sábado, 22 de dezembro de 2012

Prova de vinhos do Dão - António Narciso

Ocorreu no dia 1 de Setembro no restaurante "O Pote Velho" no Porto este almoço vínico dedicado à prova de vinhos do Dão da autoria do enólogo António Narciso. Este evento épico foi organizado pelo blogger Sérgio Lopes, tendo acabado por se prolongar para o jantar ao qual se juntaram os produtores das várias quintas com vinhos presentes.
Foram mais de 30 os vinhos apresentados, distribuídos por várias casas para as quais António Narciso trabalha:
Chegámos por volta do meio dia, e já estavam as garrafas de tinto abertas em duas fileiras, prontas para entrar em ação.
Entretanto o senhor do restaurante arranjou 2 ou 3 grandes taças metálicas e o Sérgio chegou com o gelo, e lá foram abrindo as garrafas de branco.
Os últimos convidados apareceram e estava tudo a postos para começar esta viagem pelos vinhos do Dão. Éramos poucos mas bons, e sentámo-nos à mesa de onde não sairíamos tão cedo.

A prova foi sempre comentada pelo enólogo, que nos foi apresentando os vinhos sucessivamente, enquanto os petiscos não paravam de aterrar na mesa. Fomos muito bem servidos no restaurante Pote Velho, numa maratona gastronómica onde não faltaram uns queijos assados e uns pimentos padrão. Foram muitas entradas e vários pratos principais. Tinha de ser, para acompanhar aquela quantidade de líquido.
Não me foquei muito na comida, mas lembro-me que estava tudo muito bom e adequado aos vinhos que iam sendo servidos. Apreciei essa preocupação em harmonizar a comida com os vinhos e acho que foi bem conseguida, apesar de não ser tarefa fácil dada a variedade e quantidade de vinhos que estavam em prova. Parabéns pelo excelente serviço.

Os vinhos provados estavam todos num patamar de qualidade bastante elevado, e mais uma vez mostraram que temos grandes vinhos no Dão, tanto tintos como brancos, com especial destaque para a uva branca "Encruzado", e para a uva tinta "Touriga Nacional".
Estas duas castas no Dão exprimem-se de uma forma particularmente feliz, dando origem a vinhos tremendos, intensos e elegantes, e com grande capacidade de envelhecimento.
Mesmo no caso dos brancos vale a pena guardá-los que ganham complexidade e não perdem frescura. Um dos melhores brancos nesta prova era de 2006 e estava para durar.
Seguem as impressões pessoais registadas na altura. As notas vão estar divididas entre Frederico Santos (FS) e Carlos Amaro (CA), os elementos do blog presentes na prova.

Começámos pelos brancos, com destaque para os monocastas de Encruzado.


Casa Aranda - Colheita Branco 2010
- nariz intenso, citrino, fresco, muito mineral, algo metálico.
- na boca é muito fresco, gastronómico, muito equilibrado
FS: 15,5+
CA: 15,5

Quinta da Fata - Encruzado 2011
- reflexos dourados
- nariz discreto, floral, relva cortada, pessego, melado
- boca muito equilibrada, fruta de caroço, untuoso, e mineral, com bom final
FS: 16
CA: 16

Barão de Nelas - Encruzado 2011
- côr amarelo palha
- nariz discreto e elegante, mais frutado e tropical do que os anteriores
- boca suave e elegante, final com ligeiro especiado
FS: 16
CA: 15,5

Casa Aranda - Encruzado 2010
- nariz mais intenso e complexo que os anteriores, fruta (pêssego, citrino), mineral e herbáceo, com aromas a tília e chá branco
- corpo com estrutura, untuoso, mas com fruta e boa frescura. Final longo
FS: 16,5
CA: 16,5

Quinta das Marias - Encruzado 2010
- nariz exuberante e fmuito fresco, pessego, floral, complexo, tostados
- boca bem equilibrada, extremamente elegante, mineral, especiarias, final algo curto
FS: 16
CA: 16

