Sábado, 18 de Maio de 2013

Marquês de Borba Branco 2012


Produtor: João Portugal Ramos
Castas: Arinto, Antão Vaz, Verdelho, Viognier
Graduação: 12,5º


Nova edição do Marquês de Borba Branco, um dos vinhos mais populares de João Portugal Ramos.
Cor citrina clara. Nariz fresco e mineral, com notas de citrinos e algum vegetal.
Na boca algum tropical e mais citrinos, acidez média, é um vinho fresco.

Um branco descomplicado, sem madeira, ideal para o verão com a sua frescura.

Nota:15
Preço: 4,99€

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Carlos Amaro

Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Duorum 2011


Duorum 2011
Produtor: Duorum Vinhos, S.A.
Castas: 40% Touriga Franca, 40% Touriga Nacional e 20% Tinta Roriz
Álcool: 13,5% vol
Estágio: 10 meses em barricas de 225 e 300 litros, de segundo e terceiro ano (carvalho francês e em pequena percentagem de carvalho americano)
Enólogo: José Maria Soares Franco


A marca Duorum é um projeto de João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco no Douro, mais propriamente na Quinta de Castelo Melhor.
Desde a sua entrada no mercado em 2007, os vinhos do projeto têm tido sucesso de crítica e de mercado.
Este 2011, acabou agora de ser lançado no mercado. Muito bom já agora, para beber mais em novo, mas penso que daqui a alguns meses estará ainda melhor.
Cor vermelha bem escura, com reflexos violeta.
No aroma, dominam os frutos pretos, como amoras e mirtilos, notas florais, e alguma madeira da barrica.
No boca é volumoso, muito fruta, mas sem enjoar devido a uma bela acidez e taninos suaves mas bem presentes. Final longo.
Tudo muito bem equilibrado, é um vinho impossível de não gostar. A comprar sem receios.
Nota: 17
Preço: 9€

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Carlos Amaro

Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

Vila Santa Trincadeira 2011



Produtor: João Portugal Ramos
Casta: 100% Trincadeira
Estágio: Seis meses em meias pipas novas de carvalho francês
Álcool: 14%


Nova edição de um vinho que é na minha opinião, consistentemente ano após ano, um dos melhores monocastas Trincadeira que conheço.
Muito bem no nariz. Aroma intenso, bastante especiado, com notas de folha de tabaco, fruta preta bem madura, bastante vegetal, frutos secos, trufas. Sedutor e complexo.
Na boca é firme e volumoso, com fruta madura e compotada, taninos suaves, algum picante, especiarias, notas tostadas, folha de tabaco, boa acidez.

Está muito bem este 2011. Para mim dos melhores Trincadeiras Vila Santa até à data.
Bela relação qualidade-preço.

Nota: 17
Preço: 9€

Carlos Amaro

Segunda-feira, 1 de Abril de 2013

D + D Tinto 2005


Produtor: Drink & Dreams
Castas:Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Estágio: 14 meses em carvalho francês Allier e carvalho americano.
Graduação: 14%

Vinho produzido pela Drink and Dreams, uma parceria entre a Sogevinus e a Bodegas Emilio Moro, com enologia dos Enólogos Francisco Gonçalves da Sogevinus Fine Wines e José Carlos Alvaréz das Bodegas Emílio Moro.
Uvas de vinhas com mais de 10 anos, provenientes da Quinta de Arnozelo (Douro Superior).

Aroma intenso e complexo, muito balsâmico, fresco e mineral. Surgem notas florais (bergamota), conjugadas com especiarias, como alcaçuz e notas de tabaco. Algum fruta preta madura, já em segundo plano. Elegante e complexo
Na boca tem uma excelente estrutura, é encorpado, com taninos bem redondos. É balsâmico, mineral, com notas de cacau, floral e fruta. Tudo muito bem integrado com madeira no ponto certo. Não é daqueles Douros potentes e pesados, é antes um vinho que aposta na elegância e frescura.
Gostei muito do vinho. Na minha opinião merece mais foco e atenção do que aquela que tem quando comparado com marcas no mesmo nível de preço. Não sendo um vinho barato vale o preço que custa.
Nota: 17,5
Preço 25€

