domingo, 6 de Julho de 2014

Pala da Lebre Branco 2013

Castas: Gouveio, Rabigato, Malvasia Fina
Uvas da Quinta da Penalva, a 450 metros altitude.
Fermentação em cubas de inox
Data de engarrafamento: Março 7, 2014
Álcool: 13,12 %

Primeiro vinho deste produtor recente da região do Douro.
Chama de imediato a atenção para o rótulo, quanto a mim bastante sugestivo e bem conseguido. Acho que será certamente despertador de atenções.

Passando ao vinho tem uma bonita cor amarelo citrino, aspecto brilhante.
No nariz, fruta muito fresca, com notas cítricas, e uma boa componente mineral, a dar frescura ao conjunto.
Na boca, mantém o perfil fresco, seco, com boa acidez, fruta com foco nos citrinos e belo volume de boca. Final de boa intensidade e estrutura, que irá certamente bem com comida.
Neste momento está disponível contactando diretamente o produtor, a um preço de 5,85.
Uma boa estreia, a marcar pontos numa das gamas mais concorridas de preço.

Nota: 16

Carlos Amaro

sexta-feira, 23 de Maio de 2014

Tons de Duorum Branco 2013

Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos, SA
Álcool: 12% vol
Castas: Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e Moscatel
Preço: 3,99€

Mais uma colheita do Tons de Duorum branco, a entrada de gama da Duorum, o projeto de J. Portugal Ramos no douro.
Muito aromático, com notas de frutos citrinos e tropicais, notas doces e um toque de mineralidade e acidez muito equilibrado e agradável.
Na boca é muito fresco e equilibrado, essencialmente com notas frutadas bem complementadas pela acidez e mineralidade.
É um vinho que ano após ano se mantém consistentemente com uma das melhores rqp do mercado, sendo que neste ano de 2013 noto um pouco mais de acidez e menos doçura do que em anos anteriores, o que só vem melhorar o desempenho do vinho.

Nota: 16
Carlos Amaro

quinta-feira, 22 de Maio de 2014

Explicit 2010

Região: Regional Alentejo
Castas: Syrah (96%) e Alicante Bouschet (4%)
Produtor: Sociedade Agrícola Jorge Rosa Santos e Filhos
Álcool: 15.5%
Enólogos: Frederico, Jorge e Vasco Santos

Não é possível começar a falar deste vinho sem falar logo no rótulo. Bonito, apelativo, de bom gosto, está muito bem conseguido. Certamente não passa despercebido numa garrafeira.
Além disso, gosto do modo como o vinho é apresentado e descrito nesse rótulo. A imagem também conta e esta leva pontos extra.

Passando ao vinho, os 15,5º assustam à partida, levando a crer que seria um vinho pesadão e unidirecional, com o álcool muito presente, mas isso não acontece.
Cor carmim muito intensa, centro quase negro.
Aromas a fruta preta intensa, notas florais, balsâmico, chocolate negro e  especiarias como o gengibre.
Na boca, muito encorpado e intenso, de novo os frutos pretos maduros, quase em compota, bastante acidez, especiarias, algum chocolate e no final alcaçuz a dar uma nota diferente e interessante.
Muito interessante este vinho, taninos bem firmes, muita estrutura. Um vinho com personalidade, fora da moda dos vinhos fáceis e redondos. Potencial de guarda.
Com a estrutura que tem, é um vinho que precisa de comida por perto, idealmente um prato forte para contrabalançar a potência do vinho.
Gostei muito. Precisamos de mais vinhos assim fora da caixa.

Nota:17
Preço: 12€
Carlos Amaro

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Soalheiro Reserva 2008

A Quinta de Soalheiro é provavelmente a grande referência de vinhos Alvarinhos.
Os Alvarinhos, principalmente da zona de Melgaço e Monção, são vinhos que normalmente têm boa capacidade para envelhecer, sendo o Soalheiro clássico um expoente nessa vertente, o que ajuda a torná-lo num dos meus Alvarinhos preferidos, com uma história de grande consistência na qualidade.
A principal diferença entre o clássico e este reserva é a fermentação e estágio em barrica, o que torna este reserva um vinho mais complexo e refinado.

