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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Dócil 2011


Dócil 2011
Região: Vinhos Verdes
Castas: Loureiro
Álcool: 11º

Este vinho faz parte da gama dos projetos de Dirk Niepoort. Nesta caso trata-se de um vinho 100% Loureiro produzido na região dos Vinhos Verdes.
Até 2009 este vinho chamou-se Girosol, tendo mudado entretanto de nome para Dócil.
No aroma é delicado, com notas florais e cítricas, bastante mineral. Sem ser muito exuberante, aposta pela via da elegância.
Noa boca, faz juz ao nome dócil. Muito fresco, aromático, com boa presença da fruta, acidez viva.
Final de boca elegante, médio comprimento. Excelente vinho de verão, será muito boa companhia para marisco.
Nota positiva para os apenas 11º de alcool.

Nota: 16
Preço: 7.50€

Carlos Amaro

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Redoma Rosé 2011

Produtor: Niepoort (Vinhos) S.A
Castas: 30%Tinta Amarela, 20%Touriga Franca e 50% outras
Fermentação: Barricas novas de carvalho Francês
Alcool: 12º

Um rosé diferente da maioria, este é fermentado em barrica e proveniente de vinhas mais velhas (entre 30 a 60 anos).
Nota-se essa diferença, é um rosé menos direto, um pouco mais austero. Aroma intenso a fruta vermelha (morangos, groselha), notas de ervas e especiarias, e um mineral excelente. Complexidade acima do comum para este tipo de vinhos.
Muito bem na boca, encorpado, com boa estrutura, muita fruta e frescura, é um rosé intenso e com final prolongado e elegante.
É um rosé claramente mais virado para a mesa do que para simplesmente beber sozinho.
Gostei muito.

Nota: 16
Preço: 7,50

Carlos Amaro

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Diálogo Branco 2011


Produtor: Niepoort (Vinhos) S.A.
Castas: Rabigato, Codega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho, Bical e outras
Fermentação: Cubas de aço inox e Barricas de carvalho francês
Estágio: Cubas de aço inox (75%) e Barricas de carvalho francês (25%)
Álcool: 13.4

Versão branca do Diálogo, depois de ter provado o tinto.
Apesar de não ser esta a colheita de estreia no branco, foi a primeira versão deste vinho que provei.
Bastante contido no aroma, tem carácter mineral, aromas a citrinos, algum floral e ainda alperce. A fruta é um pouco pesada, mas o mineral consegue compensar.
Na boca, ao inicio parace um pouco gordo em demasia, com açucar a mostrar-se no final. Tem as mesmas notas de alpece e citrinos que surgem no nariz.
Após algum tempo de abertura, o doce no final melhora, e aparece mais fresco e mineral.
Não gosto tanto como do irmão tinto, mas é um vinho interessante para o verão.
Nota: 14,5

Carlos Amaro

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Diálogo 2010




Produtor: Niepoort (Vinhos) S.A
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e outras
Fermentação: Cubas inox
Estágio: 14 meses em barricas de carvalho Francês, tonéis e balseiros (25%) e em Inox (75%)
Álcool: 13.11


Nova edição do Diálogo, na colheita de 2010.
Este vinho, pelo seu rótulo peculiar, com uma tira de BD, obriga a que se leia antes de provar. Continua portanto um rótulo muito bem conseguido, a chamar a atenção.
Falando do vinho, aroma apelativo e direto, com predominancia de frutos vermelhos, algum floral, notas de pimenta e toque mineral.
Muito equilibrado e convidativo na boca, frutado, com muita frescura, é um vinho que se bebe com muito agrado. Final de bom comprimento.
Bela aposta da Niepoort para a sua gama de entrada.

Nota: 16
Carlos Amaro

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Garrafeira Tio Pepe, 25º aniversário, 4º dia de provas

Nas comemorações do seu 25º aniversário, a garrafeira Tio Pepe ofereceu 5 dias de provas vínicas de alto nível, sendo cada dia dedicado a uma região, com alguns dos produtores mais significativos a disponibilizarem os seus vinhos topo de gama.
Não podendo comparecer todos os dias, optámos pelo 4º dia dedicado ao vinho do porto e madeira, e lá fomos numa quinta à tarde.

Estavam em prova vinhos veneráveis, alguns do século XIX, muitos do século XX, e ainda alguns vintages novos de 2009. Eram todos vinhos do porto com exceção de dois madeiras da Blandy's.

Numa prova deste calibre é muito difícil classificar os vinhos, no entanto ficam algumas notas para a posteridade.

Começámos pelos mais velhos, os colheitas, e acabámos nos vintages novos.

Niepoort colheita 1957
Com mais de 50 anos, tem um nariz muito rico e equilibrado, na boca é suave e tem um final muito prolongado. Tudo em harmonia.
Um grande colheita.

Niepoort colheita 1863
Apresentou-se com consistência ligeiramente caldosa, com um nariz de grande complexidade, muito equilibrado na boca, e com um final interminável.
Apareceu de surpresa, no formato meia garrafa com o ano pintado, como concorrente de Dirk Niepoort ao Scion de David Guimaraens.

