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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Soalheiro 2011

Soalheiro 2011
Castas: 100% Alvarinho
Álcool: 12,5%

O Soalheiro é daqueles vinhos que não falham. Primeira marca de Alvarinho em Melgaço, tem sido ano após ano um dos Alvarinhos mais consistentes em termos de qualidade, e sempre a preço bem sensato.
Apesar de nos anos mais recentes terem surgido novas marcas de Soalheiro, nomeadamente o Primeiras Vinhas e o Reserva, ambos fantásticos vinhos, o Soalheiro "normal" continua a ser dos vinhos brancos que mais me dá prazer beber.
Uma das características de que mais gosto neste vinho é a sua capacidade de envelhecer. Apesar da colheita de 2012 estar já no mercado há algum tempo (está muito recomendável também), hoje venho falar da colheita anterior, do 2011, que foi dos Soalheiros de que mais gostei nos últimos anos.
O ano e meio que já tem em garrafa só lhe fez bem.
Mantém um nariz muito rico, intenso e fresco, com notas citrinas, florais, muito mineral, fundo de fruta tropical.
Na boca, é muito elegante e equilibrado. Acidez viva, muito mineral, a fruta tropical já não está tão dominante como quando chegou ao mercado, notas cítricas e algum melado, bastante encorpado.
Apesar de manter ainda todas as notas exuberantes da juventude, penso que o tempo está a adicionar-lhe mais elegância.
Gosto ainda mais dele nesta fase do que quando saiu para o mercado. Está numa fase ótima de beber agora, mas é bom guardar ainda algumas garrafas para mais daqui a uns anos.
Nota:17,5
Preço: 8,90

Carlos Amaro

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Quinta da Lixa

Esta quinta situa-se na região do vinho verde, mais propriamente a norte de Amarante, a caminho de Guimarães.
É uma sociedade agrícola desde 1998, altura em que passou a gerir 10 hectares de vinha, e tem um longo passado ligado ao vinho, fruto da paixão pelo vinho verde da família Meireles que já era proprietária de vinhedos ao redor da vila da Lixa.

Os vinhos provados (cedidos pelo produtor, diga-se) foram surpreendentemente bons, face ao preço de venda ao público apresentado.

Terras do Minho - Rosé 2011
(100% Touriga Nacional)
Frederico Santos
- côr rosada escura (sumo de morango)
- nariz agradável, frutado qb, a lembrar morangos e framboesas
- boca muito fresca, final curto e especiado
Nota: 16

Carlos Amaro
Bonita cor rosada, brilhante. Nariz a frutos vermelhos, com morangos em destaque, algum floral, num conjunto fresco.
Boca fresca, novamente morango alguma acidez. Final curto.
Nota: 15

Quinta da Lixa Branco 2011
(Loureiro, Trajadura, Alvarinho)
Frederico Santos
- côr citrina
- nariz ligeiramente frutado, herbáceo, bastante aromático e agradável.
- boca fresca e equilibrada, final curto
Nota: 16

Carlos Amaro
Nariz frutado, com notas tropicais (maracujá), e carácter floral.
Muito fresco na boca, bela acidez, com notas de citrinos. Bastante elegante.
Nota: 15

Aromas das Castas 2011
(Alvarinho, Trajadura)
Frederico Santos
- côr citrina, com tons de dourado
- aroma frutado, pêssego, mineral
- boca muito elegante, com algum comprimento
- para beber novo
Nota: 16

Carlos Amaro
Mais elegante que o anterior, frutado, pêssego, bastante floral e mineral.
Boca muito elegante, com fruta tropical e pêssego, acidez viva e mineral.
Nota: 15,5

Alvarinho Pouco Comum 2011
(Alvarinho)
Frederico Santos
- côr citrina
- nariz complexo e equilibrado, herbáceo
- boca intensa e elegante, com final prolongado
Nota: 16,5

Carlos Amaro
Aroma intenso, a citrinos, algum tropical, notas florais, boa mineralidade.
Na boca tem boa estrutura, notas tropicais e cítricas, muito fresco e mineral. Final longo e complexo.
Muito bom vinho numa bela relação qualidade-preço
Nota: 16,5

Todos os vinhos apresentaram uma qualidade acima da média, proporcionando muito prazer a sua degustação. Não são aqueles verdes gaseificados e muito ácidos, são vinhos muito bem conseguidos e equilibrados, e o preço é convidativo, não ultrapassando os cinco euros por garrafa.

A Quinta da Lixa - Sociedade Agrícola é um produtor com todas as condições para o sucesso, apostando na qualidade e na escala, mantendo os preços acessíveis. Apresenta nestes vinhos um trabalho sério de enologia capaz de satisfazer apreciadores mais exigentes, valorizando esse produto nacional que é o vinho verde, que pela sua identidade muito própria tem potencial para vingar no mercado internacional.
"Lixa" talvez não seja um nome muito apelativo para um vinho, mas desengane-se quem subestimar estes vinhos pelo rótulo ou pelo preço.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Soalheiro 2008

Continuo a saga da incursão pelo mundo dos alvarinhos com a degustação da colheita 2008 do Soalheiro. Vou ser breve (tlm), dizendo que o aroma combina notas florais (flor de laranjeira?) e alguma fruta, fazendo lembrar de imediato um sauvignon blanc do novo mundo. A boca complementa o prazer, muito fresco, mineral e longo. Não atinge a soberba excelência dos muros do Anselmo, mas é muito bom e bem mais em conta. MRC.