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sexta-feira, 4 de março de 2011

Espumantes tintos - Lampreia nas Bágeiras

Foi no dia 4 de Março que nos deslocámos à Quinta das Bágeiras, para um jantar de lampreia cozinhada pelo sr. Simões.
Aproveitámos para fazer uma pequena prova de espumantes tintos, coisa que raramente temos oportunidade de beber.
A lampreia estava óptima, talvez a melhor que já comi, sendo o arroz de cabidela feito à parte, juntavam-se as postas de lampreia já cozinhadas no prato, para não ficarem empapadas na cozedura do arroz. Para sobremesa ainda tivemos direito a um gelado caseiro delicioso, acompanhado pelo abafado da casa que está cada vez melhor.
Quanto aos cinco espumantes tintos que acompanharam muito bem o arroz de lampreia, confesso que tive muita dificuldade em pontuá-los por falta de referências, mas o principal era mesmo a lampreia e o convívio, sendo a prova vínica apenas uma desculpa para ficarmos a conhecer melhor alguns espumantes tintos.

A média de pontuações atribuída pelos 10 votantes foi:
  • 15,25 - Terras do Demo 2008
  • 14,7 - Quinta das Bágeiras 2006
  • 14,68 - Quinta da Mata Fidalga 2008
  • 14,56 - Murganheira 2006
  • 13,31 - Sidónio de Sousa 1999
No geral, agradou mais o Terras do Demo, um espumante feito de Touriga Franca, e agradou menos o Sidónio de Sousa, feito de Baga.
Pessoalmente, gostei mais do Sidónio e do Bágeiras que eram mais brutos, sabiam mais a vinho. O Murganheira e o QMF eram mais elegantes, e o Terras do Demo era mais intenso mas demasiado frutado para o meu gosto.

Foi um belíssimo jantar, muito bem disposto, e sempre ficámos a conhecer mais uns vinhos.
Ficou prometido para breve um robalo assado, que vai servir de desculpa para uma prova de brancos do Dão. Também se falou num coelho com amêndoas, que não perderá pela demora. Quando fôr o sr. Simões a cozinhar podem sempre contar comigo.

Frederico Santos

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vertical de Garrafeiras brancos das Bágeiras


Foi na Quinta das Bágeiras, em Fogueira, que nos juntámos para uma prova vertical de brancos garrafeira. Éramos 15 provadores. Desta vez tínhamos o petisqueiro sr. Simões a cozinhar para nós, e ao chegarmos, lá estava ele na cozinha a beber uma flute de espumante, acompanhado à guitarra pelo seu amigo de longa data, que também era da Figueira da Foz. E não é que canta bem o sr. Simões...
Fomos para a adega onde nos esperavam umas ovas magníficas, acompanhadas pelo não menos magnífico espumante super reserva 2006.
Passámos todos para a mesa, onde nos foram dados a provar os Garrafeiras brancos da casa desde 2001 a 2008. Todos os vinhos estavam em grande nível, ainda muito frescos e cheios de garra, e ao mesmo tempo muito elegantes. Destacaram-se o 2004 e o 2007, que infelizmente já não se encontram à venda na loja da quinta.
A acompanhar foram servidas umas petingas de caldeirada maravilhosas, seguidas de uma Raia de Pitau que estava de chorar por mais. Não me vou esquecer tão cedo daquele molho avinagrado.
No final ainda fomos presenteados com uns Amores da Curia, receita recuperada recentemente pela Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada. Uns pastelinhos de massa folhada em forma de coração, recheados com ovos moles, maravilhosamente acompanhados com espumante, e ainda com uma garrafa de champagne Cristal 2002, gentilmente oferecida pelo Sr. Mário Sérgio, que é um vinho com uma acidez fantástica, ainda com muitos anos para durar.
Rematámos o banquete com a excelente aguardente velha da Quinta das Bágeiras.
Não se pode pedir mais, e saímos todos em estado de graça.

Segue a média das pontuações atribuídas aos garrafeiras brancos:

  • 18,3 - Garrafeira 2007
  • 17,7 - Garrafeira 2004
  • 16,4 - Garrafeira 2006
  • 16,2 - Garrafeira 2001
  • 16,2 - Garrafeira 2005
  • 16,0 - Garrafeira 2008
  • 15,9 - Garrafeira 2002

Mais importante que qualquer pontuação foi o convívio e a alegria deste jantar.

Foi uma noite inesquecível, sobretudo pelos dois senhores figueirenses, que com mais de 70 anos ainda nos fazem ver como é a arte de (con)viver.