Contudo, tinha algumas dúvidas sobre se a conhecida capacidade de envelhecimento dos Alvarinhos clássicos não se perderia com a fermentação em madeira.
Este Reserva 2008 vem provar que quando o vinho é bom e a integração do vinho com a madeira é bem feita, o envelhecimento será de bom nível.
O vinho está ótimo neste momento, talvez melhor ainda do que quando novo.
Muito fresco, frutado, a integração com a madeira no ponto certo, baunilha muito suave, alguma untuosidade, mas o mineral a dominar. Final de boca muito longo.
Excelente!
Nota: 18

Carlos Amaro

quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Quinta do Romeu Reserva Tinto 2010

Castas: Touriga Nacional (75%) e o restante Touriga Franca e o Sousão em proporções idênticas.
Uvas provenientes de agricultura biológica certificada.
Produtor: Quinta do Romeu

Até há bem pouco tempo, conhecia a Quinta do Romeu apenas pelo seu azeite, por sinal dos meus favoritos.
Quando soube que produziam também vinho, não demorou muito que me a decidisse a provar. Este reserva é o topo de gama do produtor.
No aroma nota-se perfeitamente a elevada percentagem de touriga nacional, com bergamota, violeta e frutos vermelhos, mais algumas especiarias e tostados. Muito fresco e atractivo.
Na boca é bastante elegante, com um perfil frutado, notas florais e especiarias. Bastante frescura ajuda a dar uma boa prova neste momento.
Gostei bastante do vinho. Apesar de estar numa gama de preços das mais difíceis do mercado, com variadíssimas propostas de qualidade, porta-se bem e não envergonha a reputação que tem no mundo dos azeites.
Preço: 10€

Carlos Amaro

sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014

Quintas & Vales Reserva Tinto 2009

Castas: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional
Produtor:Quinta dos Avidagos - Local Handcrafted Wines

Este é um vinho de um produtor que eu desconhecia até há pouco tempo atrás, a Quinta dos Avidagos.
Este produtor faz parte da Local Handcrafted Wines, que junta 5 produtores numa nova empresa e distribuidora de vinhos, com o objectivo de unir forças e criar sinergias a nível comercial e de distribuição.
Uma bela ideia que pode ser um caminho de sucesso para mais produtores portugueses.
Da quinta dos Avidagos, sai esta nova marca Quintas & Vales, com uma imagem moderna e apelativa, tendo um bonito rótulo a chamar a atenção, neste caso apenas com o grande R (de Reserva) desenhado no rótulo, existindo ainda o t (tinto - colheita) e o G (Grande Reserva).

Quanto ao vinho, encaixa no que eu gosto e procuro em vinhos desta gama de preços. É um vinho moderno, bem feito, com personalidade e estrutura.
Nariz muito sedutor, com boa complexidade, sobressaindo os frutos silvestres maduros e notas balsâmicas.
Na boca tem um belo corpo, focado no fruto, mas bastante fresco e uma componente balsâmica a dar-lhe interessa adicional. Final longo.
Gostei muito e é um vinho a comprar sem hesitações.

Preço: aprox. 7,5€

Carlos Amaro

quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Tons de Duorum Tinto 2012

Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Produtor: Duorum Vinhos, SA

Saiu recentemente para o mercado a nova colheita de entrada de gama da Duorum, o Tons de Duorum Tinto 2012.
Esta colheita de 2012 mantém o mesmo estilo das anteriores, talvez um pouco mais afinado até do que a colheita do ano passado.
Aromas a frutos vermelhos maduros, com algum abaulhinado leve da madeira usada.
Na boca é bastante frutado, com taninos suaves e baunilha e uma acidez correta. Comprimento médio.
É um vinho descomplicado e leve mas que graças à frescura e alguma acidez se encaixa bastante bem com comida.
Na gama de vinhos para o dia a dia, continua a ser um dos vinhos que mais me agrada.
Preço: 4€

Carlos Amaro

Nota: Vinho gentilmente cedido pelo produtor