Warre's colheita 1882
De côr acastanhada, apresentou um nariz intenso, mas achei-o ligeiramente desequilibrado no conjunto.

Taylor's Scion (1855)
De côr aloirada com tons de ruby, uma côr surpreendente para a idade que tem.
O nariz apesar de excelente é ligeiramente mais fechado que o Niepoort 1863, mas na boca este pareceu-me ser mais intenso.
É um vinho que tem causado sensação no último ano, por terem sido descobertas por acaso duas pipas com 150 anos guardadas por várias gerações da mesma família.
Ao descobrirem que o vinho estava em perfeitas condições apesar da sua idade pré-filoxérica, decidiram engarrafar e vender a preços proibitivos dada a sua raridade. Uma garrafa de 50cl custa cerca de 2500 euros.
Compreende-se assim que o vinho tenha sido servido a conta-gotas, só meio centilitro em cada copo.


Madeira
Blandy's Bual 1908
Blandy's Bual 1920
Dois vinhos com cerca de cem anos ainda em grande forma, com a sua acidez típica a dar-lhes vida.
Para além de um nariz riquíssimo, estes vinhos têm um final de boca que nunca mais acaba.

Noval colheita 1937
Um vinho sublime.
Constato que 1937 foi um grande ano e ainda existem alguns colheitas de várias casas de vinho do porto à espera de ser engarrafados.
Este é um exemplo de perfeição, com uma intensidade surpreendente na boca.

Noval colheita 1964
Também em grande nível, ainda com muita frescura apesar dos seus 47 anos.
Foi comentado pela enóloga que os colheitas da Noval só são engarrafados a pedido, mantendo-se na madeira que é onde devem envelhecer.
Isso explica a fantástica frescura destes colheitas.

Graham’s vintage 1970
Um vintage de 40 anos.
Com aromas refinados, a boca sedosa sem perder firmeza, a sua elegância e o final muito longo, tornam este vinho exemplar na sua categoria.

Vesúvio vintage 1994
É possivelmente o melhor Vesúvio, e todos os Vesúvios são bons.
Agora com cerca de 15 aninhos, continua com um nariz exuberante, uma boca muito viva e carnuda, e um grande final.

Noval Nacional vintage 1994
Este vinho não é acessível ao comum dos mortais.
Primeiro por ser um vintage Noval Nacional, de uma vinha que foi replantada sem recurso a enxertos, na época da filoxera. Segundo por ser o de 1994, ano que foi pontuado com a nota máxima pela conceituada revista Wine Spectator.
É reconhecido como um dos melhores vintages do último século, a par do 1963 e do 1931. O seu preço ronda os mil euros por garrafa.
Com 15 anos de idade, apresentou o melhor nariz dos vintages em prova, intenso e com uma complexidade infindável. Imagino o que será daqui a mais uma(s) década(s)...
Na boca está impecável, muito correcto e saboroso, com final muito longo.

Adelaide vintage 2009
Este foi o vintage de 2009 que mais me impressionou até agora.
Tem um nariz intenso e muito rico, mineral, frutos silvestres, chocolate, tabaco.
Na boca mastiga-se de bom que é, e tem um belo final.

Taylor's vintage 2009
Não é todos os anos que a Taylor's declara um vintage clássico, só o fazendo 3 ou 4 vezes por década. Quando o faz é sinónimo de qualidade garantida.
Este é um vinho portentoso, com um perfil austero que promete longevidade.
A côr é quase preta, de nariz intenso sem ser exuberante, notas de fruta madura, ameixas, cerejas, amoras, muito mineral.
Na boca mostra os taninos bem polidos, é muito encorpado, e tem um final enorme.

Todos os vinhos eram excelentes e deram que pensar durante pelo menos um mês, até me conseguir recompor da experiência e escrever aqui algumas linhas, que nem de longe fazem justiça a estes vinhos que atravessam séculos.
Os preferidos foram o Niepoort 1863 e o Taylor's Scion, não consegui decidir de qual gosto mais.

Muito grato à garrafeira Tio Pepe por ter proporcionado esta oportunidade de provar vinhos tão inacessíveis.

Bem hajam.

Frederico Santos

sábado, 7 de maio de 2011

Another Big Day @ Quinta de Napoles - Baga Friends




Foi no passado dia 30 de Abril, logo pela manhã que chegamos à Quinta de Nápoles para mais um evento fantástico organizado pela Niepoort.

Desta vez o evento tinha como nome Baga Friends, acabando por juntar aos produtores bairradinos também alguns produtores estrangeiros representados na Niepoort Projectos, bem como os Douro Boys.


Referindo os produtores que lá estavam, dos Baga Friends estavam representados Filipa Pato, Luis Pato, Quinta das Bageiras, Kompassus, Quinta da Vacariça, Sidónio de Sousa e ainda os Vinhos do Bussaco.

