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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Quinta dos Carvalhais Encruzado 2008

Quinta dos Carvalhais Encruzado 2008
Produtor: Sogrape Vinhos
Álcool: 14%

Se não estou enganado, o Quinta de Carvalhais foi o primeiro Encruzado que bebi, penso que da colheita de 2006 (a par de um outro Encruzado Quinta dos Roques).
Foram esses 2 vinhos que me fizeram despertar o interesse em brancos do Dão e desde então o Carvalhais Encruzado passou a ser um vinho obrigatório lá em casa.
Ao beber este vinho agora, já com 6 anos de idade (sim, um branco já alguma idade), o que me veio à cabeça é que na generalidade hoje se bebem os vinhos demasiado cedo, na maioria das vezes logo que saem para o mercado.
E aí os produtores têm boa parte da responsabilidade, colocando os vinhos no mercado muitas vezes pouquíssimo tempo após a colheita, sem esperar por estarem mais prontos a beber.
É verdade que os custos de armazenamento e estágio encarecem os vinhos, mas acho que começa a haver mercado para vinhos estagiados por algum tempo no produtor. E acho que deve partir dos produtores o dever de tentar educar melhor o consumidor.

Este 2008 provei-o várias vezes ao longo do tempo e está agora em grande forma, mais elegante e equilibrado do que em novo.
Nariz floral, com notas fumadas e vegetais.
Na boa está ainda cheio de vida, perfeito para acompanhar um bom peixe no forno. É encorpado, mineral, frutos brancos cozidos, notas de especiarias e com uma acidez que não o deixa ficar pesado.
Ao terminar a garrafa deixou-me a vontade de beber mais e de ter guardado mais garrafas para beber nesta altura, em vez de ter consumido mais novo.
Quando é assim acho que só pode ser bom sinal para a qualidade do vinho.

Carlos Amaro 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Quinta da Bica Colheita 2009

Quinta da Bica Colheita 2009
Região: Dão
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen
Álcool: 14%

Vinho feito do lote clássico de castas no Dão, começa por mostrar uma cor vermelha forte com reflexos violeta.
No nariz é complexo, com frutos vermelhos maduros, especiarias, notas chocolate, boa frescura.
Na boca é encorpado, com a fruta madura, especiarias, algum vegetal, e uma bela acidez. Muito elegante e fresco.
É um belíssimo vinho, com uma relação qualidade preço fantástica.
Nota: 16,5
Preço: 5,5€

Carlos Amaro

sexta-feira, 15 de março de 2013

Chão da Quinta Premium Selection 2010


Produtor: Chão de São Francisco Soc. de Vitivinicultura e Turismo Rural Lda.
Casta: 100% Touriga-Nacional
Estágio: 9 meses em carvalho Francês Allier
Teor alcoólico: 14,0%
Enologia: Vines and Wines


Novo produtor no Dão, uma região que apesar de nos ultimos anos ter vindo a recuperar nome e qualidade, infelizmente está ainda longe do foco da maioria dos consumidores e da imprensa, quanto a mim injustamente, já que há muitos pequenos produtores a trabalhar bem na região e a produzir vinhos de qualidade.
Este vinho, apesar de não o indicar no nome é 100% Touriga Nacional.

Bonita cor vermelha muito intensa, com reflexos violetas.
No nariz é muito sedutor. Mostra notas compotadas de fruta vermelha (amoras, cerejas), violeta, bergamota, e em segundo plano algum abaunilhado da madeira. É um touriga nacional com tudo no sitio, como só no Dão aparece.
Boca com bom volume, taninos finos, mostra toda a fruta madura, elegante e fresco. Longo e persistente.
Foi uma belíssima descoberta, com uma muito boa relação qualidade-preço.
A não perder para fãs da casta.
Nota: 17
Preço:8€