Quinta Mendes Pereira - Encruzado 2010
Este vinho teve 1 ano de battonage
- côr ligeiramente mais carregada que os anteriores
- nariz muito complexo e intenso, gordo, notas de tosta, chá de tília, frutos secos e uma boa acidez a dar equilibrio
- na boca é untuoso, equilibrado, fresco,com notas tostadas, final longo
FS: 16,5
CA: 16,5

Quinta das Marias - Encruzado 2010 (fermentado em barrica nova)
- nariz exuberante, com barrica ainda bem presente, tosta, baunilha, pessego
- boca fantástica, muito elegante. Precisa de tempo para integrar a madeira.
FS: 16
CA: 17

Casa Aranda - Branco 2006
- côr mais carregada
- nariz muito complexo, glicerina, floral, chá branco, tosta
- boca muito elegante e complexo, encorpado, fosforo, iodo, baunilha, fruta caroço
FS: 16,5
CA: 17

Em seguida fizemos um rápido vôo pelos Rosés.

Fonte de Gonçalvinho - Rosé 2010
(Touriga Nacional + Aragonês)
- côr rosé normal
- nariz correto, morangos, fresco, boa acidez
- boca muito leve, fresca, morangos, com final mediano
FS: 15,5
CA: 15

Quinta das Marias - Rosé 2010
(Jaen)
- côr atijolada
- nariz mais complexo, fruta madura, mineral
- boca equilibrada, com final adoçicado
FS: 15
CA: 15

Quinta Mendes Pereira - Rosé 2010
(Touriga Nacional)
- côr mais carregada, violeta
- nariz frutado, morango
- boca encorpada, com bom final, mais seco do que os anteriores
FS: 16
CA: 16


E finalmente fomos para os tintos, começando pelos colheitas normais.


Fonte de Gonçalvinho DOC 2009
- côr opaca
- nariz floral, fruta madura
- boca ligeiramente adstringente, muita fruta, bom final
FS: 15,5
CA: 15,5

Quinta da Fata - Lote 2008
(Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro, Tinta Roriz)
(também chamado "Clássico 2008")
- nariz resinoso, fruta, floral, perfil austero
- boca elegante e equilibrada, vegetal, fresco
- final muito persistente
FS: 16,5
CA: 16,5

Casa Aranda - Tinto 2008
- côr opaca
- nariz balsâmico, mentolado, alecrim, fruta madura, algum fumo
- boca suave e intensa, frutado, especiarias
- bom final
FS: 16,5+
CA: 16

Quinta das Marias - Lote 2010
- côr retinta
- nariz complexo, floral, balsâmico
- boca ligeiramente adstringente, muito fresco, frustos do bosque e especiarias
- final longo
FS: 16
CA: 16

Passámos aqui para os reservas tintos.

Barão de Nelas - Reserva 2008
- côr retinta
- nariz balsâmico, mtuita fruta madura, cereja preta, especiarias
- boca com fruta madura, boa estrutura e intensidade
- bom final
FS: 16,5
CA: 16

Quinta da Fata Reserva 2009
- nariz com muita fruta, bastante vegetal
- Muito encorpado, boca ligeiramente adstringente, acidez, fruta madura
- muito bom final
FS: 16,5
CA: 16,5

Casa Aranda - Reserva 2007
- côr retinta, escuro
- nariz complexo, algo fechado, algum fumo, mentolado, notas de couro e alguma fruta
- boca mais rustica, mas com acidez bem incorporada no corpo do vinho
- bom final, prolongado
FS: 16,5
CA: 16,5

Barão de Nelas - Alfrocheiro 2007
- nariz algo balsâmico, muita fruta, fresco
- boca com bastante fruta, um pouco enjoativa, devia ter mais frescura
FS: 15
CA: 15,5

Quinta das Marias - Alfrocheiro 2010
- muito bom nariz, fruta fresca, muitas especiarias
- FS: boca enjoativa para o meu gosto (é bom mas agoneia, como diria o meu avô)
- CA: muito elegante, boca com fruta presente, especiarias, acidez no ponto a equilibrar o fruto
FS: 16
CA: 16

FS: Não apreciei muito os vinhos desta casta Alfrocheiro a solo, é preciso gostar, ou talvez seja um gosto a adquirir.