Do Douro, havia para além da Niepoort, Quinta do Vallado, Quinta do Vale Meão, Quinta do Crasto e Vale D. Maria.

De estrangeiros representando os Projectos, estavam alguns dos grandes nomes da Borgonha como Rousseau, Roulot, Pillot, os Champagnes Legras, os grandes brancos de Fritz Haag e Schloss Gobelsburg e o carismáticos espanhóis Telmo Rodriguez e Raul Perez.






À chegada, seguimos logo para a sala de recepção, um belo edifício onde se distribuíram os dísticos com o nome dos convidados e um copo de prova a cada.

Por baixo desse edifício, acede-se a uma mini "cave" climatizada muito interessante, feita pela Cave do Vinho.



Depois da recepção e já munidos de copo, fomos então para as provas, que tiveram lugar na adega, onde estavam montados os stands dos produtores, junto a pipas e pipas de vinho.





Dos vinhos provados alguns destaques:



Nos Baga Friends:

- Sidonio de Sousa Garrafeira 2005: um grande garrafeira, com uma elegância enorme a provar que um bom baga não tem de ser bruto quando jovem

- Vinha Barrosa 2001: um vinho que está cada vez melhor com o passar dos anos

- Vinha Formal 2005: grande branco, ainda com mais uns bons anos pela frente

- Bussaco: primeira prova destes vinhos, comprovaram o estatuto que têm, com Os brancos a mostrarem-se belíssimos.



Estes vinhos do Bussaco apenas se podem provar nos hoteis Alexandre de Almeida, e são realmente muito bons.

Os brancos (provados o 2001, 2003 e 2007) têm uma elegância fora do comum.

O 2001 impressionou-me especialmente, com um aroma fantástico de pessego, mel frutos secos, tudo muito complexo, tendo igualmente uma prova de boca excelente, com uma acidez a balancear bem o mel, frutos secos e notas de madeira.

Nos tintos (provados o 2001 L, 2001 VV, 2004 e 2006) mais uma vez o 2001 foi o meu favorito, neste caso o vv.



Nos Douros:

- Vale Dona MAria 2009 e CV 2009: dois vinhos de 2009 em amostra de casco a indicarem que este ano será realmente fantástico

- Niepoort Robustus 2007: afirma-se como o meu favorito do mundo Niepoort

- Crasto Touriga Nacional2009

- Vallado Touriga Nacional 2009



Nos Estrangeiros:

- Schloss Gobelsburg Riesling Heiligenstein 2004: grande vinho, com aromas a mel, fumados, e uma acidez incrível

- Clape Cornas 2007 na banca dos Projectos

- Armand Rousseau: vinhos Pinot Noir da Borgonha de grande nível, todos eles, com o Chambertin Grand Cru de tirar o fôlego. Grande, grande vinho, talvez o melhor de todo o dia.

- Domaine Roulot: Mersault "Les Tillets" e Mersault "Meix Chavaux" - brancos fabulosos, com grande mineralidade

- Champagne Legras: Presidence 2002 e Evanescence 2002

- Raul Perez: Ultreia 2008 e El Pecado, grandes vinhos, opulentos, cheios de garra e enorme frescura



Depois de todas estas provas, passamos para a parte superior à adega para o almoço, também ele de grande nível.

Logo no topo das escadas surgiram umas ostras, que fizeram boa companhia o Tiara 2009.

Na zona do almoço, várias mesas com vinhos Niepoort e não só que acompanharam bem a comida preparada pelo Chef Rui Paula do DOC.



Começou-se por uma açorda de robalo que estava optima, tendo-se seguido uma coxa de pato confitada sobre espargos e puré, com molhos de trufas. A coxa de pato estava simplesmente divinal, com a carne no ponto optimo, um optimo puré e o toque das trufas e ajudar ao brilho do conjunto.

Nos vinhos bebidos nesta fase destaque para um Redoma 1996 em Magnum e para o Quinta do Vallado Reserva 2004. Ambos fantásticos.



Para a sobremesa, seguimos para o ar livre, onde para além de uma mesa com uma série de doces (incluindo uns macarrons viciantes), a sobremesa era

um cilindro de maçã crocante com canela e gelado.

Nos vinhos para a sobremesa, destque para um Moscatel 1977 da Nieport, directo de uma demijon. Excelente.







Foi um grande evento, com a marca de simpatia e qualidade Niepoort.

Organização impecável, produtores simpáticos e prestáveis, grandes vinhos, comida e catering de grande nível, tudo aliado a um ambiente geral excelente.

Em resumo, um dia magnífico, com provas de grande nível.



Um grande obrigado à Niepoort por organizar eventos destes e principalmente por nos receber tão bem.



Carlos Amaro

domingo, 17 de janeiro de 2010

Festival Côtes du Rhône

Este festival, organizado pela Niepoort na Quinta de Nápoles, com a participação de Fritz Haag e os "Douro Boys", foi o sonho de qualquer enófilo.