Carlos Amaro

sábado, 22 de dezembro de 2012

Prova de vinhos do Dão - António Narciso

Ocorreu no dia 1 de Setembro no restaurante "O Pote Velho" no Porto este almoço vínico dedicado à prova de vinhos do Dão da autoria do enólogo António Narciso. Este evento épico foi organizado pelo blogger Sérgio Lopes, tendo acabado por se prolongar para o jantar ao qual se juntaram os produtores das várias quintas com vinhos presentes.
Foram mais de 30 os vinhos apresentados, distribuídos por várias casas para as quais António Narciso trabalha:
Chegámos por volta do meio dia, e já estavam as garrafas de tinto abertas em duas fileiras, prontas para entrar em ação.
Entretanto o senhor do restaurante arranjou 2 ou 3 grandes taças metálicas e o Sérgio chegou com o gelo, e lá foram abrindo as garrafas de branco.
Os últimos convidados apareceram e estava tudo a postos para começar esta viagem pelos vinhos do Dão. Éramos poucos mas bons, e sentámo-nos à mesa de onde não sairíamos tão cedo.

A prova foi sempre comentada pelo enólogo, que nos foi apresentando os vinhos sucessivamente, enquanto os petiscos não paravam de aterrar na mesa. Fomos muito bem servidos no restaurante Pote Velho, numa maratona gastronómica onde não faltaram uns queijos assados e uns pimentos padrão. Foram muitas entradas e vários pratos principais. Tinha de ser, para acompanhar aquela quantidade de líquido.
Não me foquei muito na comida, mas lembro-me que estava tudo muito bom e adequado aos vinhos que iam sendo servidos. Apreciei essa preocupação em harmonizar a comida com os vinhos e acho que foi bem conseguida, apesar de não ser tarefa fácil dada a variedade e quantidade de vinhos que estavam em prova. Parabéns pelo excelente serviço.

Os vinhos provados estavam todos num patamar de qualidade bastante elevado, e mais uma vez mostraram que temos grandes vinhos no Dão, tanto tintos como brancos, com especial destaque para a uva branca "Encruzado", e para a uva tinta "Touriga Nacional".
Estas duas castas no Dão exprimem-se de uma forma particularmente feliz, dando origem a vinhos tremendos, intensos e elegantes, e com grande capacidade de envelhecimento.
Mesmo no caso dos brancos vale a pena guardá-los que ganham complexidade e não perdem frescura. Um dos melhores brancos nesta prova era de 2006 e estava para durar.
Seguem as impressões pessoais registadas na altura. As notas vão estar divididas entre Frederico Santos (FS) e Carlos Amaro (CA), os elementos do blog presentes na prova.

Começámos pelos brancos, com destaque para os monocastas de Encruzado.


Casa Aranda - Colheita Branco 2010
- nariz intenso, citrino, fresco, muito mineral, algo metálico.
- na boca é muito fresco, gastronómico, muito equilibrado
FS: 15,5+
CA: 15,5

Quinta da Fata - Encruzado 2011
- reflexos dourados
- nariz discreto, floral, relva cortada, pessego, melado
- boca muito equilibrada, fruta de caroço, untuoso, e mineral, com bom final
FS: 16
CA: 16

Barão de Nelas - Encruzado 2011
- côr amarelo palha
- nariz discreto e elegante, mais frutado e tropical do que os anteriores
- boca suave e elegante, final com ligeiro especiado
FS: 16
CA: 15,5

Casa Aranda - Encruzado 2010
- nariz mais intenso e complexo que os anteriores, fruta (pêssego, citrino), mineral e herbáceo, com aromas a tília e chá branco
- corpo com estrutura, untuoso, mas com fruta e boa frescura. Final longo
FS: 16,5
CA: 16,5

Quinta das Marias - Encruzado 2010
- nariz exuberante e fmuito fresco, pessego, floral, complexo, tostados
- boca bem equilibrada, extremamente elegante, mineral, especiarias, final algo curto
FS: 16
CA: 16