Bem hajam.

Frederico Santos

sábado, 6 de março de 2010

Prova de Champagne Milésime

Esta prova realizou-se na Essência do Vinho 2010, no palácio da Bolsa.
Era sábado à tarde e a confusão era muita. A prova atrasou quase uma hora.
Foi apresentada pelo Master Sommelier João Pires, um apaixonado por Champagne, que teve a ajuda do crítico de vinhos e gastronomia Fernando Melo.

A região de Champagne, que dá o nome ao vinho espumante mais famoso do mundo, é oficialmente demarcada desde 1927, mas produz e exporta vinhos desde a idade média, existindo ainda no activo casas de champagne fundadas no século XVIII (Ruinart, Taittinger,...).
As 3 castas mais usadas são Pinot Noir, Chardonnay, e Pinot Meunier.
O champagne milésime, é de uma só colheita, e tem o ano escrito na garrafa. É o melhor champanhe tal como o vintage para o vinho do porto, que só se engarrafa em anos excepcionais. Vinhos com personalidade que evoluem na garrafa durante muitos anos.

Começámos com o Pommery Brut 2000, um belo vinho, com nariz complexo, elegante na boca com bolha fina. Já tem uns anos mas a boa acidez dá-lhe muita vida.
Seguiu-se o Pommery Cuvée Louise 1995, mais velhinho, tinha um nariz incrível, com aromas de frutos secos, brioche, tostados. Na boca estava muito bom, não no estilo vigoroso, mais requintado.
Passámos ao Taittinger Comtes de Champagne Blanc de Blancs 1999, um vinho feito só com Chardonnay, muito intenso, com grande equilibrio e persistência. Magnífico.
Seguiu-se Veuve Clicquot Vintage Brut 2002, um vinho muito elegante, ligeiramente mais adocicado que os restantes. Um vinho sofisticado.
Terminámos com o Louis Roederer Cristal 2002, um vinho excelente, de grande vivacidade, tem a particularidade de ter a garrafa transparente com a base chata, dizem que era exigência dos czares com medo de serem envenenados, para poderem ver bem o seu interior. Não estará no seu momento óptimo, e deve ser consumido daqui a mais uns anos.
2002 foi um ano de referência para o champagne milésime.

O vinho que mais me impressionou foi o Taittinger Blanc de Blancs 1999, que se apresentou muito intenso. Um prazer para os sentidos. Pena é custar 150 euros a garrafa.

Frederico Santos

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Vinhos brancos e espumantes da Bairrada


Foi numa noite chuvosa, que fomos para o Marialva Park Hotel em Cantanhede, participar no primeiro Bairrada Gourmet. Eu, a Telma e o Mário Rui.
O tema era vinhos brancos e espumantes da Bairrada.

Começou com umas entradas muito originais, em recipientes estilo laboratório de quimica, das quais destaco um risotto negro delicioso servido num cone transparente. Os shots de moelas tambem me agradaram bastante. Tudo bem regado com alguns espumantes da Bairrada, não sei porquê a chuva faz-me sempre sede...
Depois de uma animação teatral fomos para a mesa, onde tinhamos uma longa lista de vinhos à disposição em modo self-service.

Aliança
- Aliança Galeria Branco 2007
- Qta da Rigodeira Branco 2007
- Aliança Reserva Bairrada Bruto 2006

Campolargo
- Entre II Santos 2007
- Campolargo Bruto 2005

Solar de São Domingos
- São Domingos Bairrada 2006
- Lopo de Freitas Bruto 2005

Caves Primavera
- Arinto Bairrada 2007
- Primavera Bairrada Arinto Bruto 2005

Luis Pato
- Vinhas Velhas 2007
- Maria Gomes 2007
- Vinha Formal 2000

Quinta do Encontro
- Bical 2007
- Encontro 1 2006
- Quinta do Encontro Bruto 2005

Quinta do Ortigão:
- Sauvignon Blanc Bical 2007
- Arinto Bical 2007
- Ortigão Branco Bruto 2006

