
Começa o monólogo, eu não lhe digo nada, mas ele farta-se de falar comigo. Começa tímido no nariz, mas após 10 minutos de decantação expressa primeiro notas vegetais, com o aroma da violeta bem marcado, secundado por fruta vermelha madura, afinadinho como um solista de orquestra.
Não falo da sua cor, nos meus amigos tintos estou-me borrifando para a cor, não sou mesmo nada racista.
No retro nasal expressa de novo a fruta e na boca surge clara a harmonia com a madeira, veludo, tudo muito bem casado, taninos polidíssimos. Está muitíssimo elegante, deve gastar fortunas no ginásio.
Face a provas anteriores em 2013 e 2014, evoluiu muito bem, tem vindo sempre a crescer, bem mais expressivo e definido no aroma, corpo médio mas com a finesse de uma madame francesa.
Parece estar no seu auge e recomendo consumo imediato, durante 2015.
Inspirou-me e bebi-o até à última gota, não se queixou por um segundo que seja...
Touriga Nacional, Tinta Roriz & Touriga Franca: três castas, duas famílias, um terroir...
Roquette & Cazes 2008
Mário Rui Costa
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