Quinta Mendes Pereira - Reserva 2007
(Touriga Nacional + Tinta Roriz)
- aromas florais, vegetal
- boca suave e muito redonda, intenso
- final mediano/longo
FS: 16,75
CA: 16,5

Barão de Nelas - Reserva 2007
(Touriga Nacional + Aragonês)
- nariz equilibrado e intenso
- boca equilibrada, boa estrutura, fruta madura, especiarias
- bom final medianamente prolongado
FS: 16,5
CA: 16,5

Casa Aranda - Reserva 2007
(Touriga Nacional + Aragonês)
- bom nariz, complexo, floral, frutos do bosque
- boca equilibrada, fruta, floral, especiarias, chocolate
- final muito persistente
FS: 16,5
CA: 17

Quinta das Marias - Cuvée TT - Reserva 2010
- côr opaca e densa
- nariz muito concentrado, a fruta, especiarias e alguma vegetal
- boca bem equilibrada, elegante, fruta madura, especiarias
- final muito longo e concentrado
FS: 17
CA: 17,5

Seguiram-se uns Touriga Nacional.

Barão de Nelas - TN 2007
- Cor completamente opaca
- aromas de floresta, cogumelos, floral, violeta
- boca elegante, fruta madura, floral
- final moderado, toque adstringente, muito equilibrado
FS: 17
CA: 16,5

Quinta da Fata - TN 2009
- opaco, retinto, grená
- nariz brutal, intenso e complexo, fruta, vegetal, resina,
- boca muito equilibrada, grande estrutura, frutos do bosque, complexo
- com estrutura para durar
FS: 17,5
CA: 17,5

Quinta das Marias TN Reserva 2010
(3600 garrafas)
- nariz intenso, ao nivel do anterior
- boca mais fresca, tem bom final com toque especiado
- cresce no copo
FS: 17,5
CA: 17

Quinta Mendes Pereira TN 2005
- retinto
- nariz muito complexo, aromas terciários, especiado, herbáceo, frutado
- boca com muita frescura, couro, fruta, tosta, tudo em grande equilíbrio
FS: 17,5
CA: 17,5

Quinta Mendes Pereira - Escolha da Produtora 2006
(TN, Jaen, Alfrocheiro)
- côr translucida-ruby
- nariz riquíssimo
- boca firme e redonda
- final muito prolongado
FS: 17
CA: 16,5

Barão de Nelas - Reserva 2004
- nariz muito intenso e complexo, químico, especiado
- boca muito equilibrada, fruta ainda presente, com final interminável
Nota: 17,5
CA: 17,5

Quinta Mendes Pereira - Garrafeira 2004
- nariz rico, especiado, herbáceo
- boca muito rica e equilibrada, com grande final
FS: 17,5+
CA: 17,5


Fonte Gonçalvinho - Tinta Roriz 2010
- nariz com tostados, algumas ervas aromáticas, frutos secos
- boca firme e elegante
- final prolongado
- algo magro, num registo mais em elegência
FS: 16,5
CA: 16,5

Inconnu - 2010
Fonte de Gonçalvinho
- algo exótico no nariz, floral, violeta,
- boca especiada, fruta, elegancia, muito equilibrado
- final muito prolongado
FS: 16,5
CA: 17,5

Estes vinhos são muito bons, vinhos bem feitos que dão prazer a saborear, e não são nada caros, muitos deles com pvp abaixo dos 5 euros.
Os meus preferidos (FS) no geral foram os Casa Aranda e os Quinta Mendes Pereira, mas é uma questão de gosto pois eram todos bastante bons.
Parabéns ao enólogo que vai no bom caminho.

