... e a perda é grande para o panorama vitivinícola Português.
António Carvalho, no seu projecto vitivinícola Casal Figueira produziu vinhos muito bons e muito originais, por vezes completamente "fora da caixa". Realço acima de todos as suas colheitas tardias, companheiras assíduas de finais de tarde de verão, e o seu branco Tradition.
Não conheci a pessoa, mas enólogos como António Carvalho fazem muita falta à evolução do sector em Portugal, pela inovação, criatividade e visão integrada da produção vitivinícola.
Pessoalmente, sentirei muita falta dos seu vinhos únicos, e degustarei com outra emoção o stock que ainda tenho.
A minha Homenagem.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Jantar Vintage
O objectivo do jantar era abrir uma garrafa de porto Niepoort Vintage de 1982.
O jantar foi em casa do Fred, com 8 participantes, e o menu foi:
- Foie-Gras grelhado, com confit de cebola e chutney de manga
- Lombinhos de veado assados com batata gratinada e molho de frutos silvestres
- Chocolate preto e ovos moles
Os vinhos servidos foram:
- Matua Valley Botrytis Riesling 2007 (NZ)
- Casal Figueira 9,5
- Jota 2005
- Batuta 2001
- Robustus 2004
- Porto Niepoort Vintage 1982
- Porto Pintas Vintage 2005
- Porto Niepoort Vintage 2005
- Porto Niepoort 10 Years Old White

O Jota 2005, apesar de ser um vinho 4 vezes mais barato que os outros tintos, não se desenquadrou, e mostrou-se um vinho muito agradável e equilibrado.
O Batuta 2001 estava muito bom, a acusar a idade com uma ligeira côr atijolada, um nariz suave mas complexo, muito redondo na boca e a deixar uma boa recordação no final. Tinha muito depósito, acho que foi aberto em boa altura.
O Robustus 2004 é um vinho dificil de não gostar, irrepreensivel no equilibrio, com fruta qb no nariz, na boca é fresco e sente-se o sabor das boas uvas com que foi feito, amaciado pela madeira mas sem se sentir qualquer sabor "amadeirado", tal é o equilibrio conseguido. Um vinho excelente.
O vintage de 1982, depois de ser decantado algumas horas antes, estava divinal, a côr aloirada escura, o nariz intenso e delicado onde sobressaiam as passas de uva, muito elegante, na boca parecia seda.
Abrimos o vintage Pintas 2005, que estava muito bom, mas com um perfil completamente distinto, neste vintage novo o nariz era mais intenso e mais bruto, a atirar-nos com notas de frutos silvestres e ameixas maduras, muito frutado, na boca mostrou-se algo desiquilibrado para o meu gosto, demasiada fruta torna-o um pouco enjoativo.
Abrimos um vintage Niepoort 2005, que continua a ser dos melhores vintages novos que tenho provado, muito intenso no nariz, com mais complexidade, tambem muito frutado mas sem enjoar. Potencia controlada. Este vintage promete.
Entretanto ainda houve quem provasse um colheita Kopke 1978 que andava aberto lá em casa, para felicidade do Ivo era do ano em que ele nasceu, este com mais madeira no nariz, num estilo diferente, mas comparável com o vintage de 1982, pela sua elegancia e fineza.
Abrimos ainda um porto branco de 10 anos, engarrafado em 2008, uma novidade da Niepoort, cujo nariz era delicioso, com notas de passas que me fizeram lembrar o moscatel, mas na boca é seco, o que o torna um excelente aperitivo.
Cumprimos assim o nosso objectivo pedagógico que era provarmos um vintage com mais de 20 anos.
Fiquei a saber que os vintages velhos ganham aromas de passas de uva, enquanto os colheitas velhos (os unicos vinhos que posso comparar com este vintage) ganham aromas de madeira velha e frutos secos.
Dois estilos diferentes de porto envelhecido, ambos muito elegantes e finos, de tal modo que não me consigo decidir de qual gosto mais.
Tenho de continuar a provar...
Frederico Santos
O jantar foi em casa do Fred, com 8 participantes, e o menu foi:
- Foie-Gras grelhado, com confit de cebola e chutney de manga
- Lombinhos de veado assados com batata gratinada e molho de frutos silvestres
- Chocolate preto e ovos moles
Os vinhos servidos foram:
- Matua Valley Botrytis Riesling 2007 (NZ)
- Casal Figueira 9,5
- Jota 2005
- Batuta 2001
- Robustus 2004
- Porto Niepoort Vintage 1982
- Porto Pintas Vintage 2005
- Porto Niepoort Vintage 2005
- Porto Niepoort 10 Years Old White

