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terça-feira, 15 de abril de 2014

Soalheiro Reserva 2008

A Quinta de Soalheiro é provavelmente a grande referência de vinhos Alvarinhos.
Os Alvarinhos, principalmente da zona de Melgaço e Monção, são vinhos que normalmente têm boa capacidade para envelhecer, sendo o Soalheiro clássico um expoente nessa vertente, o que ajuda a torná-lo num dos meus Alvarinhos preferidos, com uma história de grande consistência na qualidade.
A principal diferença entre o clássico e este reserva é a fermentação e estágio em barrica, o que torna este reserva um vinho mais complexo e refinado.

Contudo, tinha algumas dúvidas sobre se a conhecida capacidade de envelhecimento dos Alvarinhos clássicos não se perderia com a fermentação em madeira.
Este Reserva 2008 vem provar que quando o vinho é bom e a integração do vinho com a madeira é bem feita, o envelhecimento será de bom nível.
O vinho está ótimo neste momento, talvez melhor ainda do que quando novo.
Muito fresco, frutado, a integração com a madeira no ponto certo, baunilha muito suave, alguma untuosidade, mas o mineral a dominar. Final de boca muito longo.
Excelente!
Nota: 18

Carlos Amaro

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Soalheiro 2011

Soalheiro 2011
Castas: 100% Alvarinho
Álcool: 12,5%

O Soalheiro é daqueles vinhos que não falham. Primeira marca de Alvarinho em Melgaço, tem sido ano após ano um dos Alvarinhos mais consistentes em termos de qualidade, e sempre a preço bem sensato.
Apesar de nos anos mais recentes terem surgido novas marcas de Soalheiro, nomeadamente o Primeiras Vinhas e o Reserva, ambos fantásticos vinhos, o Soalheiro "normal" continua a ser dos vinhos brancos que mais me dá prazer beber.
Uma das características de que mais gosto neste vinho é a sua capacidade de envelhecer. Apesar da colheita de 2012 estar já no mercado há algum tempo (está muito recomendável também), hoje venho falar da colheita anterior, do 2011, que foi dos Soalheiros de que mais gostei nos últimos anos.
O ano e meio que já tem em garrafa só lhe fez bem.
Mantém um nariz muito rico, intenso e fresco, com notas citrinas, florais, muito mineral, fundo de fruta tropical.
Na boca, é muito elegante e equilibrado. Acidez viva, muito mineral, a fruta tropical já não está tão dominante como quando chegou ao mercado, notas cítricas e algum melado, bastante encorpado.
Apesar de manter ainda todas as notas exuberantes da juventude, penso que o tempo está a adicionar-lhe mais elegância.
Gosto ainda mais dele nesta fase do que quando saiu para o mercado. Está numa fase ótima de beber agora, mas é bom guardar ainda algumas garrafas para mais daqui a uns anos.
Nota:17,5
Preço: 8,90

Carlos Amaro

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Soalheiro Primeiras Vinhas 2008


Este produtor desde há alguns anos que é uma das minhas referências no que a vinhos brancos portugueses diz respeito.
Então desde que há uns anos para cá lançou esta nova marca Primeiras Vinhas, e também o Reserva, estes vinhos entraram directamente para o que melhor se faz por cá em termos de brancos.
Já tinha gostado muito da versão 2007, mas esta Soalheiro Primeiras Vinhas 2008 está ainda um degrau acima.

Nariz muitíssimo sedutor, muito mineral, fresco, com fruta tropical e citrinos mas sem exageros, grande elegância, e um toque vegetal de erva fresca a aumentar à complexidade.
Em termos de boca está excelente, toques citrinos, especiarias, a mineralidade a vir ao de cima, grande elegância, com uma acidez crocante. Final de grande frescura e complexidade.

É um vinho que de ano para ano tem vindo a melhorar, e que integra claramente a minha lista de brancos preferidos.

Nota: 18
Preço: 17€

Carlos Amaro

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Soalheiro 2008

Continuo a saga da incursão pelo mundo dos alvarinhos com a degustação da colheita 2008 do Soalheiro. Vou ser breve (tlm), dizendo que o aroma combina notas florais (flor de laranjeira?) e alguma fruta, fazendo lembrar de imediato um sauvignon blanc do novo mundo. A boca complementa o prazer, muito fresco, mineral e longo. Não atinge a soberba excelência dos muros do Anselmo, mas é muito bom e bem mais em conta. MRC.