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sexta-feira, 23 de março de 2012

Alentejo nas Bageiras


Foi na Quinta das Bageiras, em Fogueira, que aproveitámos para fazer uma prova de tintos do Alentejo, para acompanhar um coelho com amêndoas preparado pelo sr. Simões.

Começámos com um patê de ovas acompanhadas por um espumante rosé, bruto natural como não podia deixar de ser nas Bageiras. Muito bom.

O coelho frito com amêndoas e alho estava de chorar por mais, e ligou muito bem com os tintos alentejanos, embora tivesse pujança para ligar com outros vinhos encorpados, de tão apuradinho que estava.


Antes da prova de tintos, provámos ainda o Garrafeira Branco 2010 das Bageiras, que está um grande vinho, ao nível das edições anteriores.

Foram 5 tintos alentejanos provados por 15 convivas.
Eram todos vinhos de gama média/alta, cujo preço rondava os 20 euros por garrafa.

Feita a média matemática das pontuações obtivemos a seguinte classificação:

  • 17,0 - Dona Maria Reserva 2006
  • 16,6 - Quinta do Mouro 2006
  • 15,9 - Mouchão 2006
  • 15,6 - Solar dos Lobos GE 2008
  • 14,4 - Tapada de Coelheiros 2008

O Dona Maria Reserva foi o mais consensual, mas os vinhos eram todos bastante bons, encorpados e com nariz intenso, proporcionaram uma bela prova.

No final, ainda provámos o Tinto Garrafeira 2008 das Bageiras, recém engarrafado, que não entrou muito bem na sequência alentejana, sendo um perfil de vinho muito diferente, e a precisar ainda de algum repouso na garrafa.

Ainda tivemos direito a um folar caseiro com queijo, acompanhado pelo abafado das Bageiras, que está cada vez melhor.

Assim se passou uma bela noite vínica nas Bageiras, com a promessa de uns robalos para breve, quando o sr. Simões os conseguir arranjar.









3 nos copos

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Brancos do Dão na Quinta das Bageiras


Foi no dia 17 de Junho, sexta-feira, que fomos jantar à Quinta das Bágeiras, com o pretexto de fazer uma prova de brancos do Dão.
O jantar esteve a cargo do sr. Simões, com uma entrada de ovas acompanhadas pelo espumante bruto natural colheita de 2009 das Bageiras que está bem bom, seguida de uma belíssima caldeirada, provavelmente a melhor que já comi.
Os vinhos seleccionados para esta prova foram todos de 2009, e todos à base da uva Encruzado, sendo alguns monocasta e alguns com outras uvas.

Começámos pelo Quinta dos Carvalhais - Encruzado 2009, que mantém o nível de qualidade relativamente ao 2007, sendo um vinho bem equilibrado, embora com alguma madeira a mais no nariz para o meu gosto.
Castas: 100% Encruzado
estágio de 6 meses em barricas novas de carvalho francês
13,5º
~13€

Seguiu-se o Paço dos Cunhas de Santar - Vinha do Contador 2009, que apresentou um nariz mais intenso e complexo, talvez por levar outras castas no lote.
Muito elegante na boca, deixou uma boa recordação.
Castas: Malvasia, Cerceal, Encruzado
estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês
14º
~20€

Quinta das Marias - Encruzado 2009, na versão com e sem barrica, provámos as duas e achei os vinhos muito parecidos, no fundo é o mesmo vinho com estilos diferentes, sendo o que levou barricas novas de carvalho francês um pouco mais elegante e complexo, e o outro mais arrebitado e com mais fruta. Dependerá do gosto e da ocasião a escolha de um deles, são ambos muito bons.
A versão sem barrica já tinha sido provada aqui.
Castas: 100% Encruzado
14º
~11€

Quinta dos Roques - Encruzado 2009, continua em grande forma relativamente ao 2008 que já nos tinha impressionado numa outra prova.
É um vinho muito mineral, com a madeira bem integrada de forma imperceptível, de grande equilíbrio, com um final longo e agradável.
Castas: 100% Encruzado
estágio de 7 meses em barricas de carvalho francês
13,5º
~11€

