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domingo, 5 de setembro de 2010

Quinta do Monte d´Oiro Madrigal 2006

Penso que terá sido o primeiro vinho Viognier estreme português, e desde que a marca foi lançada no mercado que foi um vinho de que gostei particularmente.
O vinho tem evoluído de colheita para colheita, e a cada nova edição parece-me que caminha no sentido de ser um vinho mais delicado, elegante, com mais fruta.
Esta garrafa de 2006 era a ultima dessa colheita que tinha em casa.
Aroma com fruta melada, alperce, pêra e notas florais. Pastelaria doce, especiarias e com abaunilhados dados pelo estágio em madeira.
Na boca, perdeu já um pouco da acidez que o caracterizava quando mais novo. É um vinho gordo, envolvente, mas parece-me que perdeu alguma elegância e finura, estando talvez demasiado orientado para os sabores abaunilhados, e melados, ainda que mantenha alguma fruta (principalmente alperce), faltando no entanto uma maior acidez para um melhor equilíbrio.
Pode ter sido desta garrafa, mas parece-me que talvez tenha passado um pouco o ponto optimo do consumo, já que me lembro de garrafas anteriores desta colheita de 2006 como um excelente vinho, com boa acidez e mais delicado.
Nota: 15,5

Carlos Amaro

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vale D'Algares Selection Branco 2008


Bebi recentemente este vinho, uma novidade do produtor Vale D'Algares, que se coloca num patamar entre o Guarda Rios, entrada de gama do qual gosto bastante e o Vale D'Algares (Viognier), o patamar mais elevado da casa.
Para estreia, gostei muito deste Selection branco 2008, está um vinho muito bom, com um preço muito moderado para a qualidade.
É um vinho com um lote improvável, Alvarinho e Viognier, duas castas de outras zonas, mas que aqui funcionam muito bem juntas.
Tem uma bonita cor amarelo citrino, nariz com muita fruta madura, citrinos, acompanhado por alguma tosta, um toque floral e muito mineral.
Boca com belo perfil, é um vinho muito fresco, muito bem integrado com a barrica onde estagiou, sentem-se os citrinos e fruta madura (pêssego, manga), algum mineral, em harmonia com o leve tostado que confere um bom equilíbrio ao vinho.
Em suma um belo vinho, com excelente harmonia fruta/barrica e bela acidez.
Preço; 9€

Carlos Amaro

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Diga?


Viva,

Ontem tive a honra de degustar um branco de um dos produtores mais originais e que melhor vinifica em Portugal e na Bairrada particularmente: Carlos Campolargo.

O branco em questão é o Diga? 2008, feito exclusivamente de Viognier, uma casta que aprecio particularmente. Face à colheita de 2007 nota-se uma salto qualitativo, fundamentalmente pelo grande equilíbrio entre fruta e madeira e pela maior acidez.

Como nota de prova:
- o aroma é fantástico, dominado por notas citrinas complementadas com algum fruto tropical, sem exageros. Este vinho prende-nos logo pelo nariz...
- na boca é bem mineral, com bastante corpo, acidez no ponto e um final bem longo onde a fruta e alguma baunilha permanecem.

Acima de tudo, um branco que me deu um grande prazer a beber, um indutor fantástico de felicidade...

A partir de hoje vou começar a classificar as minhas notas de prova (já tenho a minha folha de cálculo pronta :-) ): 17,5/20

Mário Rui da Costa