quarta-feira, 17 de junho de 2015

Marquês de Borba Tinto 2013

Castas: Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional
Álcool: 14%
PVP:  4,99€

O Marquês de Borba tinto deve ser dos vinhos mais conhecidos de Portugal, e há boas razões para isso.
É um vinho que nunca desilude, colheita após colheita tem mantido um nível de qualidade a bom preço que o torna um sucesso.
Este 2013 mantém o perfil de anos anteriores. Está ainda muito jovem, com aroma intenso a fruta madura, nomeadamente amoras e cassis.
Elegante, e equilibrado na boca, é um vinho muito bem feito, que dá prazer a beber.
Excelente para o dia a dia e para consumo imediato, mas que não desdenha ser guardado um ou dois anos para que possamos avaliar a sua evolução.

Carlos Amaro

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Pouca Roupa 2014

A João Portugal Ramos lançou no mercado uma nova gama de vinhos, com o nome Pouca Roupa.
Estes vinhos têm um preço de referência de 3,99€, e na gama da João Portugal Ramos posicionam-se em termos de preço entre o Lóios (três euros) e o Marquês de Borba (cinco euros).
Pouca Roupa é um nome que surge ligado ao nome do monte alentejano onde está implantada a vinha que dá origem a estes vinhos.
Foram lançados um Branco, um Tinto e um Rosado, sendo que vou falar do Branco e Tinto.

Pouca Roupa tinto 2014
Castas: Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Alfrocheiro
Região: Alentejo
Álcool: 14% vol.
Estágio: Estágio em cubas de inox com micro oxigenação controlada. Ligeiro estágio em carvalho francês.

O Tinto é um vinho muito jovem, com aromas de frutos silvestres bem maduros, algum floral e notas qb de madeira.
Na boca é suave, muito polido, com a fruta silvestre muito presente, notas compotadas, algumas especiarias e final médio e seco.
No caso deste tinto, acho que o ideal será uma temperatura no máximo de 16º para tirar mais partido da juventude e fruta do vinho.




Pouca Roupa Branco 2014
Castas: Verdelho, Sauvignon Blanc, Viosinho
Região: Alentejo
Álcool: 12,5 % vol.

Nariz muito fresco, com fruta tropical e citrinos, e um fundo vegetal-
Na boca é frutado, com uma componente vegetal dada pelo Sauvignon Blanc a torná-lo interessante. Boa acidez, e final médio e seco.
Esta secura final ajuda a ir bebendo sempre mais um copo. A baixa graduação alcoólica é um ponto positivo, tornando-o mais leve.
Um branco de verão, para esplanada, mas que também acompanha bem peixes e saladas à mesa.


Num mundo onde há cada vez mais jovens a interessar-se por vinho, não é surpreendente a chegada ao mercado desta nova nova gama de vinhos.
São vinhos descontraídos, feitos para serem fáceis de beber e capazes de atrair novos consumidores. Não custam uma fortuna e apresentam-se muito bem feitos e equilibrados.
Parecem-me uma boa aposta

Carlos Amaro

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

simplesmente... Vinho 2015


Vai ter lugar nos dias 27 e 28 de Fevereiro a 3ª edição do simplesmente... Vinho, aquele que é considerado o primeiro evento vínico off português.
É uma excelente alternativa aos eventos tradicionais, um evento independente e alternativo, que reúne na Ribeira do Porto um conjunto muito interessante de produtores, que valem por si só uma visita.

Nesta 3ª edição, para além dos vinhos, há a possibilidade de degustar petiscos de restaurantes, e em cada um dos dois dias fecha-se a festa com a atuação de bandas portuenses: sexta-feira os Leo Parda e os Daltónicos; no sábado o grande final é com Thee Magnets.

Localizado na Ribeira do Porto, 27 e 28 de Fevereiro, no espaço do laboratório de investigação cultural da SKREI - Galeria Gadus Morhua.


Estarão presentes as seguintes representações:

España: Alberto Nanclares Bodegas Nanclares | Alfredo Maestro Bodegas Alfredo Maestro | José Luis Aristegui Bodega José Aristegui | Miguel Alfonso Adega Pedralonga.

Minho: Fernando Paiva Quinta da Palmirinha | Tony Smith Quinta de Covela | Vasco Croft Aphros.

Douro: João Roseira Quinta do Infantado | Joaquim Almeida Quinta Vale de Pios | Mateus Nicolau de Almeida Muxagat | Rita Marques Conceito | Tiago Sampaio Olho no Pé | João Hoelzer Quinta de Val da Figueira | Pedro Garcias Mapa | João Menéres Quinta do Romeu.

Dão: Álvaro e Maria Castro Quinta da Pellada | António Madeira António Madeira | João Tavares de Pina Terras de Tavares | Carlos Ruivo Lagar de Darei | Christelle & Casimir Fonte de Gonçalvinho | Sara & António Casa de Mouraz.

Bairrada: Dirk Niepoort Quinta de Baixo | Filipa Pato Filipa Pato | Luís Pato Luís Pato | Mário Sérgio Nuno Quinta das Bágeiras.

Lisboa: António Marques da Cruz Quinta da Serradinha | Pedro Marques Vale da Capucha.

Alentejo: Miguel Louro Quinta do Mouro | Vitor Claro Dominó | João Afonso Cabeças do Reguengo.