Fica assim registado este evento que foi uma honra ter presenciado.
Pelos vinhos fantásticos, pela comida deliciosa, e sobretudo pela agradável companhia.

Frederico Santos
Carlos Amaro

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tons de Duorum Tinto 2011


Tons de Duorum Tinto 2011
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Duorum Vinhos, SA
Preço: 3,99€


Prova da nova colheita do Tons de Duorum Tinto.
Aroma dominado pelos frutos vermelhos de amoras e framboesas, com especiarias bem integradas e algumas notas florais. Tudo muito arrumado no nariz.
Na boca, é ainda mais apelativo do que no nariz, taninos vivos mas suaves, com a fruta presente junto das especiarias, tudo amparado por uma bela acidez.
Tem vindo a melhorar de ano para ano e esta é para mim a melhor edição de sempre deste vinho, a uma fantástica relação qualidade-preço.
Uma das minha referências abaixo dos 4€.
Nota: 16
Carlos Amaro

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vila Santa Reserva Branco 2011


Produtor: João Portugal Ramos
Região: Alentejo
Castas: Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc


Nova edição do Vila Santa Reserva branco, equipado com a nova roupagem dos vinhos do produtor.
Começa por chamar a atenção devido às castas utilizadas, num conjunto não comum no Alentejo a criar uma curiosidade extra na prova: é feito com Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc (parte estagia em madeira).
Nariz não demasiado exuberante, com citrinos e notas tropicais, fresco, notas de madeira muito bem integradas, sem se sobrepor ao resto.
Na boca é elegante, com as mesmas notas cítricas e de algum fruto tropical, apontamentos vegetais e notas de madeira em segundo plano. Mineral e fresco, tem um final longo.
Está um vinho muito interessante, com o preço adequado para a qualidade apresentada.
Preço:10€
Nota: 17

Carlos Amaro

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Quinta da Lixa

Esta quinta situa-se na região do vinho verde, mais propriamente a norte de Amarante, a caminho de Guimarães.
É uma sociedade agrícola desde 1998, altura em que passou a gerir 10 hectares de vinha, e tem um longo passado ligado ao vinho, fruto da paixão pelo vinho verde da família Meireles que já era proprietária de vinhedos ao redor da vila da Lixa.

Os vinhos provados (cedidos pelo produtor, diga-se) foram surpreendentemente bons, face ao preço de venda ao público apresentado.

Terras do Minho - Rosé 2011
(100% Touriga Nacional)
Frederico Santos
- côr rosada escura (sumo de morango)
- nariz agradável, frutado qb, a lembrar morangos e framboesas
- boca muito fresca, final curto e especiado
Nota: 16

Carlos Amaro
Bonita cor rosada, brilhante. Nariz a frutos vermelhos, com morangos em destaque, algum floral, num conjunto fresco.
Boca fresca, novamente morango alguma acidez. Final curto.
Nota: 15

Quinta da Lixa Branco 2011
(Loureiro, Trajadura, Alvarinho)
Frederico Santos
- côr citrina
- nariz ligeiramente frutado, herbáceo, bastante aromático e agradável.
- boca fresca e equilibrada, final curto
Nota: 16

Carlos Amaro
Nariz frutado, com notas tropicais (maracujá), e carácter floral.
Muito fresco na boca, bela acidez, com notas de citrinos. Bastante elegante.
Nota: 15

Aromas das Castas 2011
(Alvarinho, Trajadura)
Frederico Santos
- côr citrina, com tons de dourado
- aroma frutado, pêssego, mineral
- boca muito elegante, com algum comprimento
- para beber novo
Nota: 16

Carlos Amaro
Mais elegante que o anterior, frutado, pêssego, bastante floral e mineral.
Boca muito elegante, com fruta tropical e pêssego, acidez viva e mineral.
Nota: 15,5