Quinta Mendes Pereira - Encruzado 2010
Este vinho teve 1 ano de battonage
- côr ligeiramente mais carregada que os anteriores
- nariz muito complexo e intenso, gordo, notas de tosta, chá de tília, frutos secos e uma boa acidez a dar equilibrio
- na boca é untuoso, equilibrado, fresco,com notas tostadas, final longo
FS: 16,5
CA: 16,5

Quinta das Marias - Encruzado 2010 (fermentado em barrica nova)
- nariz exuberante, com barrica ainda bem presente, tosta, baunilha, pessego
- boca fantástica, muito elegante. Precisa de tempo para integrar a madeira.
FS: 16
CA: 17

Casa Aranda - Branco 2006
- côr mais carregada
- nariz muito complexo, glicerina, floral, chá branco, tosta
- boca muito elegante e complexo, encorpado, fosforo, iodo, baunilha, fruta caroço
FS: 16,5
CA: 17

Em seguida fizemos um rápido vôo pelos Rosés.

Fonte de Gonçalvinho - Rosé 2010
(Touriga Nacional + Aragonês)
- côr rosé normal
- nariz correto, morangos, fresco, boa acidez
- boca muito leve, fresca, morangos, com final mediano
FS: 15,5
CA: 15

Quinta das Marias - Rosé 2010
(Jaen)
- côr atijolada
- nariz mais complexo, fruta madura, mineral
- boca equilibrada, com final adoçicado
FS: 15
CA: 15

Quinta Mendes Pereira - Rosé 2010
(Touriga Nacional)
- côr mais carregada, violeta
- nariz frutado, morango
- boca encorpada, com bom final, mais seco do que os anteriores
FS: 16
CA: 16


E finalmente fomos para os tintos, começando pelos colheitas normais.


Fonte de Gonçalvinho DOC 2009
- côr opaca
- nariz floral, fruta madura
- boca ligeiramente adstringente, muita fruta, bom final
FS: 15,5
CA: 15,5

Quinta da Fata - Lote 2008
(Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro, Tinta Roriz)
(também chamado "Clássico 2008")
- nariz resinoso, fruta, floral, perfil austero
- boca elegante e equilibrada, vegetal, fresco
- final muito persistente
FS: 16,5
CA: 16,5

Casa Aranda - Tinto 2008
- côr opaca
- nariz balsâmico, mentolado, alecrim, fruta madura, algum fumo
- boca suave e intensa, frutado, especiarias
- bom final
FS: 16,5+
CA: 16

Quinta das Marias - Lote 2010
- côr retinta
- nariz complexo, floral, balsâmico
- boca ligeiramente adstringente, muito fresco, frustos do bosque e especiarias
- final longo
FS: 16
CA: 16

Passámos aqui para os reservas tintos.

Barão de Nelas - Reserva 2008
- côr retinta
- nariz balsâmico, mtuita fruta madura, cereja preta, especiarias
- boca com fruta madura, boa estrutura e intensidade
- bom final
FS: 16,5
CA: 16

Quinta da Fata Reserva 2009
- nariz com muita fruta, bastante vegetal
- Muito encorpado, boca ligeiramente adstringente, acidez, fruta madura
- muito bom final
FS: 16,5
CA: 16,5

Casa Aranda - Reserva 2007
- côr retinta, escuro
- nariz complexo, algo fechado, algum fumo, mentolado, notas de couro e alguma fruta
- boca mais rustica, mas com acidez bem incorporada no corpo do vinho
- bom final, prolongado
FS: 16,5
CA: 16,5

Barão de Nelas - Alfrocheiro 2007
- nariz algo balsâmico, muita fruta, fresco
- boca com bastante fruta, um pouco enjoativa, devia ter mais frescura
FS: 15
CA: 15,5

Quinta das Marias - Alfrocheiro 2010
- muito bom nariz, fruta fresca, muitas especiarias
- FS: boca enjoativa para o meu gosto (é bom mas agoneia, como diria o meu avô)
- CA: muito elegante, boca com fruta presente, especiarias, acidez no ponto a equilibrar o fruto
FS: 16
CA: 16

FS: Não apreciei muito os vinhos desta casta Alfrocheiro a solo, é preciso gostar, ou talvez seja um gosto a adquirir.

