quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Porto Cálem - Colheita 1989


Como apreciador de vinho do porto, gosto de ter sempre uma garrafa de tawny para consumo corrente. O tawny é um tipo de vinho que por ser envelhecido em madeira é mais resistente, e mantém as suas caracteristicas durante cerca de um mês depois da garrafa aberta.
Como ontem acabei com uma num jantar de amigos, hoje num super ao escolher um porto acabei por ganhar coragem para comprar este, que apesar de ser um pouco mais caro que o normal, fica bem em conta quando comparado com outros portos de 20 anos. Há que aproveitar enquanto ainda me posso dar a estes pequenos luxos, que depois das medidas anunciadas hoje pelo nosso primeiro ministro vou ter de cortar nestas coisas.

Este colheita de 1989 foi engarrafado este ano, ainda está fresquinho acabado de sair do seu repouso de 20 anos em cascos de carvalho.
De côr ambar suave, tem um belo nariz, muito rico e equilibrado. Apesar de estar a recuperar duma constipação consigo sentir o aroma de frutos secos, algum caramelo, tabaco.
Na boca é sedoso mas firme, muito elegante, com um final muito prolongado.
Mas que belo porto.
Acho que vou beber mais um cálice para acabar com a constipação, e com as mágoas.

Nota: 17,5
Preço: ~25€

Frederico Santos

sábado, 24 de setembro de 2011

Bétula 2010

Viva,

Uma vez mais o produtor na pessoa da Catarina Montenegro facultou amostras de prova para este vinho. O nosso agradecimento e parabéns pela dinâmica e visão.

Falando do vinho, a colheita de 2010 segue a mesma linha de produção da colheita 2009, mesmo enólogo (Francisco Montenegro), tem como base as mesmas castas (50% Viognier, 50% Sauvignon Blanc), estágio do lote de Viognier em carvalho françês e vinificação em inox do Sauvignon Blanc.

Esta aposta na continuidade manifesta-se na prova, sendo que no nariz são evidentes as notas de pêssego e laranja cristalizada, na boca continuam bem presentes as notas verdes do Sauvignon. A acidez continua óptima tornando o vinho muito fresco, com grande presença de aroma e paladar mas nada enjoativo. O Final é médio/longo.

Face à colheita 2009, de que gostei muito, não se comprometeu a qualidade e o agrado geral permanece.
Contudo notei algumas pequenas diferenças face à colheita anterior. No nariz notei no fundo algumas ervas verdes que não consegui decifrar (a minha mulher disse salsa, mas não me pareceu...) e por vezes alguma manga. Gostei das ervas, dispensava a manga, mas isso são gostos.

Continua a ser uma muito boa aposta a um preço equilibrado. E uma vez mais, não tenho problema nenhum com o uso de castas internacionais em solos lusitanos se o resultado for tão interessante como o apresentado por esta proposta.

Pontuação: 16,5/20.

Boas Provas,

Mário Rui Costa
PS: Fred e Carlos, façam a vossa prova...

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Bétula 2010
Côr amarelo citrino suave.
Nariz intenso e complexo, sem ser exuberante, notas de tabaco.
Na boca entra suave e vai crescendo, com boa acidez a surgir no final, prolongando-o.

Relativamente ao 2009, este 2010 está mais ao meu gosto. Mais elegante e suave sem perder a frescura que se manifesta no final de boca.
Os seus simpáticos 12,5º de alcool tornam este vinho um dos meus brancos preferidos atualmente.

Nota: 17

Frederico Santos
Setembro 2011
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Bétula 2010
Chegou agora a minha vez de provar este vinho.
Nariz fresco, não muito exuberante, notas cítricas, algum melão, e presença forte de relva cortada, tão característica do Sauvignon Blanc.
Tal como no nariz, na boca é a frescura e mineralidade que mais uma vez sobressaem. A fruta está lá, elegante, e bem embrulhada numa excelente acidez, com um final de boca bem longo e agradável.
Nota muito positiva ainda para a graduação do vinho, com uns sensatos 12,5º. Será que a moda dos vinhos pesados e alcoólicos está finalmente a passar?
Uma excelente aposta nesta gama de preço.
Nota: 16,5

Carlos Amaro


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quinta de Tourais


A quinta de Tourais situa-se no Douro, perto da Régua na margem sul. A quinta está na família há 3 gerações, e até final do milénio passado as uvas eram todas vendidas a uma casa de vinho do Porto. Tendo assumido a enologia da quinta a partir de então, Fernando Coelho tem apostado em vinhos de mesa de qualidade média/alta.

Antes de entrar na prova dos vinhos, há que realçar a apresentação das garrafas, cujo rótulo é impresso no vidro com tinta, ou seja, sem papel. Tem um design artistico muito fora do vulgar, que resulta bem com o contraste do vidro escuro das garrafas.

Passemos então aos vinhos.