Carlos Amaro

Quinta-feira, 28 de Março de 2013

Desnível Colheita Seleccionada 2010


Castas: Touriga Nacional, Rufete e Tinta Amarela
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: João Lopes Pinto

Este vinho é composto de vinhas velhas do Cima Corgo, em socalcos, orientadas a norte e a 470 metros de altitude, com predominância de Rufete e Tinta Amarela e de uma vinha nova de Touriga Nacional no Douro Superior, em patamares, orientada a sul e a 250 metros de altitude. Feito em lagar e estagiado em barricas de carvalho francês.



Toda esta informação está contida de forma completa e bem organizada no contra-rótulo, que está muito bonito e bem conseguido, assim como o rótulo, que mostra esta diferença das duas vinhas que originam este vinho de forma simples e elegante.


Provando o vinho, temos aromas intensos a fruta silvestre madura, algum floral, especiarias e um tostado da barrica. A vinha nova de Touriga a dar exuberância aromática e as vinhas velhas a adicionarem complexidade.
Na boca, é encorpado, muito fresco, boa acidez e fruta madura. Final longo e mineral, mostra uma boa conjugação entre as duas vinhas que deram origem ao vinho.
Com a frescura e acidez que tem é um vinho gastronómico, que pede comida a acompanhar.
Parece-me um vinho que está ainda novo, mais uns tempos em garrafa só lhe farão bem, mas que se portou muito bem já nesta fase
Nota: 16,5


Além deste vinho, numa recente visita à Quinta da Covada pude provar os vinhos ainda em barrica que vão compor o Desnível de 2011, e prometem muito.
A Touriga Nacional do Douro Superior está com uns aromas e concentração fantásticos (a madeira ainda nem começou a marcar), e as Vinhas Velhas com um corpo e elegância muitos bons.
Promete estar ainda acima deste 2010.

Carlos Amaro

Sábado, 16 de Março de 2013

Visita à Quinta do Pôpa


Com algum atraso (foi já a 25 de Fevereiro), segue-se a descrição da visita efetuada à Quinta do Pôpa.

A Quinta do Pôpa, que anteriormente tinha o nome de Quinta de Vidiedo, está localizada no coração do Douro, junto a Adorigo - Tabuaço, encostada à EN 222, com uma vista fabulosa do rio Douro.
Actualmente, a Quinta do Pôpa reúne 14 hectares de vinha, composta por uma mistura de castas tintas, entre as quais a Tinta Roriz, Touriga Naciona, Touriga Franca, Tinto Cão, Sousão e Malvasia Preta.
Nas vinhas destaca-se um talhão de três hectares de vinhas velhas com idade superior a 60 anos de idade.
Trata-se de um projecto assente sob uma estrutura familiar, e que tem desde 2008 a consultoria de Luis Pato na enologia.











O dia estava fantástico, e à chegada começa logo por impressionar a magnífica vista de que se desfruta da propriedade. A quinta tem uma localização privilegiada junto a rio, sendo a vista um excelente cartão postal para os visitantes.
Na visita, fomos excelentemente recebidos pelo Stéphane Ferreira, que nos guiou pela cave e adega da quinta, onde estão os lagares, cubas inox e sala de barricas para estágio dos vinhos, sala essa curiosamente chamada de sala do tempo, com variados relógios nas paredes.
Passamos depois à sala de provas, um espaço simpático e acolhedor onde tivemos a oportunidade de provar praticamente todos os vinhos do produtor.

