de Duorum Tinto 2011
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Duorum Vinhos, SA
Preço: 3,99€


Prova da nova colheita do Tons de Duorum Tinto.
Aroma dominado pelos frutos vermelhos de amoras e framboesas, com especiarias bem integradas e algumas notas florais. Tudo muito arrumado no nariz.
Na boca, é ainda mais apelativo do que no nariz, taninos vivos mas suaves, com a fruta presente junto das especiarias, tudo amparado por uma bela acidez.
Tem vindo a melhorar de ano para ano e esta é para mim a melhor edição de sempre deste vinho, a uma fantástica relação qualidade-preço.
Uma das minha referências abaixo dos 4€.
Nota: 16
Carlos Amaro

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Loios tinto 2011


Nova edição do Loios tinto, vinho de entrada de gama do produtor João Portugal Ramos.
Já há algumas colheitas que não provava este vinho, pelo que estava curioso em saber como andava.
Aroma a frutos vermelhos bem maduros, notas vegetais e frescas.
Na boca, é fresco e bastante vegetal, com fruta integrada no conjunto. Taninos bem presentes, fica um travo final das notas vegetais e da acidez.
É um vinho bem diferente da maioria dos entrada de gama do Alentejo. Menos redondo, sem aquele estilo mais direto e fácil de gostar, tem um estilo mais verde e vegetal com taninos a aparecerem mais.
Pode não ser de gostos mais imediatos, mas por mim gostei do estilo, e já agora do preço.

Preço: 2.99
Nota: 15

Carlos Amaro

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Diálogo 2010




Produtor: Niepoort (Vinhos) S.A
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e outras
Fermentação: Cubas inox
Estágio: 14 meses em barricas de carvalho Francês, tonéis e balseiros (25%) e em Inox (75%)
Álcool: 13.11


Nova edição do Diálogo, na colheita de 2010.
Este vinho, pelo seu rótulo peculiar, com uma tira de BD, obriga a que se leia antes de provar. Continua portanto um rótulo muito bem conseguido, a chamar a atenção.
Falando do vinho, aroma apelativo e direto, com predominancia de frutos vermelhos, algum floral, notas de pimenta e toque mineral.
Muito equilibrado e convidativo na boca, frutado, com muita frescura, é um vinho que se bebe com muito agrado. Final de bom comprimento.
Bela aposta da Niepoort para a sua gama de entrada.

Nota: 16
Carlos Amaro

domingo, 15 de julho de 2012

Marquês de Borba 2011 Tinto


Castas: Alicante Bouschet, Aragonez, Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon
Teor Alcoólico: 14%
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos, SA

Nova colheita deste vinho, que é talvez o mais conhecido do produtor João Portugal Ramos.
O lançamento desta colheita de 2011 coincide com o lançamento de nova imagem para todos os vinhos da empresa.
Cor rubi muito concentrada,com bonitas nuances violeta.
Nariz intenso a frutos silvestres, com destaque para as amoras e notas compotadas. Toque de especiarias e madeira bem integrada.
Na boca tem uma boa estrutura, frutado, suave e fresco. Taninos suaves e um final longo.
Em suma, é um vinho muito agradável e  fácil de beber, continua com a boa relação qualidade-preço dos anos anteriores, sendo uma daquelas marcas que ao longo dos anos se mantém como uma das melhores apostas para esta gama média dos 5€.

Nota: 16
Preço: 5,50€

Nota: vinho gentilmente cedido pelo produtor.

Carlos Amaro

sexta-feira, 23 de março de 2012

Alentejo nas Bageiras


Foi na Quinta das Bageiras, em Fogueira, que aproveitámos para fazer uma prova de tintos do Alentejo, para acompanhar um coelho com amêndoas preparado pelo sr. Simões.

Começámos com um patê de ovas acompanhadas por um espumante rosé, bruto natural como não podia deixar de ser nas Bageiras. Muito bom.

O coelho frito com amêndoas e alho estava de chorar por mais, e ligou muito bem com os tintos alentejanos, embora tivesse pujança para ligar com outros vinhos encorpados, de tão apuradinho que estava.


Antes da prova de tintos, provámos ainda o Garrafeira Branco 2010 das Bageiras, que está um grande vinho, ao nível das edições anteriores.

Foram 5 tintos alentejanos provados por 15 convivas.
Eram todos vinhos de gama média/alta, cujo preço rondava os 20 euros por garrafa.

Feita a média matemática das pontuações obtivemos a seguinte classificação:

  • 17,0 - Dona Maria Reserva 2006
  • 16,6 - Quinta do Mouro 2006
  • 15,9 - Mouchão 2006
  • 15,6 - Solar dos Lobos GE 2008
  • 14,4 - Tapada de Coelheiros 2008

O Dona Maria Reserva foi o mais consensual, mas os vinhos eram todos bastante bons, encorpados e com nariz intenso, proporcionaram uma bela prova.

No final, ainda provámos o Tinto Garrafeira 2008 das Bageiras, recém engarrafado, que não entrou muito bem na sequência alentejana, sendo um perfil de vinho muito diferente, e a precisar ainda de algum repouso na garrafa.

Ainda tivemos direito a um folar caseiro com queijo, acompanhado pelo abafado das Bageiras, que está cada vez melhor.

Assim se passou uma bela noite vínica nas Bageiras, com a promessa de uns robalos para breve, quando o sr. Simões os conseguir arranjar.









3 nos copos

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quanta Terra Grande Reserva 2007


Cor bem carregada, violácea.
No nariz, muito floral, fruta madura, mas sem enjoar, chocolate negro, pimenta, e algum vegetal. Tudo muito afinado e na dose certa.
Na boca, é um vinho bem encorpado, mas com tudo muito equilibrado, elegante. Com frutos pretos, vegetal, notas balsâmicas, algumas especiarias e ainda notas de barrica. Final muito fresco e longo.
O Quanta Terra Grande Reserva é para mim um grande vinho, sempre servido a preços sensatos, a valer tanto como outros que custam quase o dobro, o que o torna um dos valores mais seguros dos bons vinhos do Douro.
Se seguir a linha dos anos anteriores irá envelhecer bem.

Preço: 18€
Nota: 18

Carlos Amaro