Alvarinho Pouco Comum 2011
(Alvarinho)
Frederico Santos
- côr citrina
- nariz complexo e equilibrado, herbáceo
- boca intensa e elegante, com final prolongado
Nota: 16,5

Carlos Amaro
Aroma intenso, a citrinos, algum tropical, notas florais, boa mineralidade.
Na boca tem boa estrutura, notas tropicais e cítricas, muito fresco e mineral. Final longo e complexo.
Muito bom vinho numa bela relação qualidade-preço
Nota: 16,5

Todos os vinhos apresentaram uma qualidade acima da média, proporcionando muito prazer a sua degustação. Não são aqueles verdes gaseificados e muito ácidos, são vinhos muito bem conseguidos e equilibrados, e o preço é convidativo, não ultrapassando os cinco euros por garrafa.

A Quinta da Lixa - Sociedade Agrícola é um produtor com todas as condições para o sucesso, apostando na qualidade e na escala, mantendo os preços acessíveis. Apresenta nestes vinhos um trabalho sério de enologia capaz de satisfazer apreciadores mais exigentes, valorizando esse produto nacional que é o vinho verde, que pela sua identidade muito própria tem potencial para vingar no mercado internacional.
"Lixa" talvez não seja um nome muito apelativo para um vinho, mas desengane-se quem subestimar estes vinhos pelo rótulo ou pelo preço.

Dócil 2011


Dócil 2011
Região: Vinhos Verdes
Castas: Loureiro
Álcool: 11º

Este vinho faz parte da gama dos projetos de Dirk Niepoort. Nesta caso trata-se de um vinho 100% Loureiro produzido na região dos Vinhos Verdes.
Até 2009 este vinho chamou-se Girosol, tendo mudado entretanto de nome para Dócil.
No aroma é delicado, com notas florais e cítricas, bastante mineral. Sem ser muito exuberante, aposta pela via da elegância.
Noa boca, faz juz ao nome dócil. Muito fresco, aromático, com boa presença da fruta, acidez viva.
Final de boca elegante, médio comprimento. Excelente vinho de verão, será muito boa companhia para marisco.
Nota positiva para os apenas 11º de alcool.

Nota: 16
Preço: 7.50€

Carlos Amaro

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Redoma Rosé 2011

Produtor: Niepoort (Vinhos) S.A
Castas: 30%Tinta Amarela, 20%Touriga Franca e 50% outras
Fermentação: Barricas novas de carvalho Francês
Alcool: 12º

Um rosé diferente da maioria, este é fermentado em barrica e proveniente de vinhas mais velhas (entre 30 a 60 anos).
Nota-se essa diferença, é um rosé menos direto, um pouco mais austero. Aroma intenso a fruta vermelha (morangos, groselha), notas de ervas e especiarias, e um mineral excelente. Complexidade acima do comum para este tipo de vinhos.
Muito bem na boca, encorpado, com boa estrutura, muita fruta e frescura, é um rosé intenso e com final prolongado e elegante.
É um rosé claramente mais virado para a mesa do que para simplesmente beber sozinho.
Gostei muito.

Nota: 16
Preço: 7,50

Carlos Amaro

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Loios tinto 2011


Nova edição do Loios tinto, vinho de entrada de gama do produtor João Portugal Ramos.
Já há algumas colheitas que não provava este vinho, pelo que estava curioso em saber como andava.
Aroma a frutos vermelhos bem maduros, notas vegetais e frescas.
Na boca, é fresco e bastante vegetal, com fruta integrada no conjunto. Taninos bem presentes, fica um travo final das notas vegetais e da acidez.
É um vinho bem diferente da maioria dos entrada de gama do Alentejo. Menos redondo, sem aquele estilo mais direto e fácil de gostar, tem um estilo mais verde e vegetal com taninos a aparecerem mais.
Pode não ser de gostos mais imediatos, mas por mim gostei do estilo, e já agora do preço.

Preço: 2.99
Nota: 15

Carlos Amaro