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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cloudy Bay Sauvignon Blanc 2007

Os Sauvignon Blanc da Nova Zelândia têm vindo a afirmar-se de ano para ano, e agora há um número grande de marcas de qualidade, mas para mim o Cloudy Bay é a referência de todos eles, desde que o provei pela primeira vez há alguns anos atrás.
Esta colheita de 2007 vem confirmar isso mesmo. Provado no início deste mês, este vinho é talvez o melhor branco que já provei do Novo Mundo.
Um nariz fabuloso, muito fragrante e mineral, com uma mistura de notas de frutos a explodir, com pêssego, maracujá, manga e citrinos a saltar do copo. A adicionar a isto tem ainda notas de relva cortada, pimenta e algum fundo de pastelaria fina.Na boca consegue ser ainda mais fresco. O que mais sobressai são notas herbáceas, relva cortada de fresco, bastantes frutos, com citrinos (toranja), maracujá e bagas a sobressair.
Com uma acidez cortante mas equibrada com a doçura da fruta, o que dá um toque mais seco do que a maioria dos irmãos neo-zelandeses.
Estava óptimo agora, mas tinha de certeza uns anos pela frente, tal o corpo e acidez apresentados.
No fundo, um grande vinho. Só tenho pena de ter sido a última garrafa lá de casa.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Villa Maria Reserve


Na loja Wine o'Clock de Aveiro, foram apresentados dois topos de gama do produtor neo-zelandês Villa Maria, pelo director da Revista de Vinhos, Luis Lopes:

- Sauvignon Blanc Reserve 2007
- Pinot Noir Reserve 2005

O branco, cheirava inequivocamente a lichias. Na boca era seco, muito fresco, o que não é normal para os sauvignons neo-zelandeses que no geral são mais docinhos. Um branco que se pode guardar devido à boa acidez, e com enorme potencia aromática.
Foi ainda comentado que acompanha especialmente bem marisco cozinhado (sem ser simplesmente cozido).

O tinto, com a côr ligeiramente esbatida do pinot-noir, cheirava muito bem a fruta fresca, morangos, groselhas, especiarias, muito complexo.
Na boca era demasiado suave para o meu gosto, magro, mas tinha um final longo que deixava um picantezinho na boca. Bebe-se muito bem.
Não é o meu estilo de vinho, mas foi comentado que é o estilo preferido dos grandes apreciadores de vinho. Pelo menos, o jornalista Luis Lopes, o dono da loja, e o produtor Carlos Campolargo pareciam os 3 deliciados.
Um vinho que acompanha bem carnes pouco gordas (aves, caça, ...).

Estes dois vinhos têm a particularidade de serem de vinhas únicas (e velhas) da região de Marlborough, o que para um produtor com a dimensão da Villa Maria, com vinhas por toda a Nova Zelândia, que tradicionalmente faz vinhos de vários lotes, é uma grande distinção.

Dois grandes vinhos do Novo Mundo, de estilo reserva como o nome indica, com um perfil mais europeu, mais elegante e austero, mas com outra fruta a sustentar o conjunto.
Estas garrafas custam vinte e poucos euros cada uma, não são baratas, mas é um preço acessivel para acompanhar uma refeição mais especial.
Em Portugal não se fazem Sauvignons nem Pinots com esta qualidade.

Frederico Santos