Vou tentar fazer um apanhado dos vinhos que consegui provar, o que não é tarefa fácil, pois haviam centenas de vinhos à disposição de quem tivesse capacidade para os beber, e ao final do dia já me encontrava bastante entornado.
Passados alguns dias ainda não estou completamente recomposto da experiência, e adianto ainda que os vinhos do Rhône eram até agora desconhecidos para mim.
Vamos lá então que isto vai ser uma epopeia épica...

À chegada, deram-nos um copo e uma capa com fichas dos muitos produtores presentes, um lápis para tomar notas de prova, e um crachá também.
Estávamos assim armados e prontos para a maratona que nos esperava.

Descemos à parte de baixo da adega, onde encontrámos os produtores do vale do Ródano:

Chateau Revelette, da denominação "Coteaux d'Aix en Provence", bem ao sul perto de Marselha.
Provámos o "Le Grand Rouge", feito com 50% Sirah, Grenache e Cabernet.
Um vinho intenso, talvez um pouco demais para o meu gosto.

Seguiu-se o Domaine Alain Graillot, mais a norte. Provei um Crozes-Hermitage 100% Sirah, que era bastante frutado, boa fruta mas demasiada para mim.

Domaine Alain Voge, foi um dos meus preferidos.
Adorei o branco "Fleur de Crussol 2007" da região de Saint Péray, feito com 100% Marsanne.
O tinto Cornas 2007, 100% Sirah, tambem estava muito bom, mais equilibrado, agradou-me mais que os 2 anteriores.

Domaine Beaurenard, conduzido pelos 2 irmãos Daniel e Frédéric Coulon, tem um excelente Chateauneuf du Pape que se chama Boisrenard, feito com nada mais nada menos que treze castas (Grenache, Sirah, Mourvèdre, Cinsault, ...). Uma das 3 vinhas usadas tem um século. Um prazer para os sentidos.
O branco do mesmo nome tambem era muito bom, feito com 6 castas.

Domaine Chèze, regiões Condrieu e Saint Joseph.
O tinto 100% Sirah era bom mas não me impressionou muito.
Gostei mais do Saint Joseph Blanc, feito com 60% Marsanne e 40% Rousanne.

Domaine Combier, com uma preocupação constante com o ambiente, tem certificação Ecocert nas suas vinhas, que estão sob protecção integrada desde 1970.
Gostei muito dos tintos 100% Sirah de Crozes Hermitage, principalmente o "Clos des Grives" feito com uvas de vinhas com mais de 50 anos.

(por volta desta altura desisti de provar brancos, infelizmente, pois apesar de muito bons estavam-me a baralhar os paladares)

Domaine Courbis, regiões Saint Joseph e Cornas.
Tintos 100% Sirah.
Gostei muito do Saint Joseph 2007 que estava muito equilibrado e redondo na boca.
O Cornas era mais adstringente, o que talvez não seja mau com uns anitos na garrafa.

Domaine de Deurre, tinha 3 vinhos em prova, e o que me agradou mais foi o Cuvée Saint Maurice (70% Grenache, 30% Sirah).
O "Les Oliviers" 100% Sirah de vinhas com 40 anos também estava muito bom.
O "Les Rabasses" quase 100% Grenache, com uns pozinhos de Mourvèdre, de vinhas com 50 anos, não gostei.
O senhor Hubert tem um sorriso contagiante.

Domaine de la Citadelle, região Côtes du Lubéron.
Têm um vinho excelente, que é o "Le Governeur 2005", de vinhas velhas, feito com Sirah, Grenache e Mourvèdre.
O tinto "Les Artemes 2005" (50% Sirah, 50% Grenache) também é muito bom, mas não tanto como o Governeur.

Domaine de la Janasse, Chateauneuf du Pape.
Provei um vinho 100% Grenache com 15.5% de alcool. Era bom, e o alcool não se sentia nem no nariz nem na boca, mas não foi dos meus preferidos.

Domaine Delubac, denominação Côtes du Rhône Village Cairanne.
Achei os vinhos muito taninosos, devem ser bons para guardar.

Domaine François Villard, regiões Condrieu, Saint Joseph e Côte Rôtie.
François Villard, de baixa estatura, estava escondido entre as pipas, e por pouco me escapava.
Gostei bastante do "Seul en scene 2007", 100% Sirah, mas o que mais me agradou foi o Saint Joseph tinto "Reflet", também 100% Sirah de parcelas de solo granítico.

Domaine Yves Cuilleron, regiões Condrieu, Saint Joseph, Côte Rôtie.
Grandes vinhos.
Saint Joseph 2007 (Sirah), muito bom.
Côte Rôtie 2007 (Sirah), excelente.
Condrieu 2008 (Viognier), fantástico.
Ainda bem que decidi provar este branco sublime.

Domaine Gerin, regiões Côte Rôtie, Condrieu, Saint Joseph.
Provei o Côte Rôtie (90% Sirah, 10% Viognier), que não me entusiasmou por aí além, apesar de ser um vinho muito bom.