O Jota 2005, apesar de ser um vinho 4 vezes mais barato que os outros tintos, não se desenquadrou, e mostrou-se um vinho muito agradável e equilibrado.
O Batuta 2001 estava muito bom, a acusar a idade com uma ligeira côr atijolada, um nariz suave mas complexo, muito redondo na boca e a deixar uma boa recordação no final. Tinha muito depósito, acho que foi aberto em boa altura.
O Robustus 2004 é um vinho dificil de não gostar, irrepreensivel no equilibrio, com fruta qb no nariz, na boca é fresco e sente-se o sabor das boas uvas com que foi feito, amaciado pela madeira mas sem se sentir qualquer sabor "amadeirado", tal é o equilibrio conseguido. Um vinho excelente.
O vintage de 1982, depois de ser decantado algumas horas antes, estava divinal, a côr aloirada escura, o nariz intenso e delicado onde sobressaiam as passas de uva, muito elegante, na boca parecia seda.
Abrimos o vintage Pintas 2005, que estava muito bom, mas com um perfil completamente distinto, neste vintage novo o nariz era mais intenso e mais bruto, a atirar-nos com notas de frutos silvestres e ameixas maduras, muito frutado, na boca mostrou-se algo desiquilibrado para o meu gosto, demasiada fruta torna-o um pouco enjoativo.
Abrimos um vintage Niepoort 2005, que continua a ser dos melhores vintages novos que tenho provado, muito intenso no nariz, com mais complexidade, tambem muito frutado mas sem enjoar. Potencia controlada. Este vintage promete.
Entretanto ainda houve quem provasse um colheita Kopke 1978 que andava aberto lá em casa, para felicidade do Ivo era do ano em que ele nasceu, este com mais madeira no nariz, num estilo diferente, mas comparável com o vintage de 1982, pela sua elegancia e fineza.
Abrimos ainda um porto branco de 10 anos, engarrafado em 2008, uma novidade da Niepoort, cujo nariz era delicioso, com notas de passas que me fizeram lembrar o moscatel, mas na boca é seco, o que o torna um excelente aperitivo.
Cumprimos assim o nosso objectivo pedagógico que era provarmos um vintage com mais de 20 anos.
Fiquei a saber que os vintages velhos ganham aromas de passas de uva, enquanto os colheitas velhos (os unicos vinhos que posso comparar com este vintage) ganham aromas de madeira velha e frutos secos.
Dois estilos diferentes de porto envelhecido, ambos muito elegantes e finos, de tal modo que não me consigo decidir de qual gosto mais.
Tenho de continuar a provar...
Frederico Santos
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Colheitas tardias

Esta prova foi dedicada a colheitas tardias, que iniciámos com uns vinhos brancos que eram novidade da Niepoort.
O mais apreciado foi o austriaco Kracher, que era realmente um nectar.
Seguem os vinhos pela ordem em que foram bebidos:
Melhor relação qualidade/preço: Ats Couvée (~10,00)
Esta prova foi muito bem acompanhada de foie-gras grelhado.
Participantes: Carlos Amaro, Mário Rui, Fred, Enes, Telma, Marta, Rui Gonçalves.
O mais apreciado foi o austriaco Kracher, que era realmente um nectar.
Seguem os vinhos pela ordem em que foram bebidos:
- 15,7 - Riesling - Niepoort Projectos - 2005
- 17,2 - Chardonnay - Niepoort Projectos - 2004
- 17,8 - Redoma 2005 Reserva branco
- 15,9 - Casal Figueira - Vindima Tardia - 2002
- 17,4 - Ats Couvée - 2003 (Hungria)
- 14,8 - Niepoort - Colheita Tardia 2003
- 18,3 - MR 2004 (de Telmo Rodriguez)
- 18,5 - Kracher 2003
Melhor relação qualidade/preço: Ats Couvée (~10,00)
Esta prova foi muito bem acompanhada de foie-gras grelhado.
Participantes: Carlos Amaro, Mário Rui, Fred, Enes, Telma, Marta, Rui Gonçalves.
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