Entretanto a nossa prova foi invadida pelo vinho da casa Bageiras Garrafeira 2009 branco, que ainda não tínhamos provado, e também não destoou muito, sendo um vinho encorpado e muito aromático, acabou por ser um dos vinhos mais apreciados pelos presentes, mas arrumou com a nossa prova, no bom sentido.
Mais um grande garrafeira branco das Bageiras.
Castas: Maria Gomes, Bical
14,5º
~12€

Quinta da Pellada - Primus 2009, uma prova do Dão não podia deixar de ter um vinho de Álvaro de Castro.
Este vinho é feito com predominância de Encruzado e outras castas da vinha velha da Pellada. No nariz apresenta uma complexidade fora do vulgar, na boca é macio e fresco em simultâneo, intenso e elegante, com final de grande persistência. Um vinho de luxo, do melhor que o Dão tem para nos dar.
Castas: Encruzado e outras
13º
~30€

Finalizámos a prova com Julia Kemper 2009, foi talvez o vinho que apresentou o nariz mais exuberante, com muita fruta, flores, e mineral. Na boca é um vinho cordato e bem equilbrado.
Castas: Encruzado e Mavasia Fina, em quantidades iguais
13,5º
~10€

Segue a média das notas atribuidas por 14 provadores.

  • 17,0 Quinta das Bageiras Garrafeira branco 2009
  • 17,0 Quinta da Pellada - Primus 2009
  • 16,8 Quinta dos Roques - Encruzado 2009
  • 16,1 Quinta dos Carvalhais - Encruzado 2009
  • 15,8 Paço dos Cunhas de Santar - Vinha do Contador 2009
  • 15,6 Julia Kemper 2009
  • 15,0 Quinta das Marias - Encruzado 2009
Todos os vinhos selecionados para esta prova são vinhos que têm sido premiados e aclamados pela crítica, e pudemos confirmar que temos muito bons vinhos brancos no Dão.
No geral são vinhos muito aromáticos, com notas florais e minerais, encorpados, têm estrutura para envelhecer bem em garrafa, e são vinhos gastronómicos que precisam de um bom prato para brilharem.
A caldeirada do sr. Simões acompanhou de forma maravilhosa estes vinhos, e depois ainda veio uma açorda feita com a água da caldeirada, que estava simplesmente divinal.

No meio disto ainda se provou o vinho branco Bageiras Colheita 1994, que com os seus 17 anos ainda está para durar, com uma frescura incrível, a fazer lembrar um bom vinho verde.

No final ainda provámos o abafado das Bageiras, que está cada vez melhor, enquanto comíamos um pão de ló à sobremesa.

Após uma passagem pela loja, lá fomos embora um pouco entornados, mas sem incidentes.

3 nos copos, da esquerda para a direita: Frederico Santos, Carlos Amaro, Mário Rui Costa

sábado, 11 de junho de 2011

Contagem decrescente para a prova "Brancos do Dão"...

É já na próxima sexta-feira, dia 17 de Junho. Uma vez mais no "nosso" espaço predilecto, a Quinta das Bageiras onde o Mário Sérgio e o grandioso chef Senhor Simões nos vão receber com um robalo no forno.

Para ir criando água na boca, aqui fica a lista de vinhos em prova:

  • Paço dos Cunhas de Santar, Vinha do Contador 2009;
  • Quinta dos Carvalhais Encruzado 2009;
  • Quinta dos Roques Encruzado 2009;
  • Quinta das Marias Encruzado 2009;
  • Júlia Kemper 2009;
  • Quinta da Pellada Primus 2009;
São todos de 2009, três varietais de Encruzado, um de lote com Malvasia, Cerceal e Encruzado (Vinha do Contador), um com Malvasia e Encruzado (Julia Kemper) e um outro com predominância de Encruzado num lote com muitas outras castas oriundas de vinhas velhas (Primus). Ah, e todos com carvalho francês a entrar no processo...

Falando dos produtores, cruzamos propostas de produtores tradicionais com outras de produtores recentes e no meu entender algo "fora da caixa" como é o caso da Julia Kemper.

Venha a prova abrir para todos o maravilhoso mundo dos brancos do Dão, tendo eu a certeza que o robalo do Senhor Simões estará pelo menos à altura dos vinhos em prova.

