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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Diga?


Viva,

Ontem tive a honra de degustar um branco de um dos produtores mais originais e que melhor vinifica em Portugal e na Bairrada particularmente: Carlos Campolargo.

O branco em questão é o Diga? 2008, feito exclusivamente de Viognier, uma casta que aprecio particularmente. Face à colheita de 2007 nota-se uma salto qualitativo, fundamentalmente pelo grande equilíbrio entre fruta e madeira e pela maior acidez.

Como nota de prova:
- o aroma é fantástico, dominado por notas citrinas complementadas com algum fruto tropical, sem exageros. Este vinho prende-nos logo pelo nariz...
- na boca é bem mineral, com bastante corpo, acidez no ponto e um final bem longo onde a fruta e alguma baunilha permanecem.

Acima de tudo, um branco que me deu um grande prazer a beber, um indutor fantástico de felicidade...

A partir de hoje vou começar a classificar as minhas notas de prova (já tenho a minha folha de cálculo pronta :-) ): 17,5/20

Mário Rui da Costa

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Prova de Pinot-Noir


Foi em casa do amigo Enes que realizámos mais uma grande prova que contou com 13 provadores.
Antes da prova bebemos um vinho de Borba sem rótulo, oferecido pelo confrade Anselmo, que já devia ter uns anos valentes pela côr que apresentava. Estava mesmo muito bom.
Foram submetidos à prova oficial 5 vinhos da casta Pinot-Noir, cuja média de pontuações foi a seguinte:

  • 17,1 - Louis Latour Beaune 1er Cru "Vignes Franches" 2005 (França)
  • 15,5 - Cono Sur 20 barrels 2006 (Chile)
  • 14,3 - Villa Maria Taylor's Pass 2005 (Nova Zelândia)
  • 14,0 - Niepoort Pinot Noir 2006 (Portugal)
  • 11,7 - Campolargo Pinot Noir 2007 (Portugal)

Destacou-se o Bourgogne sem duvidas, um vinho muito complexo, riquissimo de aromas, na boca com uma elegância extraordinária, e um final muito longo e agradável. Excelente.
Estas pontuações refletem o gosto geral de um painel bastante diversificado de provadores, todos apreciadores de vinho, mas a quem os pinots não entusiasmaram especialmente.
Na minha opinião pessoal as pontuações são bastante penalizadoras, e acrescentar-lhes-ia uns 2 valores em cada uma, mas é uma classificação final justa independentemente dos valores minimos e máximos.

A prova foi acompanhada de vários enchidos e queijos, no final jantámos arroz de pato, e uma bela sobremesa gelada com chocolate quente.
Ainda bebemos um Pinot húngaro da Abadia de Pannonhalma de 2007, que estava muito bom.
Terminámos com um Borba garrafeira oferecido pelo anfitrião, que soube que nem ginjas.

Frederico Santos

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Vinhos brancos e espumantes da Bairrada


Foi numa noite chuvosa, que fomos para o Marialva Park Hotel em Cantanhede, participar no primeiro Bairrada Gourmet. Eu, a Telma e o Mário Rui.
O tema era vinhos brancos e espumantes da Bairrada.

Começou com umas entradas muito originais, em recipientes estilo laboratório de quimica, das quais destaco um risotto negro delicioso servido num cone transparente. Os shots de moelas tambem me agradaram bastante. Tudo bem regado com alguns espumantes da Bairrada, não sei porquê a chuva faz-me sempre sede...
Depois de uma animação teatral fomos para a mesa, onde tinhamos uma longa lista de vinhos à disposição em modo self-service.

Aliança
- Aliança Galeria Branco 2007
- Qta da Rigodeira Branco 2007
- Aliança Reserva Bairrada Bruto 2006

Campolargo
- Entre II Santos 2007
- Campolargo Bruto 2005

Solar de São Domingos
- São Domingos Bairrada 2006
- Lopo de Freitas Bruto 2005

Caves Primavera
- Arinto Bairrada 2007
- Primavera Bairrada Arinto Bruto 2005

Luis Pato
- Vinhas Velhas 2007
- Maria Gomes 2007
- Vinha Formal 2000

Quinta do Encontro
- Bical 2007
- Encontro 1 2006
- Quinta do Encontro Bruto 2005

Quinta do Ortigão:
- Sauvignon Blanc Bical 2007
- Arinto Bical 2007
- Ortigão Branco Bruto 2006

Os espumantes que me agradaram mais foram:
  • - Aliança Reserva Bairrada Bruto 2006
  • - Campolargo Bruto 2005
  • - Primavera Bairrada Arinto Bruto 2005
Quanto aos brancos, os preferidos foram:
  • Caves Primavera Arinto Bairrada 2007 - bom equilibrio entre a fruta e a acidez.
  • Luis Pato Vinhas Velhas 2007 - muito elegante.
  • Luis Pato Maria Gomes 2007 - muito leve, com aromas complexos.
  • Luis Pato Vinha Formal 2000 - mais pesado, untuoso, muito bom na boca.
  • Qta. Ortigão Sauvignon Blanc Bical 2007 - bom nariz, muito fresco e agradável.
A ementa foi extensa, com entradas, prato de peixe, magret de pato, corta-sabores, e duas sobremesas. A escolha do menu foi interessante e adequada para os vinhos, mas o resultado final na confecção dos pratos deixou algo a desejar.
Julgo que teria sido mais bem conseguido se fossem pratos baseados em cozinha regional, com um toque de chef.
Porque não um sarrabulho à moda da beira ou uma cabidela de miudos de leitão em vez do foie-gras, ou um robalo assado como fazem tão bem ali ao lado na praia da Tocha em vez do cherne com crosta de azeitona.
De qualquer modo é de louvar o esforço criativo em apresentar pratos e sabores diferentes.

Os copos não eram os mais apropriados para a degustação de vinhos, deveriam ter sido ligeiramente maiores, e ligeiramente afunilados em cima para concentrar melhor os aromas.

Foi uma noite divertida, os vinhos em geral eram muito bons e fiquei a conhecer melhor as duas principais castas brancas da Bairrada: Maria Gomes e Bical.
Gostei especialmente do nariz que a uva Maria Gomes proporciona aos vinhos.

Confirmei que os brancos da Bairrada têm potencial para ser grandes vinhos, embora um pouco ácidos para o meu gosto, essa acidez tambem lhes transmite uma grande frescura.

Os vinhos do Luis Pato em particular, conseguem equilibrar essa acidez de uma forma muito elegante sem perder a frescura, excepto o Vinha Formal que é um vinho distinto de todos os outros presentes, muito encorpado e mais pesado, como tal pode ser guardado mais tempo.
Julgo que este Vinha Formal de 2000 foi seleccionado intencionalmente para nos mostrar que a Bairrada é capaz de fazer destes vinhos brancos, com mais estrutura, de côr amarela mais carregada, capazes de envelhecer oito anos sem perder o vigor. Que bom que estava.

As experiências com Arinto e Sauvignon Blanc na Bairrada resultaram em vinhos leves muito agradáveis.

Parabens à organização da Enodestinos e da Rota da Bairrada.
Que continuem a divulgar o vinho da região, que é uma herança cultural de muito valor com uvas prórias de grande potencial.

Frederico Santos