Tourónio 2009
40% Touriga Nacional, 40% Tinta Roriz, 15% Sousão, 5% Tinto Cão
É o entrada de gama, tem uma côr muito escura, nariz complexo, com aromas de couro, algum tostado e chocolate. A boca é volumosa com algum tanino. É um vinho denso, com um final persistente.
Um duro do Douro bem feito, com um nariz intrigante.
preço: ~10€
nota: 16,5

Miura 2007
Côr escura, nariz complexo, algo balsâmico.
Na boca é elegante mas intenso, com um bom final.
Um vinho mais aveludado que o anterior, mantendo o perfil rústico aliado a elegância.
preço: ~15€
nota: 17

Furia 2008
Vinhas velhas (60 anos), com predominancia das castas Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga nacional.
Côr muito escura.
Nariz complexo mas pouco intenso, algo fechado, foi crescendo no copo.
Na boca é redondo, encorpado e pujante, tudo bem equilibrado.
Muito bom final com ligeiro toque picante.
preço: ~20€
nota: 17,5

Miura 2008
Vinha de 30 anos, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Sousão, Tinta Amarela e outras.
Côr escura.
Nariz balsâmico, amoras.
Um pouco mais adstringente que o 2007, muito corpo, tem o final mais longo de todos os vinhos em prova. Promete durar muitos anos em garrafa.
preço: ~15€
nota: 17

Todos os vinhos agradaram muito, com alguma rusticidade que lhes dá caracter, bem equilibrada com madeira qb.
São vinhos gastronómicos, que devem acompanhar bem uma carne assada, ou outros pratos fortes.
As garrafas fazem sensação em qualquer mesa pela originalidade do rótulo.

www.quintadetourais.com

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Quinta de San Joanne Escolha 2004

Vinho das castas Avesso, Alvarinho e Chardonnay, já com 7 anos de vida, idade que não é muito comum quando se fala de consumir vinhos brancos portugueses.
Os 12,5% são um ponto extra positivo quando se olha à moda actual de vinhos alcoólicos.

A cor denota já alguma evolução, com um amarelo dourado.
Aroma com notas de oxidação, mel, compota de fruta, marmelo, alguma baunilha.
Boca untuosa, gordo, mas com uma muito boa acidez que mantém o vinho vinho e com garra. A compota e as notas de mel surgem também, num conjunto que me agradou muito.
Não sendo daqueles vinhos directos e fáceis, é um estilo de branco diferente e muito interessante. Aguentou muito bem a idade que já tem.

Nota: 16

Carlos Amaro

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Altas Quintas Crescendo 2007

Vinho da zona de Portalegre, de vinhas situadas a cerca de 600 metros de altitude na Serra de São Mamede. Feito maioritariamente de uvas da casta Aragonez, com pequena percentagem de Trincadeira, Alfrocheiro e Alicante Bouschet.
Notas para a boa apresentação da garrafa e rótulo bem desenhado, proporcionando uma boa imagem.

Nariz vivo e fresco, com destaque para a fruta madura, especiarias e algumas notas vegetais, está bastante apelativo.
Na boca, confirma o perfil fresco e com bom equilibrio, novamente fruta madura, um toque de geleia, especiarias, mais notas de cacau no final, com a madeira a aparecer também, mas bastante subitl e bem integrada.
É um belo vinho, bastante guloso e fácil de gostar. Com um preço de cerca de 8,5€ é uma boa aposta nos vinhos desta gama média.
Nota: 16

Carlos Amaro

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Casa Girelli Primitivo Puglia 2001

É bastante raro beber vinhos italianos, sendo dos grandes países produtores, aquele que menor conheço.
Este vinho vem da zona de Puglia, que fica no sudeste de Itália.
A gama Virtuoso deste produtor é a sua gama de topo, de vinhos "raros" como eles lhes chamam, vindo de vinhas velhas, com produções pequenas (50 hl/ha).
A casta Primitivo é melhor conhecida como a casta Zinfandel, muito popular nos estados unidos.

É um vinho muito curioso, diferente de tudo o que já provei, provavelmente pelo comportamento da casta naquela zona de Itália.

Apesar dos seus 10 anos de vida, é um vinho de cor muito carregada, quase opaco.
No nariz é sedutor, impressões fortes de fruta, com notas de cerejas, bagas silvestres e ameixas pretas. De seguida surgem as especiarias, licor de fruta, compotas, algum cacau, numa combinação de aromas interessante que lembra uma loja de produtos finos.
Na boca é a compota e a cereja que surgem em primeiro plano mas com uma frescura que lhe dá um bom equilibrio e que impede que se torne enjoativo.
Em suma, gostei bastante do vinho. Deu-me vontade de conhecer mais sobres os vinhos italianos.
Nota: 16,5
Preço: ~18€

terça-feira, 12 de julho de 2011

Monte das Servas Colheita Seleccionada Branco 2009

Um vinho que eu já tinha tido oportunidade de provar numa visita à Herdade das Servas, e a que volto agora a provar em casa.
Bonita cor cítrica, a cair para o aloirado. Aromas a frutos tropicais bem maduros, com notas curiosas de mel, mas sem perder frescura.
Bela complexidade na boca, boa acidez, encorpado, novamente as notas meladas acompanhadas da fruta. Bom volume num final longo e fresco.
Gostei muito deste vinho, tornou-se presença assídua lá em casa, até pelo seu excelente preço.
Nota: 16,5
Preço: 7,5

Carlos Amaro