  • Contos da Terra Branco 2010: Frutado e fresco. Simples e bem feito.
  • Preffacio Branco 2011: Muito cítrico e mineral. Boa persistencia, belo vinho
  • Preffacio Rosé 2011: Fruta vermelha, floral boa acidez. Perfil mais seco do que a maioria dos rosés que conheço
  • Preffacio Tinto 2009: Muita fruta no nariz e grande frescura. Na boca, fruta e acidez elevada, a dar-lhe frescura. Vinho a pedir comida.
  • Pôpa Touriga Nacional 2008: Fruta silvestre, tostados, bergamota, algum couro. Na boca tem grande estrutura, com a fruta a sobressair, taninos elegantes, com algum couro ao fundo. Complexo e persistente.
  • Pôpa Tinta Roriz 2008: Fruta madura no nariz, especiarias, tosta. Na boca é muito fresco, com fruta vermelha, chocolate negro, especiarias, boa acidez.
  • Pôpa VV 2008: Fruta preta madura, floral, tostados, especiarias, o mais complexo de todos. Grande estrutura na boca, é fresco e elegante. Fruta silvestre, cacau, especiarias, madeira muito bem integrada. Longo e complexo. O meu vinho favorito.
  • TrePA 2008: Muito fresco no nariz, aromas a fruta, algum vegetal. Excelente corpo e frescura. Na boca, mais acidez e notas vegetais do que os anteriores, provavelmente da baga, muito boa estrutura de boca, final longo.
Qualidade média dos vinhos elevada, mas não posso deixar de destacar o Vinhas Velhas e o Trepa, que são vinhos fantásticos.
Bela surpresa também dos Preffácio, qualquer um deles muito bem.



Depois, voltamos ainda à adega para provar alguns dos vinhos que estão ainda em barrica ou nas cubas, tendo provado de 2011 o Touriga Nacional (TN), o Tinta Roriz VV, o Vinhas Velhas, e o Popa Homenagem.
Fiquei muito bem impressionado pela qualidade geral dos vinhos de 2011, que prometem muito nesta fase. O Touriga Nacional e a Tinta Roriz estão ambos excelentes (pela primeira vez vinificaram a Tinta Roriz separando em vinhas velhas e vinhas novas,o que vai permitir trabalhar melhor o lote), mas foram o Vinhas Velhas e o Homenagem que realmente impressionaram. Vão ser um caso muito sério quando forem lançados.

Passamos de seguida aos vinhos de 2012, tendo provado o TN, TR VV, Vinhas Velhas.
Nos 2012, apesar de ainda estar muito no inicio de vida, o Vinhas Velhas voltou a impressionar, bem como o Touriga Nacional, que mostra uns aromas à casta como poucas vezes vi no Douro. É a Touriga que vem nos livros.

A prova terminou com o Tinto Doce de 2012 (ainda em inox) e o 2011, este já no mercado. É um vinho muito interessante, com aroma fresco a frutos vermelhos. Na boca é elegante, apresentando um bom equilíbrio entre os taninos e a doçura.

Em resumo, foi uma belíssima visita, com vinhos excelentes, a fechar com chave de ouro uns dias passados no Douro.

Resta-me agradecer ao Stéphane Ferreira, pela visita e desejar-lhe felicidades no seu projecto.

Carlos Amaro



Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Chão da Quinta Premium Selection 2010


Produtor: Chão de São Francisco Soc. de Vitivinicultura e Turismo Rural Lda.
Casta: 100% Touriga-Nacional
Estágio: 9 meses em carvalho Francês Allier
Teor alcoólico: 14,0%
Enologia: Vines and Wines


Novo produtor no Dão, uma região que apesar de nos ultimos anos ter vindo a recuperar nome e qualidade, infelizmente está ainda longe do foco da maioria dos consumidores e da imprensa, quanto a mim injustamente, já que há muitos pequenos produtores a trabalhar bem na região e a produzir vinhos de qualidade.
Este vinho, apesar de não o indicar no nome é 100% Touriga Nacional.

Bonita cor vermelha muito intensa, com reflexos violetas.
No nariz é muito sedutor. Mostra notas compotadas de fruta vermelha (amoras, cerejas), violeta, bergamota, e em segundo plano algum abaunilhado da madeira. É um touriga nacional com tudo no sitio, como só no Dão aparece.
Boca com bom volume, taninos finos, mostra toda a fruta madura, elegante e fresco. Longo e persistente.
Foi uma belíssima descoberta, com uma muito boa relação qualidade-preço.
A não perder para fãs da casta.
Nota: 17
Preço:8€

Carlos Amaro