Seguiu-se uma rápida incursão pelos Douro Boys, onde me agradaram mais:
- Batuta
- Quinta do Crasto - Vinha Maria Teresa
- Quinta do Crasto - Vinhas Velhas
- CV
- Quinta do Vale Meão
Julgo que eram todos de 2007.

Domaine Clape, denominação Cornas.
Encontrava-se ao lado da banca da Niepoort, em lugar de destaque, e não era por acaso.
Depois de ter provado todos aqules Sirah, qual não foi o meu espanto ao deparar-me com um ainda mais complexo, mais elegante, mais tudo.
- Renaissance 2007 (vinhas novas), muito bom.
- Cornas 2007 (vinhas velhas), superou tudo.
Que maravilha de vinhos.

Ainda voltei à banca da Niepoort para provar o Domaine Jamet, cujos Côte Rôtie não desapontaram mesmo após a prova do Domaine Clape, estavam à altura.

Entretanto chamaram para o almoço, e já não fui aos brancos de Fritz Haag.
Um crime, bem sei, mas estas coisas não se pode ter tudo, e não queria perder aqueles aromas e sabores de bons Sirah, que ainda estavam presentes nas minhas papilas gustativas, enquanto imaginava como ficariam estes vinhos com 10 anos em garrafa.

O almoço foi servido numa mesa corrida, que me pareceu ter o comprimento de um campo de futebol. Estavam ali centenas de pessoas, tudo já muito bem disposto, claro.
Começou com uma açorda de alheira, seguida de um bife com puré de espargos, e a sobremesa era uma espécie de crepe recheado com leite creme acompanhado de pedaços de frutas exóticas. Tudo muito bom. A carne nem precisava de faca.
As garrafas magnum circulavam abundantemente, com os próprios produtores a colocarem-nas em cima da mesa.
À minha frente estava um casal que julgo que era da quinta do Vale Dona Maria, e o CV 2003 não tardou em aparecer na sua versão Magnum. Um vinho magnífico em todos os aspectos.
Ao meu lado sentou-se o senhor Pierre Clape, logo o produtor do vinho francês que mais me agradou, com quem aproveitei para desenferrujar o meu francês e aprender umas coisas sobre vinhos.
Conversámos bastante (devo ter sido um chato do caraças), e uma das coisas que retive foi que para ele o mais importante era o cuidado das vinhas, o que para mim fez todo o sentido, pois tal como na culinária quando os ingredientes são bons é fácil fazer um bom prato, se as uvas não forem boas bem podem dar voltas na adega que nunca sairá um vinho de topo.
O vinho corria a rodos, eram magnuns atrás de magnuns, Charme 2006 (excelente), um Cornas do Domaine Clape já não sei de que ano (2001, talvez), Redoma branco 94 e 95 decantados com os seus tostados fabulosos. Essas são as que me lembro, mas ao longo da mesa era um festival de magnuns para quem se quisesse levantar e procurar.

Entretanto Dirk Niepoort faz um curto discurso, anunciando que ia servir um porto garrafeira de 1931, ao que todos aplaudiram com entusiasmo.
Seguramente um dos melhores portos que já provei, castanho carregado, de aromas muito intensos, uma complexidade infindável. Na boca era sedoso e ainda muito vivo, com o alcóol ainda presente mas de uma suavidade extrema.
Para quem não sabe, o garrafeira é um estilo de porto que hoje em dia já não se faz, e cujos garrafões de 7 a 11 litros onde envelhece (demijons), são guardados nas caves como um verdadeiro tesouro.
É daquelas raridades que só se provam uma vez na vida, ainda por cima o garrafão foi aberto na altura, vindo ainda com mais intensidade aromática do que se o vinho já tivesse sido engarrafado.
Já uma vez tinha bebido um garrafeira de 1977, mas assim um com quase 80 anos acabado de sair do "demijon" foi uma coisa mesmo muito especial.


Depois deste garrafeira, ainda provei um vintage 1983, que estava excelente.

O vinho continuava a circular, as garrafas não paravam de ser abertas, e eu decidi ir andando pois já estava a atingir os meus limites.
No dia seguinte ainda me sentia ligeiramente alcoolizado.

Parecem muitos, mas estes vinhos que relatei aqui foram só a ponta do iceberg, pois para quem lá passou o fim-de-semana, foram muitos mais, e cada um melhor que o outro.

Só mesmo uma personalidade como Dirk Niepoort para proporcionar um evento desta categoria, de forma gratuita, para centenas de pessoas.
Só mesmo uma grande paixão pelo vinho, para proporcionar momentos destes, de puro extase enófilo.

É talvez o post mais longo que escrevi, mas havia tanto mais para dizer...