Quinta Mendes Pereira - Reserva 2007
(Touriga Nacional + Tinta Roriz)
- aromas florais, vegetal
- boca suave e muito redonda, intenso
- final mediano/longo
FS: 16,75
CA: 16,5

Barão de Nelas - Reserva 2007
(Touriga Nacional + Aragonês)
- nariz equilibrado e intenso
- boca equilibrada, boa estrutura, fruta madura, especiarias
- bom final medianamente prolongado
FS: 16,5
CA: 16,5

Casa Aranda - Reserva 2007
(Touriga Nacional + Aragonês)
- bom nariz, complexo, floral, frutos do bosque
- boca equilibrada, fruta, floral, especiarias, chocolate
- final muito persistente
FS: 16,5
CA: 17

Quinta das Marias - Cuvée TT - Reserva 2010
- côr opaca e densa
- nariz muito concentrado, a fruta, especiarias e alguma vegetal
- boca bem equilibrada, elegante, fruta madura, especiarias
- final muito longo e concentrado
FS: 17
CA: 17,5

Seguiram-se uns Touriga Nacional.

Barão de Nelas - TN 2007
- Cor completamente opaca
- aromas de floresta, cogumelos, floral, violeta
- boca elegante, fruta madura, floral
- final moderado, toque adstringente, muito equilibrado
FS: 17
CA: 16,5

Quinta da Fata - TN 2009
- opaco, retinto, grená
- nariz brutal, intenso e complexo, fruta, vegetal, resina,
- boca muito equilibrada, grande estrutura, frutos do bosque, complexo
- com estrutura para durar
FS: 17,5
CA: 17,5

Quinta das Marias TN Reserva 2010
(3600 garrafas)
- nariz intenso, ao nivel do anterior
- boca mais fresca, tem bom final com toque especiado
- cresce no copo
FS: 17,5
CA: 17

Quinta Mendes Pereira TN 2005
- retinto
- nariz muito complexo, aromas terciários, especiado, herbáceo, frutado
- boca com muita frescura, couro, fruta, tosta, tudo em grande equilíbrio
FS: 17,5
CA: 17,5

Quinta Mendes Pereira - Escolha da Produtora 2006
(TN, Jaen, Alfrocheiro)
- côr translucida-ruby
- nariz riquíssimo
- boca firme e redonda
- final muito prolongado
FS: 17
CA: 16,5

Barão de Nelas - Reserva 2004
- nariz muito intenso e complexo, químico, especiado
- boca muito equilibrada, fruta ainda presente, com final interminável
Nota: 17,5
CA: 17,5

Quinta Mendes Pereira - Garrafeira 2004
- nariz rico, especiado, herbáceo
- boca muito rica e equilibrada, com grande final
FS: 17,5+
CA: 17,5


Fonte Gonçalvinho - Tinta Roriz 2010
- nariz com tostados, algumas ervas aromáticas, frutos secos
- boca firme e elegante
- final prolongado
- algo magro, num registo mais em elegência
FS: 16,5
CA: 16,5

Inconnu - 2010
Fonte de Gonçalvinho
- algo exótico no nariz, floral, violeta,
- boca especiada, fruta, elegancia, muito equilibrado
- final muito prolongado
FS: 16,5
CA: 17,5

Estes vinhos são muito bons, vinhos bem feitos que dão prazer a saborear, e não são nada caros, muitos deles com pvp abaixo dos 5 euros.
Os meus preferidos (FS) no geral foram os Casa Aranda e os Quinta Mendes Pereira, mas é uma questão de gosto pois eram todos bastante bons.
Parabéns ao enólogo que vai no bom caminho.

Fica assim registado este evento que foi uma honra ter presenciado.
Pelos vinhos fantásticos, pela comida deliciosa, e sobretudo pela agradável companhia.