Madeira: Ricardo Diogo Barbeito

Portugal: Cheios de Sede Morangueiro | Young Winemakers Vadio Hobby Camaleão Clip | Luis Seabra Luis Seabra | Luísa Sarmento Skrei

Restaurantes: Joana Vieira Delicatum (Braga) | Luís Américo & Miguel Morais Casa Ribeiro | Rui Paula DOP | Cristovão de Oliveira e Sousa Ode | Ricardo Teixeira Coelho chef Coelho | Vitor Claro Claro! (Paço de Arcos)

SIMPLESMENTE... VINHO 2015
SKREI Galeria Gadus Morhua
Largo do Terreiro, Ribeiro do Porto
Entrada: 8€
Incluí: Copo Oficial, Prova de Vinhos, Degustação de Petiscos, Exposição de Arte, Música ao Vivo
Estacionamento: Infante (a 350m) e Alfândega (a 800m)
www.facebook/simplesmentevinho

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Roquette & Cazes 2008

Um dia cheio de más notícias, como hábito de passado recente. O vazio do fim de dia temperado com os paradoxos da praxe... reúnem-se todas as condições para procurar um amigo na garrafeira, decantar, respirar, descodificar...

Começa o monólogo, eu não lhe digo nada, mas ele farta-se de falar comigo. Começa tímido no nariz, mas após 10 minutos de decantação expressa primeiro notas vegetais, com o aroma da violeta bem marcado, secundado por fruta vermelha madura, afinadinho como um solista de orquestra.

Não falo da sua cor, nos meus amigos tintos estou-me borrifando para a cor, não sou mesmo nada racista.

No retro nasal expressa de novo a fruta e na boca surge clara a harmonia com a madeira, veludo, tudo muito bem casado, taninos polidíssimos. Está muitíssimo elegante, deve gastar fortunas no ginásio.

Face a provas anteriores em 2013 e 2014, evoluiu muito bem, tem vindo sempre a crescer, bem mais expressivo e definido no aroma, corpo médio mas com a finesse de uma madame francesa.
Parece estar no seu auge e recomendo consumo imediato, durante 2015.

Inspirou-me e bebi-o até à última gota, não se queixou por um segundo que seja...

Touriga Nacional, Tinta Roriz & Touriga Franca: três castas, duas famílias, um terroir...
Roquette & Cazes 2008

Mário Rui Costa


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mafarrico Branco 2013

Mafarrico Branco 2013
Produtor: Álvaro Martinho Lopes
Castas: Fernão Pires, Códega, Malvasia Rei, Malvasia fina, Viosinho e Gouveio provenientes de vinhas velhas
Álcool: 13,5%

Uma nova marca de vinho, que não conhecia de todo, e que começou por me chamar a atenção pelo nome e pelo bem desenhado rótulo. Mafarrico, no sentido de criança traquinas. O rótulo de imagem apelativa e juntamente com o nome chamam bastante a atenção.
Para além da curiosidade do nome e rótulo, ao verificar que o produtor era Álvaro Martinho Lopes, o mesmo do tinto Maquia, de que gosto bastante, não hesitei e comprei para provar, o que se revelou uma boa decisão.

É um vinho branco proveniente de vinhas velhas de Santa Marta de Penaguião, com mistura das castas Fernão Pires, Códega, Malvasia Rei, Malvasia fina, Viosinho e Gouveio em socalcos tradicionais.
O vinho é bastante fresco, com aromas frutas e algum químico. Na boca é bastante guloso, com fruta madura, encorpado, alguma gordura bem equilibrada pela boa acidez.
Gostei bastante, é um vinho muito interessante e para o preço (5,5€) está muito bem.

Carlos Amaro

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Marquês de Borba Branco 2013

Marquês de Borba Branco 2013
Castas: Arinto, Antão Vaz e Viognier
Teor Alcoólico: 12,5%

Colheita de 2013 do bem conhecido Marquês de Borba branco.

Citrino no nariz, com algum tropical, direto, e agradável.
Boa acidez na boa, notas cítricas alguma estrutura. Um perfil mais leve do que a colheita anterior, que era um vinho um pouco mais gordo.
É um vinho que faz boa figura quer em refeições leves, quer apenas como aperitivo, para beber sem preocupações. Nota positiva para os apenas 12,5% de álcool.

O preço mantém-se na gama dos 5€
Carlos Amaro

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Pai Abel Branco 2009

Pai Abel 2009
Castas: Bical e Maria Gomes
Produtor: Quinta das Bágeiras
Álcool: 14,5%

Sou fã dos vinhos da Quinta das Bágeiras há bastante tempo, desde os colheitas aos fantásticos garrafeiras.
São vinhos sérios, sóbrios, feitos para acompanhar comida, e normalmente com excelente potencial de envelhecimento.
A partir de 2009, surgiu a referência Pai Abel, numa homenagem de Mário Sérgio ao seu pai.
O primeiro a ser lançado foi o branco, com uma produção mínima (1380 garrafas).
Vinho com uvas seleccionadas de um lote de vinhas com aproximadamente vinte anos, fermentado em barricas usadas de 225L de carvalho francês, importadas da Borgonha.

Este é um vinho que nos faz esquecer notas de provas, apetecendo apenas dizer que o vinho está fabuloso.
Grande estrutura, foco na mineralidade e acidez. Final longuíssimo, será um vinho para guardar ainda por mais alguns anos, mas com 5 anos de idade dá já um grande prazer neste momento.
Vinhos brancos destes são a prova que a Bairrada tem um potencial imenso para fazer grandes vinhos, que saibam envelhecer, não só nos tintos, mas também nos brancos.

Carlos Amaro