Frederico Santos

sábado, 12 de setembro de 2009

Novidades Niepoort 2009

Foi com grande alegria que me desloquei à Quinta de Nápoles, no coração do Douro, para uma apresentação das novidades da Niepoort. É sempre uma emoção ver aquela paisagem esculpida, que é das poucas coisas que me faz ter orgulho de ser português.
Começámos por provar umas amostras de casco de Robustus 2007 e 2008, e também de um Cabernet que ainda não tem nome mas está muito bom. Provámos ainda um porto que está a ser feito na quinta em pipas velhas trazidas de Gaia, e que promete muito.
A prova "oficial" já na parte de cima da adega, era constituida essencialmente por brancos de 2008 e tintos de 2007. Estas colheitas têm a particularidade de serem as primeiras a serem vinificadas inteiramente na adega nova, um projecto que demorou 9 anos a concretizar, e que para a equipa Niepoort foi uma grande conquista por não estarem dependentes de espaços de terceiros.

Os brancos apresentados foram:
- Tiara 2008
- Redoma 2008
- Redoma Reserva 2008
- Riesling Dócil 2008
- Navazos 2008

Os tintos:
- Diálogo 2007
- Vertente 2007
- Redoma 2007
- Batuta 2007
- Robustus 2005
- Charme 2007
- OmLet 2005
- 7º Doda (2007)
- cabernet sem rótulo.
e ainda uns franceses Hermitage, os quais já não cheguei a provar pois ainda tinha uma viagem de 150 km para fazer, e passei directo para o porto vintage 2007.

Estes brancos de 2008 estão muito bons, talvez até melhores que os de 2007 que foi um ano excelente para vinhos brancos. Destaco o Tiara pela sua frescura, o Redoma normal que me soube melhor que o reserva que é mais untuoso, o Riesling dócil continua delicioso (e guloso), o Navazos é um vinho muito fora do normal, é muito bom mas estranhei aqueles aromas quimicos e a falta de acidez na boca, não é para todos os gostos.

Quanto aos tintos, 2007 foi realmente um ano de excepção.
Surpreendeu o Vertente que está com uma relação q/p formidável, e destacaria talvez o Charme no meio de todos estes vinhos veneráveis, que está com uma elegância e uma complexidade tremendas. Eu que até normalmente prefiro o Batuta fiquei rendido a este Charme 2007 que já está um mimo de vinho.
Mas com certeza que alguns destes vinhos terão mais qualquer coisa a dizer daqui a uns anos.
De destacar tambem o vinho elaborado em parceria com Telmo Rodriguez, cujo nome temporário é Omlet (Telmo invertido), um vinho que foi desengaçado à mão, e que está tambem com uma elegância fora de série.
O 7º Doda também está excelente.
Os vinhos eram todos muito bons e começam a faltar adjectivos para lhes fazer justiça.

Passemos ao vintage 2007, que está um vinho cheio de garra, com grande potencial de envelhecimento, e onde o equilibrio é notório. Nariz muito complexo com aromas de especiarias, frutos silvestres, ervas, chocolate, na boca sentem-se alguns taninos, mas tudo muito bem equilibrado no seu conjunto, com um final muito persistente e feliz.

Tive ainda o privilégio de provar um garrafeira de 1977, um estilo de porto exclusivo da Niepoort, que não tenho palavras para descrever, a não ser felicidade em estado liquido.

Provar estes vinhos, naquele local, com estas pessoas que fazem parte da familia Niepoort, e sentir o seu merecido orgulho em apresentar estes vinhos de excelsa qualidade, que são fruto de muita dedicação, foi uma experiência emocionante.

Frederico Santos

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Prova de Pinot-Noir


Foi em casa do amigo Enes que realizámos mais uma grande prova que contou com 13 provadores.
Antes da prova bebemos um vinho de Borba sem rótulo, oferecido pelo confrade Anselmo, que já devia ter uns anos valentes pela côr que apresentava. Estava mesmo muito bom.
Foram submetidos à prova oficial 5 vinhos da casta Pinot-Noir, cuja média de pontuações foi a seguinte:

  • 17,1 - Louis Latour Beaune 1er Cru "Vignes Franches" 2005 (França)
  • 15,5 - Cono Sur 20 barrels 2006 (Chile)
  • 14,3 - Villa Maria Taylor's Pass 2005 (Nova Zelândia)
  • 14,0 - Niepoort Pinot Noir 2006 (Portugal)
  • 11,7 - Campolargo Pinot Noir 2007 (Portugal)

Destacou-se o Bourgogne sem duvidas, um vinho muito complexo, riquissimo de aromas, na boca com uma elegância extraordinária, e um final muito longo e agradável. Excelente.
Estas pontuações refletem o gosto geral de um painel bastante diversificado de provadores, todos apreciadores de vinho, mas a quem os pinots não entusiasmaram especialmente.
Na minha opinião pessoal as pontuações são bastante penalizadoras, e acrescentar-lhes-ia uns 2 valores em cada uma, mas é uma classificação final justa independentemente dos valores minimos e máximos.

A prova foi acompanhada de vários enchidos e queijos, no final jantámos arroz de pato, e uma bela sobremesa gelada com chocolate quente.
Ainda bebemos um Pinot húngaro da Abadia de Pannonhalma de 2007, que estava muito bom.
Terminámos com um Borba garrafeira oferecido pelo anfitrião, que soube que nem ginjas.

