quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Paço dos Cunhas de Santar, Vinha do Contador

Nos últimos tempos, tem sido com grande agrado que vejo novamente grandes vinhos a sair da região do Dão, quer através de casas mais clássicas, quer com pequenos novos produtores que estão a colocar de novo na liderança dos vinhos portugueses uma das minhas regiões favoritas.
Isto tem sido especialmente verdade para os vinhos brancos. Alguns dos melhores brancos nacionais dos últimos 2, 3 anos vêm do Dão, com os vinhos da casta Encruzado na frente do pelotão, mas vinhos de lote também muito bons (com a Malvasia Fina e Cerceal a darem cartas também)

Falando agora do vinho provado, vem do Paço dos Cunhas de Santar, pertencendo estas vinhas ao grupo Dão sul, um dos grupos responsáveis por este ressurgimento do Dão.
Garrafa pesadíssima, numa embalagem de algum luxo, a indiciar as pretensões a voos altos deste vinho.
Nariz complexo, com notas elegantes de tostados, na companhia de algum floral, fruta tropical, especiarias, num aroma cheio e mineral.
Boca com grande estrutura e muita elegância, tem uma excelente acidez, muita frescura e bastante frutado. Final muito longo, num grande equilíbrio.
Foi um vinho que me agradou muito, com estrutura para proporcionar boa prova por mais uns anos, um branco muito personalizado.
Entrou no meu top de vinhos de 2010.

Enólogo: Carlos Lucas
Castas: Encruzado, Cerceal, Malvasia Fina
Graduação: 14º
Preço: 17€
Nota: 17.5

Carlos Amaro

1 comentário:

Mário Rui disse...

Amém, foi o Dão a região que me começou a chamar a atenção para este meio, andou moribundo durante muitos anos e parece ressurgir em grande forma. Espero que não seja fogo fátuo, o Dão é a "pátria" da Touriga Nacional, é onde o Encruzado atinge nível estratosférico e tem tudo para ser uma zona de referência e de excepção com o Douro.

MRC