Os espumantes que me agradaram mais foram:
  • - Aliança Reserva Bairrada Bruto 2006
  • - Campolargo Bruto 2005
  • - Primavera Bairrada Arinto Bruto 2005
Quanto aos brancos, os preferidos foram:
  • Caves Primavera Arinto Bairrada 2007 - bom equilibrio entre a fruta e a acidez.
  • Luis Pato Vinhas Velhas 2007 - muito elegante.
  • Luis Pato Maria Gomes 2007 - muito leve, com aromas complexos.
  • Luis Pato Vinha Formal 2000 - mais pesado, untuoso, muito bom na boca.
  • Qta. Ortigão Sauvignon Blanc Bical 2007 - bom nariz, muito fresco e agradável.
A ementa foi extensa, com entradas, prato de peixe, magret de pato, corta-sabores, e duas sobremesas. A escolha do menu foi interessante e adequada para os vinhos, mas o resultado final na confecção dos pratos deixou algo a desejar.
Julgo que teria sido mais bem conseguido se fossem pratos baseados em cozinha regional, com um toque de chef.
Porque não um sarrabulho à moda da beira ou uma cabidela de miudos de leitão em vez do foie-gras, ou um robalo assado como fazem tão bem ali ao lado na praia da Tocha em vez do cherne com crosta de azeitona.
De qualquer modo é de louvar o esforço criativo em apresentar pratos e sabores diferentes.

Os copos não eram os mais apropriados para a degustação de vinhos, deveriam ter sido ligeiramente maiores, e ligeiramente afunilados em cima para concentrar melhor os aromas.

Foi uma noite divertida, os vinhos em geral eram muito bons e fiquei a conhecer melhor as duas principais castas brancas da Bairrada: Maria Gomes e Bical.
Gostei especialmente do nariz que a uva Maria Gomes proporciona aos vinhos.

Confirmei que os brancos da Bairrada têm potencial para ser grandes vinhos, embora um pouco ácidos para o meu gosto, essa acidez tambem lhes transmite uma grande frescura.

Os vinhos do Luis Pato em particular, conseguem equilibrar essa acidez de uma forma muito elegante sem perder a frescura, excepto o Vinha Formal que é um vinho distinto de todos os outros presentes, muito encorpado e mais pesado, como tal pode ser guardado mais tempo.
Julgo que este Vinha Formal de 2000 foi seleccionado intencionalmente para nos mostrar que a Bairrada é capaz de fazer destes vinhos brancos, com mais estrutura, de côr amarela mais carregada, capazes de envelhecer oito anos sem perder o vigor. Que bom que estava.

As experiências com Arinto e Sauvignon Blanc na Bairrada resultaram em vinhos leves muito agradáveis.

Parabens à organização da Enodestinos e da Rota da Bairrada.
Que continuem a divulgar o vinho da região, que é uma herança cultural de muito valor com uvas prórias de grande potencial.

Frederico Santos

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Prova de espumantes e champanhes

Esta prova foi realizada em casa do Mário Rui, e teve 12 provadores, dos quais um se absteve de pontuar por estar constipado. Provámos 8 vinhos, e a média de pontuações obtidas foi a seguinte:

  • 17,1 - Bollinger Special Cuvée Brut
  • 16,8 - Pol Roger - Brut
  • 16,2 - Ayala - Zero Brut
  • 15,2 - Gratien & Meyer Cuvée Flamme Brut
  • 14,2 - Murganheira Chardonnay
  • 14,0 - Codorniu Cuvée Raventos Cava
  • 13,9 - Vértice Super Reserva 2001
  • 12,4 - Filipa Pato 3B



Esta prova foi acompanhada de um menu de degustação inesquecível, que passo a descrever:

  • Queijos suiços: Emmenthal e Gruyère
  • Camarão de Madagascar cozido
  • Ovos mexidos com trufas
  • Cogumelos castanhos salteados
  • Broa de Avintes com salmão fumado e mozzarella
  • Tostas de caviar de salmão (com e sem ovo)
  • Paté de salmão e foie-gras
  • Morangos ao natural

A seguir à prova jantámos um leitão assado, que fomos buscar ao João dos Leitões na Piedade, que estava divinal, e foi acompanhado de uma garrafa magnum de espumante tinto bruto reserva das caves Aliança, e também por um tinto Quinta do Monte d'Oiro Reserva que o Mário Rui desencantou da sua garrafeira pessoal.

A sobremesa foi de estalo, uns morangos assados com uma compota que levou vagem de baunilha, acompanhados com gelado de nata. Um assombro.

Melhores relações qualidade/preço:

  • Codorniu ~10 euros
  • Gratien & Meyer ~17 euros

Participantes: Mário Rui, Carlos Amaro, Frederico Santos, Telma Mota, Rui Oliveira, Rui Gonçalves, Marta Carvalho, Ana Godinho, Vitor Santos, Francisco Fontes, Luis Enes, Hugo Cabral.