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domingo, 9 de maio de 2010

Prova Kracher na WOC

Na passada sexta-feira, 7 de Maio, tive o prazer de participar num evento de degustação promovido pela WOC sobre vinhos da casa Austríaca Kracher, vinhos esses que a WOC tem desde já à venda nas suas lojas. Esta casa produz fundamentalmente colheitas tardias, feitas na maior parte das vezes sobre uvas Chardonnay e Welschriesling atacadas pelo fungo Botrytis, mas produz também Icewines e colheitas tardias com a casta Moscatel, apenas para dar alguns exemplos. 
Sendo há muito tempo (anos) um grande adepto deste produtor e dos seus vinhos, fico consideravelmente satisfeito por os ter de novo à mão, após o fecho do Vinho&Coisas não era muito fácil encontra-los.

Focando nos vinhos, foram facultados para prova quatro vinhos diferentes, em crescendo de açúcar residual, de complexidade, estrutura e também de preço, seguindo a seguinte ordem:
  1. Auslese 2008
  2. Beernauslese 2007
  3. Trockenbeerenauslesen Muskat TBA Nº 1 2007
  4. Trockenbeerenauslesen Grand Cuvée TBA Nº 6 2007. 
  
Os dois primeiros são velhos conhecidos, companheiros assíduos de finais de tarde quentes no Verão. Os restantes eram estreias para mim e a razão fundamental de ter comparecido. 

OAuslese 2008 não me impressionou de todo. Ainda não tinha bebido a colheita 2008 e embora seja muito equilibrado na proporção açúcar/acidez (condição fundamental para que estes vinhos não sejam enjoativos), não apresenta grande complexidade e achei-o muitíssimo curto.
O Beernauslese 2007 já tinha bebido diversas vezes, é a colheita tardia que mais bebo (desta casa ou de outras) e faço parte do clube de fãs deste vinho. A um preço acessível (+ ou - 15€) é um vinho fantástico de equilíbrio, tem um final bastante longo e acima de tudo tem um perfil aromático fantástico, com notas de pêssego em calda e alguma laranja cristalizada. É absolutamente  impossível alguém não gostar deste vinho.

Os dois vinhos finais fazem parte da Collection Kracker, uma gama de vinhos numerados de 1 (menos açúcar residual) a 10 (mais açúcar residual), os Trockenbeerenauslesen, o topo da gama Kracker. São ambos vinhos fantásticos, convidam à meditação, mantendo um equilíbrio notável entre ácido e doce. 


O Muskat apresenta 162 g/l de açúcar residual, não estagiou em madeira, tem um perfil aromático bem distinto dos restantes, lembrando um pouco o nariz dos nossos Moscatel de Setúbal, onde ao pêssego em calda e laranja cristalizada somaria algum floral que não consigo descrever objectivamente. Na boca tinha um final longo dominando a passa de uva, fantástico.
O Grand Cuvée foi a grande estrela da prova, um vinho que considerei soberbo. Com 217 g/l de açúcar residual e estágio em carvalho francês, apresenta uma cor mais evoluída (dourado lindíssimo) e no nariz, por inerência do estágio em madeira, apresenta notas de frutos secos combinados com as notas de pêssego. Na boca é portentoso, tem um final longuíssimo, profundo, ficamos com a boca dominada por este néctar dos deuses.

Eu pessoalmente gosto destes vinhos sem acompanhamento, a acompanhar foie gras ou queijos bem intensos e salgados (queijo da ilha). Na prova foi sugerido o queijo Stilton. Vou experimentar logo que possa.

Nesta prova tive a companhia do co-autor deste blogue, o Carlos Amaro. Carlos, se quiseres acrescentar alguma coisa...


