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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Prova de Pinot-Noir


Foi em casa do amigo Enes que realizámos mais uma grande prova que contou com 13 provadores.
Antes da prova bebemos um vinho de Borba sem rótulo, oferecido pelo confrade Anselmo, que já devia ter uns anos valentes pela côr que apresentava. Estava mesmo muito bom.
Foram submetidos à prova oficial 5 vinhos da casta Pinot-Noir, cuja média de pontuações foi a seguinte:

  • 17,1 - Louis Latour Beaune 1er Cru "Vignes Franches" 2005 (França)
  • 15,5 - Cono Sur 20 barrels 2006 (Chile)
  • 14,3 - Villa Maria Taylor's Pass 2005 (Nova Zelândia)
  • 14,0 - Niepoort Pinot Noir 2006 (Portugal)
  • 11,7 - Campolargo Pinot Noir 2007 (Portugal)

Destacou-se o Bourgogne sem duvidas, um vinho muito complexo, riquissimo de aromas, na boca com uma elegância extraordinária, e um final muito longo e agradável. Excelente.
Estas pontuações refletem o gosto geral de um painel bastante diversificado de provadores, todos apreciadores de vinho, mas a quem os pinots não entusiasmaram especialmente.
Na minha opinião pessoal as pontuações são bastante penalizadoras, e acrescentar-lhes-ia uns 2 valores em cada uma, mas é uma classificação final justa independentemente dos valores minimos e máximos.

A prova foi acompanhada de vários enchidos e queijos, no final jantámos arroz de pato, e uma bela sobremesa gelada com chocolate quente.
Ainda bebemos um Pinot húngaro da Abadia de Pannonhalma de 2007, que estava muito bom.
Terminámos com um Borba garrafeira oferecido pelo anfitrião, que soube que nem ginjas.

Frederico Santos

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cono Sur Chardonnay Reserve 2005


Depois de repetidas provas deste vinho que o têm tornado um dos meus brancos favoritos para o dia a dia, venho publicar aqui uma nota de prova.

Castas: Chardonnay
Origem: Casablanca Valley, Chile
Enologia: Adolfo Hurtado
Vol: 13,5%.
Preço: 9€

Côr amarelo citrino.Aroma bastante intenso, com notas de baunilha e ligeira tosta. Bastante fruta para um branco de já 4 anos, com limão, lima, e algum fruto tropical. Algumas notas de mel.
Boca com bom corpo e excelente acidez. A tosta continua a mostrar-se bem como a fruta citrina e tropical já presentes no nariz.Final longo e com um toque de mel, junto com a acidez. Tudo muito bem feito e no lugar.
Para mim um muito bom branco chileno, frutado, com a madeira muito bem integrada e nada pesada. Gostei muito deste vinho, com um belo preço.
Podia servir de modelo a muitos chardonnays portugueses pesadões e com excesso de madeira que por aí andam. Ainda mais surpreendente por ser já de 2005.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Tintos para este inverno na WoC de Aveiro

Mais uma prova oferecida pela Wine o'Clock de Aveiro, onde mais uma vez fui sozinho por não arranjar quem me acompanhe à sexta-feira ao fim do dia, mas já começo a conhecer alguns dos habitués locais.
Desta vez o tema era "Tintos para este inverno", e foram apresentados oito vinhos bastante diferentes tanto no gosto como no preço, mas que tinham em comum serem vinhos com estrutura e encorpados, que se podem beber já com pratos mais pesados, mas tambem aguentam uns bons anos em cave.
Segue a lista, sem pontuações, mas com os preços:


  • 4,95 € - Fronteira seleccção do enólogo 2003 (Douro)

  • 5,95 € - Quartetto 2006 (novo alentejano da Dão Sul)

  • 6,95 € - L'Excellence de Bonassia 2006 (Marrocos)

  • 19,75 € - Qta. do Além Tanha Vinhas Velhas 2004 (Douro)

  • 18,00 € - Nepenthe Pinnacle Zinfandel 2004 (Australia)

  • 22,50 € - Cono Sur 20 Barrel Pinot Noir 2006 (Chile)

  • 32,00 € - Glen Carlou Gravel Quarry 2005 (Africa do Sul)

  • 44,50 € - Chryseia 2006 (Douro)

Os vinhos eram todos muito bons, e não os pontuo por serem muito diferentes. Alguns deles estavam em campeonatos completamente distintos. Seguem algumas notas pessoais.

O mais baratinho, do Douro, tem um preço muito apelativo, pois é vinho pelo qual daria dez euros sem pestanejar, apesar de uma muito ligeira aspereza no final de boca, os taninos são de boa qualidade e devem ficar no ponto com uns anitos de guarda.

O Quartetto, está muito bom, nota-se que é um vinho feito por um enólogo com tudo muito equilibrado. Falta-lhe alguma personalidade. vale bem o preço.

O marroquino, está um vinho muito elegante, mas que não aquece nem arrefece, ao nivel do anterior.

A partir daqui entrámos noutro patamar, quer de preços, quer de afinação dos vinhos em prova.
O Qta. do Além Tanha, achei-o muito fechado no nariz, mas é um vinho que promete.

Gostei muito deste Zinfandel australiano, por nunca ter provado vinhos feitos com esta uva, e porque sobressaia no meio dos restantes, com aromas quimicos e anizados, é um vinho fora do vulgar, tem 15 graus de acoolémia mas não se notam.

O chileno "Cono Sur", é um belissimo vinho, uma óptima expressão da casta Pinot Noir, potente e elegante ao mesmo tempo, nariz complexo, vai-se mostrando no copo sempre em crescendo.

Este cabernet Sul-Africano, tambem está muito bem conseguido, tudo equilibrado com muita harmonia, e um final longo e agradável.

Quanto ao Chryseia, mantem o alto nivel de qualidade de outras colheitas que tive oportunidade de provar, mas não é vinho que me entusiasme o suficiente para pagar o preço que pedem. Este 2006 é o ultimo feito pela parceria Prats & Symington, passando as próximas edições a ser da exclusiva responsabilidade do enólogo Charles Symington.


Melhor relação qualidade/preço: Fronteira seleccção do enólogo 2003.