Boas provas,

Mário Rui da Costa

sexta-feira, 4 de março de 2011

Espumantes tintos - Lampreia nas Bágeiras

Foi no dia 4 de Março que nos deslocámos à Quinta das Bágeiras, para um jantar de lampreia cozinhada pelo sr. Simões.
Aproveitámos para fazer uma pequena prova de espumantes tintos, coisa que raramente temos oportunidade de beber.
A lampreia estava óptima, talvez a melhor que já comi, sendo o arroz de cabidela feito à parte, juntavam-se as postas de lampreia já cozinhadas no prato, para não ficarem empapadas na cozedura do arroz. Para sobremesa ainda tivemos direito a um gelado caseiro delicioso, acompanhado pelo abafado da casa que está cada vez melhor.
Quanto aos cinco espumantes tintos que acompanharam muito bem o arroz de lampreia, confesso que tive muita dificuldade em pontuá-los por falta de referências, mas o principal era mesmo a lampreia e o convívio, sendo a prova vínica apenas uma desculpa para ficarmos a conhecer melhor alguns espumantes tintos.

A média de pontuações atribuída pelos 10 votantes foi:
  • 15,25 - Terras do Demo 2008
  • 14,7 - Quinta das Bágeiras 2006
  • 14,68 - Quinta da Mata Fidalga 2008
  • 14,56 - Murganheira 2006
  • 13,31 - Sidónio de Sousa 1999
No geral, agradou mais o Terras do Demo, um espumante feito de Touriga Franca, e agradou menos o Sidónio de Sousa, feito de Baga.
Pessoalmente, gostei mais do Sidónio e do Bágeiras que eram mais brutos, sabiam mais a vinho. O Murganheira e o QMF eram mais elegantes, e o Terras do Demo era mais intenso mas demasiado frutado para o meu gosto.

Foi um belíssimo jantar, muito bem disposto, e sempre ficámos a conhecer mais uns vinhos.
Ficou prometido para breve um robalo assado, que vai servir de desculpa para uma prova de brancos do Dão. Também se falou num coelho com amêndoas, que não perderá pela demora. Quando fôr o sr. Simões a cozinhar podem sempre contar comigo.

Frederico Santos

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vertical de Garrafeiras brancos das Bágeiras


Foi na Quinta das Bágeiras, em Fogueira, que nos juntámos para uma prova vertical de brancos garrafeira. Éramos 15 provadores. Desta vez tínhamos o petisqueiro sr. Simões a cozinhar para nós, e ao chegarmos, lá estava ele na cozinha a beber uma flute de espumante, acompanhado à guitarra pelo seu amigo de longa data, que também era da Figueira da Foz. E não é que canta bem o sr. Simões...
Fomos para a adega onde nos esperavam umas ovas magníficas, acompanhadas pelo não menos magnífico espumante super reserva 2006.
Passámos todos para a mesa, onde nos foram dados a provar os Garrafeiras brancos da casa desde 2001 a 2008. Todos os vinhos estavam em grande nível, ainda muito frescos e cheios de garra, e ao mesmo tempo muito elegantes. Destacaram-se o 2004 e o 2007, que infelizmente já não se encontram à venda na loja da quinta.
A acompanhar foram servidas umas petingas de caldeirada maravilhosas, seguidas de uma Raia de Pitau que estava de chorar por mais. Não me vou esquecer tão cedo daquele molho avinagrado.
No final ainda fomos presenteados com uns Amores da Curia, receita recuperada recentemente pela Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada. Uns pastelinhos de massa folhada em forma de coração, recheados com ovos moles, maravilhosamente acompanhados com espumante, e ainda com uma garrafa de champagne Cristal 2002, gentilmente oferecida pelo Sr. Mário Sérgio, que é um vinho com uma acidez fantástica, ainda com muitos anos para durar.
Rematámos o banquete com a excelente aguardente velha da Quinta das Bágeiras.
Não se pode pedir mais, e saímos todos em estado de graça.

Segue a média das pontuações atribuídas aos garrafeiras brancos:

  • 18,3 - Garrafeira 2007
  • 17,7 - Garrafeira 2004
  • 16,4 - Garrafeira 2006
  • 16,2 - Garrafeira 2001
  • 16,2 - Garrafeira 2005
  • 16,0 - Garrafeira 2008
  • 15,9 - Garrafeira 2002

Mais importante que qualquer pontuação foi o convívio e a alegria deste jantar.