Frederico Santos
Carlos Amaro

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Quinta das Marias Reserva Cuvée TT 2008

Produtor: Peter Viktor Eckert - Quinta das Marias
Vinho da região do Dão, produzido a partir do duo Tinta Roriz e Touriga Nacional.
Produção limitada a 6000 garrafas, esta garrafa tinha o número 5421.


Vinho de cor bem intensa, quase opaco, com bonito violeta no rebordo.
Nariz sedutor, aromas a fruta preta, toque floral (violeta), algumas notas abaunilhadas e de especiarias, e ainda algum chocolate negro a compor um belo conjunto.
Na boca, tem uma boa estrutura, bastante encorpado. Segue a prova do nariz, com a fruta bem acompanhada por alguma tosta da madeira, especiarias (notas a pimenta), tudo amparado numa frescura muito presente.
Muito bom vinho, bem equilibrado entre estrutura e elegância.
Nota: 17
Preço: 15-17€

Carlos Amaro

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Brancos do Dão na Quinta das Bageiras


Foi no dia 17 de Junho, sexta-feira, que fomos jantar à Quinta das Bágeiras, com o pretexto de fazer uma prova de brancos do Dão.
O jantar esteve a cargo do sr. Simões, com uma entrada de ovas acompanhadas pelo espumante bruto natural colheita de 2009 das Bageiras que está bem bom, seguida de uma belíssima caldeirada, provavelmente a melhor que já comi.
Os vinhos seleccionados para esta prova foram todos de 2009, e todos à base da uva Encruzado, sendo alguns monocasta e alguns com outras uvas.

Começámos pelo Quinta dos Carvalhais - Encruzado 2009, que mantém o nível de qualidade relativamente ao 2007, sendo um vinho bem equilibrado, embora com alguma madeira a mais no nariz para o meu gosto.
Castas: 100% Encruzado
estágio de 6 meses em barricas novas de carvalho francês
13,5º
~13€

Seguiu-se o Paço dos Cunhas de Santar - Vinha do Contador 2009, que apresentou um nariz mais intenso e complexo, talvez por levar outras castas no lote.
Muito elegante na boca, deixou uma boa recordação.
Castas: Malvasia, Cerceal, Encruzado
estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês
14º
~20€

Quinta das Marias - Encruzado 2009, na versão com e sem barrica, provámos as duas e achei os vinhos muito parecidos, no fundo é o mesmo vinho com estilos diferentes, sendo o que levou barricas novas de carvalho francês um pouco mais elegante e complexo, e o outro mais arrebitado e com mais fruta. Dependerá do gosto e da ocasião a escolha de um deles, são ambos muito bons.
A versão sem barrica já tinha sido provada aqui.
Castas: 100% Encruzado
14º
~11€

Quinta dos Roques - Encruzado 2009, continua em grande forma relativamente ao 2008 que já nos tinha impressionado numa outra prova.
É um vinho muito mineral, com a madeira bem integrada de forma imperceptível, de grande equilíbrio, com um final longo e agradável.
Castas: 100% Encruzado
estágio de 7 meses em barricas de carvalho francês
13,5º
~11€

Entretanto a nossa prova foi invadida pelo vinho da casa Bageiras Garrafeira 2009 branco, que ainda não tínhamos provado, e também não destoou muito, sendo um vinho encorpado e muito aromático, acabou por ser um dos vinhos mais apreciados pelos presentes, mas arrumou com a nossa prova, no bom sentido.
Mais um grande garrafeira branco das Bageiras.
Castas: Maria Gomes, Bical
14,5º
~12€

Quinta da Pellada - Primus 2009, uma prova do Dão não podia deixar de ter um vinho de Álvaro de Castro.
Este vinho é feito com predominância de Encruzado e outras castas da vinha velha da Pellada. No nariz apresenta uma complexidade fora do vulgar, na boca é macio e fresco em simultâneo, intenso e elegante, com final de grande persistência. Um vinho de luxo, do melhor que o Dão tem para nos dar.
Castas: Encruzado e outras
13º
~30€

Finalizámos a prova com Julia Kemper 2009, foi talvez o vinho que apresentou o nariz mais exuberante, com muita fruta, flores, e mineral. Na boca é um vinho cordato e bem equilbrado.
Castas: Encruzado e Mavasia Fina, em quantidades iguais
13,5º
~10€

Segue a média das notas atribuidas por 14 provadores.

