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sábado, 6 de março de 2010

Prova de Champagne Milésime

Esta prova realizou-se na Essência do Vinho 2010, no palácio da Bolsa.
Era sábado à tarde e a confusão era muita. A prova atrasou quase uma hora.
Foi apresentada pelo Master Sommelier João Pires, um apaixonado por Champagne, que teve a ajuda do crítico de vinhos e gastronomia Fernando Melo.

A região de Champagne, que dá o nome ao vinho espumante mais famoso do mundo, é oficialmente demarcada desde 1927, mas produz e exporta vinhos desde a idade média, existindo ainda no activo casas de champagne fundadas no século XVIII (Ruinart, Taittinger,...).
As 3 castas mais usadas são Pinot Noir, Chardonnay, e Pinot Meunier.
O champagne milésime, é de uma só colheita, e tem o ano escrito na garrafa. É o melhor champanhe tal como o vintage para o vinho do porto, que só se engarrafa em anos excepcionais. Vinhos com personalidade que evoluem na garrafa durante muitos anos.

Começámos com o Pommery Brut 2000, um belo vinho, com nariz complexo, elegante na boca com bolha fina. Já tem uns anos mas a boa acidez dá-lhe muita vida.
Seguiu-se o Pommery Cuvée Louise 1995, mais velhinho, tinha um nariz incrível, com aromas de frutos secos, brioche, tostados. Na boca estava muito bom, não no estilo vigoroso, mais requintado.
Passámos ao Taittinger Comtes de Champagne Blanc de Blancs 1999, um vinho feito só com Chardonnay, muito intenso, com grande equilibrio e persistência. Magnífico.
Seguiu-se Veuve Clicquot Vintage Brut 2002, um vinho muito elegante, ligeiramente mais adocicado que os restantes. Um vinho sofisticado.
Terminámos com o Louis Roederer Cristal 2002, um vinho excelente, de grande vivacidade, tem a particularidade de ter a garrafa transparente com a base chata, dizem que era exigência dos czares com medo de serem envenenados, para poderem ver bem o seu interior. Não estará no seu momento óptimo, e deve ser consumido daqui a mais uns anos.
2002 foi um ano de referência para o champagne milésime.

O vinho que mais me impressionou foi o Taittinger Blanc de Blancs 1999, que se apresentou muito intenso. Um prazer para os sentidos. Pena é custar 150 euros a garrafa.

Frederico Santos

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Prova de Pinot-Noir


Foi em casa do amigo Enes que realizámos mais uma grande prova que contou com 13 provadores.
Antes da prova bebemos um vinho de Borba sem rótulo, oferecido pelo confrade Anselmo, que já devia ter uns anos valentes pela côr que apresentava. Estava mesmo muito bom.
Foram submetidos à prova oficial 5 vinhos da casta Pinot-Noir, cuja média de pontuações foi a seguinte:

  • 17,1 - Louis Latour Beaune 1er Cru "Vignes Franches" 2005 (França)
  • 15,5 - Cono Sur 20 barrels 2006 (Chile)
  • 14,3 - Villa Maria Taylor's Pass 2005 (Nova Zelândia)
  • 14,0 - Niepoort Pinot Noir 2006 (Portugal)
  • 11,7 - Campolargo Pinot Noir 2007 (Portugal)

Destacou-se o Bourgogne sem duvidas, um vinho muito complexo, riquissimo de aromas, na boca com uma elegância extraordinária, e um final muito longo e agradável. Excelente.
Estas pontuações refletem o gosto geral de um painel bastante diversificado de provadores, todos apreciadores de vinho, mas a quem os pinots não entusiasmaram especialmente.
Na minha opinião pessoal as pontuações são bastante penalizadoras, e acrescentar-lhes-ia uns 2 valores em cada uma, mas é uma classificação final justa independentemente dos valores minimos e máximos.

A prova foi acompanhada de vários enchidos e queijos, no final jantámos arroz de pato, e uma bela sobremesa gelada com chocolate quente.
Ainda bebemos um Pinot húngaro da Abadia de Pannonhalma de 2007, que estava muito bom.
Terminámos com um Borba garrafeira oferecido pelo anfitrião, que soube que nem ginjas.

Frederico Santos

quinta-feira, 26 de março de 2009

Villa Maria Reserve


Na loja Wine o'Clock de Aveiro, foram apresentados dois topos de gama do produtor neo-zelandês Villa Maria, pelo director da Revista de Vinhos, Luis Lopes:

- Sauvignon Blanc Reserve 2007
- Pinot Noir Reserve 2005

O branco, cheirava inequivocamente a lichias. Na boca era seco, muito fresco, o que não é normal para os sauvignons neo-zelandeses que no geral são mais docinhos. Um branco que se pode guardar devido à boa acidez, e com enorme potencia aromática.
Foi ainda comentado que acompanha especialmente bem marisco cozinhado (sem ser simplesmente cozido).