Foi uma noite inesquecível, sobretudo pelos dois senhores figueirenses, que com mais de 70 anos ainda nos fazem ver como é a arte de (con)viver.

Bem hajam.

Frederico Santos

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Bairrada - Quinta das Bageiras


Foi na Quinta das Bageiras que fizemos esta prova de vinhos tintos da Bairrada, que já estava prometida há muito tempo.
Éramos quinze participantes, e fomos muito bem recebidos pelo sr. Mário Sérgio que nos concedeu uma visita à adega enquanto falava sem parar, explicando tudo ao pormenor, desde as técnicas para fazer aguardente com baixo teor de metanol, aos métodos usados nos seus espumantes brutos naturais, tudo de excelente qualidade comprovada por nós. Foi um prazer aprender tanta coisa de quem sabe. O sr. Bernardo também foi impecável, guardou as nossas garrafas que mais tarde foi servindo irmamente por todos, incluindo os anfitriões.
Após a visita à adega fomos para uma mesa junto do alambique, onde nos esperavam umas entradas caseiras para acompanhar a nossa prova.

A média das pontuações atribuídas foi:

  • 17,3 - Quinta das Bageiras Garrafeira 2004 (Baga)
  • 16,8 - Quinta das Bageiras Garrafeira 2005 (80% Baga, 20% Touriga Nacional)
  • 16,7 - Quinta da Dôna 2004 (Baga)
  • 15,3 - Kompassus Reserva 2005 (Merlot, Touriga Nacional)
  • 14,0 - Luis Pato Vinha Barrosa 2005 (Baga)
  • 13,8 - Campolargo Calda Bordaleza 2006 (70% Merlot, 25% Petit Verdot, 5% Cabernet)
  • 10,9 - Angelus Reserva 1987 (Baga)

Começámos pelo Calda Bordaleza, um vinho que já foi considerado um dos melhores do ano no guia anual de vinhos de JPM. Muito elegante.
Seguiu-se o Kompassus, um vinho mais encorpado, mas também com muita finesse.
Passámos em seguida para os Bairradas mais típicos, com o Luis Pato Vinha Barrosa, altura em que começou a ser servido um arroz de cabidela de leitão que assentou mesmo bem com este vinho, que é uma excelente expressão da casta Baga.
Veio depois o Quinta da Dôna 2004, que foi um dos vinhos que se apresentou mais equilibrado e bem conseguido. Uma delícia.
Apareceu ainda o Bageiras Garrafeira 2005 em versão magnum, que estava excelente.
E depois o Bageiras Garrafeira 2004, um vinho estreme de Baga, que pelos vistos foi o que mais agradou.
Entretanto já se tinha comido a cabidela e já estava o leitão assado à Bairrada na mesa.
Ainda o acompanhei com um espumante tinto bruto, que me soube muito bem, e provei ainda o espumante Super Reserva Branco 2006, que tem um nariz impressionante.
A sobremesa foi um magnífico pão de ló à moda de Ovar, cremoso por cima, enquanto provávamos o Angelus 1987 que estava fraquito, mas bebível, e deu para apreciar aquela côr acastanhada dos vinhos velhos.
Também ainda bebi um abafado, e provei um bocadinho de aguardente que era mesmo muito boa.

Os vinhos eram todos muito bons, à excepção do reserva 1987, que já estava um pouco passado.
Mas eu gostei mesmo foi daquela cabidela, que maravilha!
A comida estava óptima, e a ordem pela qual os vinhos foram sendo servidos (ao critério do sr. Mário Sérgio) encaixou na perfeição.

Foi sem dúvida uma das melhores provas que fizemos, só faltou o Bageiras Garrafeira Branco 2007 que merecia uma prova atenta pelos prémios que tem recebido.
Certamente haverá uma nova oportunidade, pois ficámos todos muito satisfeitos com esta visita à Quinta das Bageiras, e com vontade de repetir. Quem sabe uma prova de brancos e espumantes...

À saída ainda passámos pela loja onde o pessoal se abasteceu dos vinhos que mais gostou.
A viagem de regresso é que foi um pouco difícil, mas correu tudo bem.

Frederico Santos