  • 17,0 Quinta das Bageiras Garrafeira branco 2009
  • 17,0 Quinta da Pellada - Primus 2009
  • 16,8 Quinta dos Roques - Encruzado 2009
  • 16,1 Quinta dos Carvalhais - Encruzado 2009
  • 15,8 Paço dos Cunhas de Santar - Vinha do Contador 2009
  • 15,6 Julia Kemper 2009
  • 15,0 Quinta das Marias - Encruzado 2009
Todos os vinhos selecionados para esta prova são vinhos que têm sido premiados e aclamados pela crítica, e pudemos confirmar que temos muito bons vinhos brancos no Dão.
No geral são vinhos muito aromáticos, com notas florais e minerais, encorpados, têm estrutura para envelhecer bem em garrafa, e são vinhos gastronómicos que precisam de um bom prato para brilharem.
A caldeirada do sr. Simões acompanhou de forma maravilhosa estes vinhos, e depois ainda veio uma açorda feita com a água da caldeirada, que estava simplesmente divinal.

No meio disto ainda se provou o vinho branco Bageiras Colheita 1994, que com os seus 17 anos ainda está para durar, com uma frescura incrível, a fazer lembrar um bom vinho verde.

No final ainda provámos o abafado das Bageiras, que está cada vez melhor, enquanto comíamos um pão de ló à sobremesa.

Após uma passagem pela loja, lá fomos embora um pouco entornados, mas sem incidentes.

3 nos copos, da esquerda para a direita: Frederico Santos, Carlos Amaro, Mário Rui Costa

sábado, 11 de junho de 2011

Contagem decrescente para a prova "Brancos do Dão"...

É já na próxima sexta-feira, dia 17 de Junho. Uma vez mais no "nosso" espaço predilecto, a Quinta das Bageiras onde o Mário Sérgio e o grandioso chef Senhor Simões nos vão receber com um robalo no forno.

Para ir criando água na boca, aqui fica a lista de vinhos em prova:

  • Paço dos Cunhas de Santar, Vinha do Contador 2009;
  • Quinta dos Carvalhais Encruzado 2009;
  • Quinta dos Roques Encruzado 2009;
  • Quinta das Marias Encruzado 2009;
  • Júlia Kemper 2009;
  • Quinta da Pellada Primus 2009;
São todos de 2009, três varietais de Encruzado, um de lote com Malvasia, Cerceal e Encruzado (Vinha do Contador), um com Malvasia e Encruzado (Julia Kemper) e um outro com predominância de Encruzado num lote com muitas outras castas oriundas de vinhas velhas (Primus). Ah, e todos com carvalho francês a entrar no processo...

Falando dos produtores, cruzamos propostas de produtores tradicionais com outras de produtores recentes e no meu entender algo "fora da caixa" como é o caso da Julia Kemper.

Venha a prova abrir para todos o maravilhoso mundo dos brancos do Dão, tendo eu a certeza que o robalo do Senhor Simões estará pelo menos à altura dos vinhos em prova.

Boas provas,

Mário Rui da Costa

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lokal Silex 2008, Bravo!!!

Bravo, torno a dizer, que magnifico prazer foi a degustação deste vinho.
 