Frederico Santos

sábado, 7 de março de 2009

Vintages clássicos da Taylor's




Foi durante o evento "Essência do Vinho" organizado anualmente no palácio da bolsa no Porto que realizámos esta prova.
Tratava-se de uma prova comentada de vintages clássicos da casa Taylor's, apresentada pelo enólogo David Guimaraens, onde foram provados 8 vintages Taylor's entre 1977 e 2003, faltando apenas o de 1983.
Esta prova decorreu na sala do tribunal do palácio da bolsa, onde foram realizadas as Entronizações da Confraria do Vinho do Porto até 1995, antes de transitarem para o Pátio das Nações, onde ao mesmo tempo que decorria a nossa prova estavam as bancas dos produtores num verdadeiro reboliço, pois era sábado à tarde.

Os vinhos apresentados foram:

  • 1977 - côr ligeiramente atijolada, no nariz sobressaem passas, chocolate, especiarias, embora contenha muito mais aromas na sua complexidade. Na boca é sedoso, com um final interminável. Muito elegante. Um vintage com 32 anos no seu estado maduro.

  • 1980 - côr ruby pálida, com algumas notas de passas e massapão, muita fruta, menos complexo que o de 1977. Na boca sentem-se bons taninos, "spicy", tem um final muito longo.

  • 1985 - côr ruby menos pálida, nariz suave mas complexo, na boca muita estrutura e muito equilibrio. Bom para guardar pelo menos uma década.

  • 1992 - côr ruby, nariz muito complexo, já perdeu a fruta jovem, na boca é forte mas muito equilibrado nos taninos. Gostei muito deste. Notou-se uma diferença relativamente ao estilo dos 3 vinhos anteriores.

  • 1994 - côr mais aloirada que o 92, muita complexidade: frutos silvestres, couro, chocolate. Na boca é muito redondo, sente-se a intensidade da fruta. No final fica alguma adstringência.

  • 1997 - côr mais ruby que o anterior, aromas de ameixa madura, azeitonas, chocolate, especiarias. Muito bom na boca, com alguns taninos bem equilibrados. Um vintage de concentração.

  • 2000 - mais ruby que o anterior, muito complexo e intenso no nariz, muita fruta, couro. Na boca sentem-se os taninos que não deixam uma boa recordação no final, que é muito longo.

  • 2003 - côr retinta, nariz muito concentrado, complexo mas equilibrado. Na boca é extraordinário, potente e redondo ao mesmo tempo.
Os que mais me impressionaram, foram o 1977 e o 1980 pela complexidade e elegancia, o 1992 pelo potencial, e o 2003 pelo equilibrio.
Eram todos vinhos excelentes, pelo que não vou pontuá-los. É curioso como todos os anos são diferentes, com caracteristicas muito distintas. Vinhos com personalidade.

No final, ainda fomos dar uma volta rápida por alguns stands, onde ainda provei:
- Niepoort colheita 1987 (excelente)
- Dalva colheita 1975 (nariz óptimo, mas na boca tem um travo que não me agradou)
- Noval vintage Silval 2005 (divinal)
Dos quais destaco o vintage da Quinta do Noval, que me seduziu por completo.

Frederico Santos

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Jantar Vintage

O objectivo do jantar era abrir uma garrafa de porto Niepoort Vintage de 1982.
O jantar foi em casa do Fred, com 8 participantes, e o menu foi:

- Foie-Gras grelhado, com confit de cebola e chutney de manga
- Lombinhos de veado assados com batata gratinada e molho de frutos silvestres
- Chocolate preto e ovos moles

Os vinhos servidos foram:

- Matua Valley Botrytis Riesling 2007 (NZ)
- Casal Figueira 9,5
- Jota 2005
- Batuta 2001
- Robustus 2004
- Porto Niepoort Vintage 1982
- Porto Pintas Vintage 2005
- Porto Niepoort Vintage 2005
- Porto Niepoort 10 Years Old White


O Jota 2005, apesar de ser um vinho 4 vezes mais barato que os outros tintos, não se desenquadrou, e mostrou-se um vinho muito agradável e equilibrado.

O Batuta 2001 estava muito bom, a acusar a idade com uma ligeira côr atijolada, um nariz suave mas complexo, muito redondo na boca e a deixar uma boa recordação no final. Tinha muito depósito, acho que foi aberto em boa altura.

O Robustus 2004 é um vinho dificil de não gostar, irrepreensivel no equilibrio, com fruta qb no nariz, na boca é fresco e sente-se o sabor das boas uvas com que foi feito, amaciado pela madeira mas sem se sentir qualquer sabor "amadeirado", tal é o equilibrio conseguido. Um vinho excelente.

O vintage de 1982, depois de ser decantado algumas horas antes, estava divinal, a côr aloirada escura, o nariz intenso e delicado onde sobressaiam as passas de uva, muito elegante, na boca parecia seda.

Abrimos o vintage Pintas 2005, que estava muito bom, mas com um perfil completamente distinto, neste vintage novo o nariz era mais intenso e mais bruto, a atirar-nos com notas de frutos silvestres e ameixas maduras, muito frutado, na boca mostrou-se algo desiquilibrado para o meu gosto, demasiada fruta torna-o um pouco enjoativo.