Boas provas,

MRC

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Tintos para este inverno na WoC de Aveiro

Mais uma prova oferecida pela Wine o'Clock de Aveiro, onde mais uma vez fui sozinho por não arranjar quem me acompanhe à sexta-feira ao fim do dia, mas já começo a conhecer alguns dos habitués locais.
Desta vez o tema era "Tintos para este inverno", e foram apresentados oito vinhos bastante diferentes tanto no gosto como no preço, mas que tinham em comum serem vinhos com estrutura e encorpados, que se podem beber já com pratos mais pesados, mas tambem aguentam uns bons anos em cave.
Segue a lista, sem pontuações, mas com os preços:


  • 4,95 € - Fronteira seleccção do enólogo 2003 (Douro)

  • 5,95 € - Quartetto 2006 (novo alentejano da Dão Sul)

  • 6,95 € - L'Excellence de Bonassia 2006 (Marrocos)

  • 19,75 € - Qta. do Além Tanha Vinhas Velhas 2004 (Douro)

  • 18,00 € - Nepenthe Pinnacle Zinfandel 2004 (Australia)

  • 22,50 € - Cono Sur 20 Barrel Pinot Noir 2006 (Chile)

  • 32,00 € - Glen Carlou Gravel Quarry 2005 (Africa do Sul)

  • 44,50 € - Chryseia 2006 (Douro)

Os vinhos eram todos muito bons, e não os pontuo por serem muito diferentes. Alguns deles estavam em campeonatos completamente distintos. Seguem algumas notas pessoais.

O mais baratinho, do Douro, tem um preço muito apelativo, pois é vinho pelo qual daria dez euros sem pestanejar, apesar de uma muito ligeira aspereza no final de boca, os taninos são de boa qualidade e devem ficar no ponto com uns anitos de guarda.

O Quartetto, está muito bom, nota-se que é um vinho feito por um enólogo com tudo muito equilibrado. Falta-lhe alguma personalidade. vale bem o preço.

O marroquino, está um vinho muito elegante, mas que não aquece nem arrefece, ao nivel do anterior.

A partir daqui entrámos noutro patamar, quer de preços, quer de afinação dos vinhos em prova.
O Qta. do Além Tanha, achei-o muito fechado no nariz, mas é um vinho que promete.

Gostei muito deste Zinfandel australiano, por nunca ter provado vinhos feitos com esta uva, e porque sobressaia no meio dos restantes, com aromas quimicos e anizados, é um vinho fora do vulgar, tem 15 graus de acoolémia mas não se notam.

O chileno "Cono Sur", é um belissimo vinho, uma óptima expressão da casta Pinot Noir, potente e elegante ao mesmo tempo, nariz complexo, vai-se mostrando no copo sempre em crescendo.

Este cabernet Sul-Africano, tambem está muito bem conseguido, tudo equilibrado com muita harmonia, e um final longo e agradável.

Quanto ao Chryseia, mantem o alto nivel de qualidade de outras colheitas que tive oportunidade de provar, mas não é vinho que me entusiasme o suficiente para pagar o preço que pedem. Este 2006 é o ultimo feito pela parceria Prats & Symington, passando as próximas edições a ser da exclusiva responsabilidade do enólogo Charles Symington.


Melhor relação qualidade/preço: Fronteira seleccção do enólogo 2003.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Novidades portuguesas na wine o'clock

A loja Wine o'Clock de Aveiro retomou as suas provas às sextas-feiras ao fim da tarde, depois das férias.
Neste dia apresentaram algumas novidades nacionais: 3 brancos e 3 tintos de gama média, com preços a rondar os 10 euros.

A classificação que lhes atribui foi a seguinte:

  • 15,0 - Herd. da Comporta branco 2007 (terras do sado)
  • 14,0 - Odisseia branco (douro)
  • 14,0 - Qta. de Porrais branco (douro)
  • 14,5 - Meandro tinto 2006 (douro)
  • 14,0 - Odisseia tinto 2005 (douro)
  • 16,5 - R de Romaneira tinto 2004 (douro)

Os que me agradaram mais foram:
- o branco da Comporta, de Arinto e Antão Vaz, com nariz forte e complexo, e boa acidez.
- o tinto Romaneira, do enólogo António Agrellos conhecido pelos portos Noval, um vinho elegante, bem equilibrado, mas um pouco fechado nos aromas, para apreciar com calma deixando-o respirar bastante.

Os outros eram todos um pouco acima da média mas faltava-lhes algum polimento na acidez dos brancos e nos taninos dos tintos, sendo o Qta. de Porrais e o Meandro do enólogo Francisco Olazabal da quinta do Vale Meão, e os dois Odisseias do enólogo francês Jean-Hugues Gros que já há uns anos escolheu o Douro para fazer vinho.

Frederico Santos