Ainda ontem, ao comentar um post referi que foi a zona do Dão a primeira a causar uma forte impressão quando comecei a ter algum interesse no mundo do vinho. Então, deparei-me com alguns vinhos que misturavam frescura, elegância e corpo de uma forma única e que achei muito apelativa. Passaram-se anos de travessia de deserto na região, ninguém percebia a estratégia da região que se descaracterizava dia após dia, ao mesmo tempo que o Douro (nos vinhos de mesa) e o Alentejo ganhavam protagonismo.
Nos últimos tempos sinto (pela desgustação claro está) ventos de mudança, no meu top 2010 essa sensação fica bem expressa, e este Lokal Silex fechou para mim o ciclo, avivando memórias do "tal perfil". E causou-me surpresa porque vem de uma enóloga (Filipa Pato) cheia de talento mas oriunda de uma outra região, a Bairrrada.


Focando no vinho, é feito de Touriga Nacional e Alfrocheiro, transpirando frescura logo no aroma, dominado pelo floral típico da expressão da Touriga no Dão (para mim diferente da expressão no Douro ou outras zonas do país), também com alguma fruta fresca e tosta residual. Na boca permanece fresco, com a fruta viva e com taninos domados, o que confere delicadeza.

Degustado agora está óptimo para consumo, e neste caso em particular tenho dificuldade (por incompetência minha claro está) em vaticinar a sua longevidade (já agora, a maior parte dos entendidos faz pura adivinhação), se calhar é por estar tudo tão bem casado já em novo...

Pontuação: 17,5 / 20
Nota: um amigo meu disse-me que como dou sempre notas altas, sou um gajo que gosto de tudo :-) . Compreendo a crítica, mas isso tem uma justificação: não tenho o hábito de publicar sobre vinhos que me desagradam ou que não me impressionam de todo. Excepção feita a provas de amostras fornecidas por produtores, se não gostar não vou fazer o jeito...

Boas provas,

Mário Rui Costa

domingo, 17 de outubro de 2010

Quinta das Marias Encruzado 2009


Já há bastante tempo que andava para provar o Encruzado deste produtor, uma vez que sou fã dos seus tintos.
A produção é pequena, apenas 7330 garrafas, da qual me calhou a número 3334.

Belo nariz, com uma boa intensidade, muito fresco e elegante, centrado em aromas de fruta, principalmente citrinos, algum floral, notas de especiarias e muito mineral.
Boca muito fresca e com boa estrutura, com muita fruta a mostrar-se, aliada a uma bela acidez que suporta muito bem o vinho. Boa persistência.
Gostei bastante do vinho, tendo ficado com vontade de ver como está o seu irmão com estágio em barrica.
Preço: 11€
Nota: 17


Carlos Amaro

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Munda 2007


Engarrafado pela Fontes da Cunha, é um monocasta Encruzado do Dão com seis meses de barrica.
Aromas discretos ao inicio, chegando primeiro notas fumadas, pólvora, tostados da barrica e só depois fruta madura. Tudo num grande equilíbrio.
Na boca é muito elegante. Bom corpo, frutos cítricos, acidez viva, repetem-se as notas de pólvora e alguma maçã. Final longo.
Tudo num grande equilíbrio e muito bem integrado, com a acidez a dar-lhe vida.
Um belo branco, muito equilibrado e elegante.
Garantidamente a comprar mais.
€8
16,5

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quinta dos Carvalhais - Encruzado 2007


Mais um branco, desta vez de uma casta típica do Dão.
Este vinho é um clássico do grupo Sogrape.

Tem uma côr pálida e suave.
No nariz complexo sobressaem aromas florais e herbáceos, com algum tostado.
Na boca sente-se alguma acidez, mas muito bem equilibrada.
Apesar de ser um vinho encorpado, que pede uns pratos de peixe mais fortes, tem um conjunto muito elegante, tudo em perfeita harmonia.