Abrimos um vintage Niepoort 2005, que continua a ser dos melhores vintages novos que tenho provado, muito intenso no nariz, com mais complexidade, tambem muito frutado mas sem enjoar. Potencia controlada. Este vintage promete.

Entretanto ainda houve quem provasse um colheita Kopke 1978 que andava aberto lá em casa, para felicidade do Ivo era do ano em que ele nasceu, este com mais madeira no nariz, num estilo diferente, mas comparável com o vintage de 1982, pela sua elegancia e fineza.

Abrimos ainda um porto branco de 10 anos, engarrafado em 2008, uma novidade da Niepoort, cujo nariz era delicioso, com notas de passas que me fizeram lembrar o moscatel, mas na boca é seco, o que o torna um excelente aperitivo.

Cumprimos assim o nosso objectivo pedagógico que era provarmos um vintage com mais de 20 anos.
Fiquei a saber que os vintages velhos ganham aromas de passas de uva, enquanto os colheitas velhos (os unicos vinhos que posso comparar com este vintage) ganham aromas de madeira velha e frutos secos.

Dois estilos diferentes de porto envelhecido, ambos muito elegantes e finos, de tal modo que não me consigo decidir de qual gosto mais.

Tenho de continuar a provar...

Frederico Santos

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Prova de brancos, parte 2

Realizámos mais uma magnifica prova cega de vinhos brancos.
Desta vez foi em casa do Enes, e éramos onze provadores para nove vinhos brancos.
Foi acompanhada por acepipes de mozarela e espargos verdes, vários peixes fumados (salmão, truta e espadarte), queijinhos e chouriço, salada de polvo e de bacalhau, e uma espectacular sobremesa de bolo de chocolate com gelado.

O resultado das votações foi o seguinte:


  • 16,5 - Maritávora branco reserva 2005

  • 16,3 - Pêra Manca branco 2006

  • 15,1 - Vinha da Pala branco reserva 2004

  • 14,8 - Madrigal 2006

  • 14,4 - Rosemount Chardonnay 2006

  • 14,2 - Gouvyas Bago de Touriga branco reserva 2004

  • 13,9 - Niepoort Riesling Seco 2007

  • 13,9 - Niepoort Redoma branco 2007

  • 13,9 - JP Chenet Blanc - Cotes de Gascogne

Estas pontuações são a média final da classificação atribuída por dez dos provadores, e reflectem os vinhos mais apreciados por todos.
Foi mais um fim de tarde muito bem passado, onde os vinhos eram todos muito equivalentes em termos de qualidade, e talvez por isso as pontuações tenham sido algo penalizadoras.

Participantes: Fred, Mário Rui, Enes, Fontes, Anselmo, P. Almeida, Marta, Susana, Pinheiro, Rui Gonçalves, Vitor Santos ( o pequeno Diogo também lá andava, mas ainda não provava ).

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Prova de brancos, parte 1

Realizámos a nossa primeira prova de brancos numa sexta-feira 13, desta vez em casa do Mário Rui. Foi também a nossa primeira prova cega.
Éramos sete provadores, para oito garrafas, das quais se destacou o Neo-zelandês Silverlake, como se pode ver na média final das classificações atribuídas:


  • 15,8 - Silverlake Sauvignon Blanc 2007 (Nova Zelândia)

  • 14,8 - Niepoort Riesling Dócil 2007

  • 14,7 - Redoma reserva branco 2007

  • 14,2 - Luis Pato Vinha Formal 2007

  • 13,2 - Crios Torrontes 2006 (Argentina)

  • 12,0 - Paulo Laureano Premium 2006

  • 11,9 - Clos Floridene 2004

Melhor relação qualidade/preço: Silverlake (~8,00).

Participantes: Fred, Telma, Mário Moreira, Paulo Almeida, Mário Rui, Anselmo, Enes.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Colheitas tardias


Esta prova foi dedicada a colheitas tardias, que iniciámos com uns vinhos brancos que eram novidade da Niepoort.
O mais apreciado foi o austriaco Kracher, que era realmente um nectar.
Seguem os vinhos pela ordem em que foram bebidos:



  • 15,7 - Riesling - Niepoort Projectos - 2005

  • 17,2 - Chardonnay - Niepoort Projectos - 2004

  • 17,8 - Redoma 2005 Reserva branco

  • 15,9 - Casal Figueira - Vindima Tardia - 2002

  • 17,4 - Ats Couvée - 2003 (Hungria)

  • 14,8 - Niepoort - Colheita Tardia 2003

  • 18,3 - MR 2004 (de Telmo Rodriguez)

  • 18,5 - Kracher 2003

Melhor relação qualidade/preço: Ats Couvée (~10,00)

Esta prova foi muito bem acompanhada de foie-gras grelhado.

Participantes: Carlos Amaro, Mário Rui, Fred, Enes, Telma, Marta, Rui Gonçalves.