O tinto, com a côr ligeiramente esbatida do pinot-noir, cheirava muito bem a fruta fresca, morangos, groselhas, especiarias, muito complexo.
Na boca era demasiado suave para o meu gosto, magro, mas tinha um final longo que deixava um picantezinho na boca. Bebe-se muito bem.
Não é o meu estilo de vinho, mas foi comentado que é o estilo preferido dos grandes apreciadores de vinho. Pelo menos, o jornalista Luis Lopes, o dono da loja, e o produtor Carlos Campolargo pareciam os 3 deliciados.
Um vinho que acompanha bem carnes pouco gordas (aves, caça, ...).

Estes dois vinhos têm a particularidade de serem de vinhas únicas (e velhas) da região de Marlborough, o que para um produtor com a dimensão da Villa Maria, com vinhas por toda a Nova Zelândia, que tradicionalmente faz vinhos de vários lotes, é uma grande distinção.

Dois grandes vinhos do Novo Mundo, de estilo reserva como o nome indica, com um perfil mais europeu, mais elegante e austero, mas com outra fruta a sustentar o conjunto.
Estas garrafas custam vinte e poucos euros cada uma, não são baratas, mas é um preço acessivel para acompanhar uma refeição mais especial.
Em Portugal não se fazem Sauvignons nem Pinots com esta qualidade.

Frederico Santos

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Tintos para este inverno na WoC de Aveiro

Mais uma prova oferecida pela Wine o'Clock de Aveiro, onde mais uma vez fui sozinho por não arranjar quem me acompanhe à sexta-feira ao fim do dia, mas já começo a conhecer alguns dos habitués locais.
Desta vez o tema era "Tintos para este inverno", e foram apresentados oito vinhos bastante diferentes tanto no gosto como no preço, mas que tinham em comum serem vinhos com estrutura e encorpados, que se podem beber já com pratos mais pesados, mas tambem aguentam uns bons anos em cave.
Segue a lista, sem pontuações, mas com os preços:


  • 4,95 € - Fronteira seleccção do enólogo 2003 (Douro)

  • 5,95 € - Quartetto 2006 (novo alentejano da Dão Sul)

  • 6,95 € - L'Excellence de Bonassia 2006 (Marrocos)

  • 19,75 € - Qta. do Além Tanha Vinhas Velhas 2004 (Douro)

  • 18,00 € - Nepenthe Pinnacle Zinfandel 2004 (Australia)

  • 22,50 € - Cono Sur 20 Barrel Pinot Noir 2006 (Chile)

  • 32,00 € - Glen Carlou Gravel Quarry 2005 (Africa do Sul)

  • 44,50 € - Chryseia 2006 (Douro)

Os vinhos eram todos muito bons, e não os pontuo por serem muito diferentes. Alguns deles estavam em campeonatos completamente distintos. Seguem algumas notas pessoais.

O mais baratinho, do Douro, tem um preço muito apelativo, pois é vinho pelo qual daria dez euros sem pestanejar, apesar de uma muito ligeira aspereza no final de boca, os taninos são de boa qualidade e devem ficar no ponto com uns anitos de guarda.

O Quartetto, está muito bom, nota-se que é um vinho feito por um enólogo com tudo muito equilibrado. Falta-lhe alguma personalidade. vale bem o preço.

O marroquino, está um vinho muito elegante, mas que não aquece nem arrefece, ao nivel do anterior.

A partir daqui entrámos noutro patamar, quer de preços, quer de afinação dos vinhos em prova.
O Qta. do Além Tanha, achei-o muito fechado no nariz, mas é um vinho que promete.

Gostei muito deste Zinfandel australiano, por nunca ter provado vinhos feitos com esta uva, e porque sobressaia no meio dos restantes, com aromas quimicos e anizados, é um vinho fora do vulgar, tem 15 graus de acoolémia mas não se notam.

O chileno "Cono Sur", é um belissimo vinho, uma óptima expressão da casta Pinot Noir, potente e elegante ao mesmo tempo, nariz complexo, vai-se mostrando no copo sempre em crescendo.

Este cabernet Sul-Africano, tambem está muito bem conseguido, tudo equilibrado com muita harmonia, e um final longo e agradável.

Quanto ao Chryseia, mantem o alto nivel de qualidade de outras colheitas que tive oportunidade de provar, mas não é vinho que me entusiasme o suficiente para pagar o preço que pedem. Este 2006 é o ultimo feito pela parceria Prats & Symington, passando as próximas edições a ser da exclusiva responsabilidade do enólogo Charles Symington.


Melhor relação qualidade/preço: Fronteira seleccção do enólogo 2003.