Soube-me muito bem a acompanhar um bacalhau assado com broa.

pontuação: 17
preço: ~15 €

Frederico Santos

sexta-feira, 13 de março de 2009

Apresentação de vinhos Quinta da Falorca


Foi na Loja do Chá em Aveiro, que o produtor Pedro Figueiredo da Quinta da Falorca veio apresentar a sua gama de vinhos.
Trata-se de um produtor da região de Silgueiros, região esta que tem conseguido manter uma reputação de qualidade ao longo de várias décadas, a qual não é alheia à influencia desta familia, que já esteve à frente da Adega Cooperativa de Silgueiros e da UDACA.
A casta predominante é a Touriga Nacional, que ocupa 60% das vinhas do produtor, sendo o restante plantado com outras castas tipicas do Dão.

Os vinhos apresentados foram:
- "E" (de e-mail), o vinho de combate da casa, com um preço a rondar os 5 euros.
- "C" de Colheita Seleccionada 2005, um vinho mais trabalhado.
- T-Nac 2005, o grande sucesso de vendas da casa, feito apenas com Touriga Nacional, e sem estágio significativo em madeira.
- "R" de Reserva 2003
- Touriga Nacional 2003, no estilo reserva, com estágio muito prolongado em madeira (18 meses)
- "G" de Garrafeira 2003

Gostei muito do "E", para vinho do dia a dia está muito bom, sente-se bem a touriga mas está muito equilibrado. Deixou-me uma boa recordação.
O Colheita Seleccionada, já com estágio em madeira, está mais elegante, muito suave, para o meu gosto falta-lhe alguma personalidade, mas é um bom vinho por cerca de 10 euros.
T-Nac é um vinho com muita fruta, muito concentrado, mas bem equilibrado. Para quem gosta de tintos frutados, este é muito bom e vale bem os 12 euros que custa.
o Reserva 2003 é um vinho muito afinado, com aromas intensos e complexos, muito suave na boca, mais encorpado que o Colheita Seleccionada, e com um final muito agradável e longo.
No Touriga Nacional, com estágio em madeira, sobressai a fruta da touriga, mas é mais complexo e elegante que o T-Nac. Mais frutado que o Reserva.
O Garrafeira 2003 é um grande vinho, côr opaca, aromas muito complexos e intensos, muito concentrado na boca e ao mesmo tempo muito redondo. Fez-me lembrar o estilo do Pape do Álvaro de Castro. Um vinho que pode ser guardado por mais de uma década, mas que já está pronto a beber.

Todos os vinhos demonstravam uma grande afinação, todos têm boa acidez que os torna vinhos de grande longevidade, feitos com o saber de décadas de experiência acumulada, só saem para o mercado ao fim de alguns anos, e apenas quando o produtor acha que devem sair, pois foi comentado que prefere não colocar um vinho menos bom no mercado e assumir perdas imediatas nesse ano, do que comprometer o futuro da casa.

Os preços variavam entre os 5 euros e os 35, sendo os 3 ultimos vinhos bem demarcados em termos de qualidade, com preços a partir dos 18 euros.
Todos eles são boas relações qualidade preço.

Fiquei com vontade de provar o Rosé, que é feito com Touriga Nacional, e a avaliar pela qualidade dos vinhos apresentados, deve ser muito bom.

Segue um link para um blog que contem notas de prova de um evento equivalente em Lisboa:
http://osvinhos.blogspot.com/2007/10/prova-de-vinhos-quinta-da-falorca-na.html


Frederico Santos

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Dão

Esta foi a nossa primeira prova "oficial", dedicada aos vinhos do Dão, não sei porquê eram quase todos do produtor Álvaro de Castro.
Foi realizada em casa do Fred.


  • 12,7 - Qta. Saes Estágio Prolongado 2000
  • 13,5 - Álvaro de Castro 2002
  • 14,3 - Álvaro de Castro 2004
  • 15,1 - Qta. da Pellada 2001
  • 17,0 - Pape 2002
  • 11,8 - Vinha Paz

Foi acompanhada por uns ovos mexidos com trufas e uns cogumelos assados.

Participantes: Luis Anselmo, Mário Rui, Rui Gonçalves, Fred, Carlos Amaro, Marta, Enes, Telma.