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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Meandro 2008

A Quinta do Vale Meão é uma das quintas míticas do Douro. Última quinta comprada por D. Antónia Adelaide Ferreira, mantem-se até hoje na posse dos seus descendentes.
As uvas desta quinta durante vários anos eram vendidas à empresa AA Ferreira S.A., tendo servido durante vários anos de base ao Barca Velha. Isto até 1998, ano em que o Barca Velha passa a ser feito na Quinta da Leda, ficando a partir daí as melhores uvas desta quinta para os vinhos Vale Meão.
Este Meandro é a segunda marca da quinta, a seguir ao fantástico Quinta do Vale Meão.

Em 2008 este vinho foi feito das castas 35% Touriga Franca, 25% Touriga Nacional, 25% Tinta Roriz, 5% Sousão, 5% Tinta Amarela e 5% Tinto Cão.
Muito bonita cor rubi bem escura. Tem um nariz fantástico de grande expressividade, frutos vermelhos maduros (amora, groselha), bastante floral, notas a especiarias, algum chocolate.
Muito guloso e sedutor na boca, elegante. Mostra-se a fruta madura, algum abaunilhado da madeira, notas vegetais a pimento, muito mineral, num todo muito fresco e equilibrado. Final longo.
Apesar de muito bom agora, tem estrutura para envelhecer bem por mais uns anos.

Longe dos cerca de 60€ do seu irmão mais velho, este é um vinho que por 10€ tem uma relação preço qualidade muito boa.
Um vinho impossível de não gostar, do qual vale a pena comprar algumas garrafas para ir vendo a sua evolução.

Nota: 17

Carlos Amaro

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quinta do Vallado Touriga Nacional 2007

Sempre gostei dos vinhos da Quinta do Vallado.
Desde o vinho de entrada, ao Reserva, a qualidade é quase sempre garantida, e normalmente a preços bem sensatos.
Têm além disso um dos varietais Touriga Nacional de que mais gosto.
É esse mesmo o vinho que provei agora. O Touriga Nacional da colheita de 2007.

Aroma de muita concentração, frutos vermelhos bem maduros em destaque, aromas a violeta e notas de barrica. Algum floral, mas sem dominar, tudo muito elegante.
Na boca é muito equilibrado, com frutos vermelhos e os abaunilhados da barrica muito bem integrados e na medida certa, notas achocolatadas. Extremamente fresco, com taninos finos e final bem longo.
Um conjunto envolvente e complexo. Muito apetecível.
Belíssimo vinho, ainda por cima com um preço que não escandaliza ninguém, abaixo da fasquia dos 20€.

Nota: 17,5

Carlos Amaro

sábado, 24 de setembro de 2011

Bétula 2010

Viva,

Uma vez mais o produtor na pessoa da Catarina Montenegro facultou amostras de prova para este vinho. O nosso agradecimento e parabéns pela dinâmica e visão.

Falando do vinho, a colheita de 2010 segue a mesma linha de produção da colheita 2009, mesmo enólogo (Francisco Montenegro), tem como base as mesmas castas (50% Viognier, 50% Sauvignon Blanc), estágio do lote de Viognier em carvalho françês e vinificação em inox do Sauvignon Blanc.

Esta aposta na continuidade manifesta-se na prova, sendo que no nariz são evidentes as notas de pêssego e laranja cristalizada, na boca continuam bem presentes as notas verdes do Sauvignon. A acidez continua óptima tornando o vinho muito fresco, com grande presença de aroma e paladar mas nada enjoativo. O Final é médio/longo.

Face à colheita 2009, de que gostei muito, não se comprometeu a qualidade e o agrado geral permanece.
Contudo notei algumas pequenas diferenças face à colheita anterior. No nariz notei no fundo algumas ervas verdes que não consegui decifrar (a minha mulher disse salsa, mas não me pareceu...) e por vezes alguma manga. Gostei das ervas, dispensava a manga, mas isso são gostos.

Continua a ser uma muito boa aposta a um preço equilibrado. E uma vez mais, não tenho problema nenhum com o uso de castas internacionais em solos lusitanos se o resultado for tão interessante como o apresentado por esta proposta.

Pontuação: 16,5/20.

Boas Provas,

Mário Rui Costa
PS: Fred e Carlos, façam a vossa prova...

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Bétula 2010
Côr amarelo citrino suave.
Nariz intenso e complexo, sem ser exuberante, notas de tabaco.
Na boca entra suave e vai crescendo, com boa acidez a surgir no final, prolongando-o.

Relativamente ao 2009, este 2010 está mais ao meu gosto. Mais elegante e suave sem perder a frescura que se manifesta no final de boca.
Os seus simpáticos 12,5º de alcool tornam este vinho um dos meus brancos preferidos atualmente.

Nota: 17

Frederico Santos
Setembro 2011
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Bétula 2010
Chegou agora a minha vez de provar este vinho.
Nariz fresco, não muito exuberante, notas cítricas, algum melão, e presença forte de relva cortada, tão característica do Sauvignon Blanc.
Tal como no nariz, na boca é a frescura e mineralidade que mais uma vez sobressaem. A fruta está lá, elegante, e bem embrulhada numa excelente acidez, com um final de boca bem longo e agradável.
Nota muito positiva ainda para a graduação do vinho, com uns sensatos 12,5º. Será que a moda dos vinhos pesados e alcoólicos está finalmente a passar?
Uma excelente aposta nesta gama de preço.
Nota: 16,5

Carlos Amaro


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quinta de Tourais


A quinta de Tourais situa-se no Douro, perto da Régua na margem sul. A quinta está na família há 3 gerações, e até final do milénio passado as uvas eram todas vendidas a uma casa de vinho do Porto. Tendo assumido a enologia da quinta a partir de então, Fernando Coelho tem apostado em vinhos de mesa de qualidade média/alta.

Antes de entrar na prova dos vinhos, há que realçar a apresentação das garrafas, cujo rótulo é impresso no vidro com tinta, ou seja, sem papel. Tem um design artistico muito fora do vulgar, que resulta bem com o contraste do vidro escuro das garrafas.

Passemos então aos vinhos.

Tourónio 2009
40% Touriga Nacional, 40% Tinta Roriz, 15% Sousão, 5% Tinto Cão
É o entrada de gama, tem uma côr muito escura, nariz complexo, com aromas de couro, algum tostado e chocolate. A boca é volumosa com algum tanino. É um vinho denso, com um final persistente.
Um duro do Douro bem feito, com um nariz intrigante.
preço: ~10€
nota: 16,5

Miura 2007
Côr escura, nariz complexo, algo balsâmico.
Na boca é elegante mas intenso, com um bom final.
Um vinho mais aveludado que o anterior, mantendo o perfil rústico aliado a elegância.
preço: ~15€
nota: 17

Furia 2008
Vinhas velhas (60 anos), com predominancia das castas Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga nacional.
Côr muito escura.
Nariz complexo mas pouco intenso, algo fechado, foi crescendo no copo.
Na boca é redondo, encorpado e pujante, tudo bem equilibrado.
Muito bom final com ligeiro toque picante.
preço: ~20€
nota: 17,5

Miura 2008
Vinha de 30 anos, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Sousão, Tinta Amarela e outras.
Côr escura.
Nariz balsâmico, amoras.
Um pouco mais adstringente que o 2007, muito corpo, tem o final mais longo de todos os vinhos em prova. Promete durar muitos anos em garrafa.
preço: ~15€
nota: 17

Todos os vinhos agradaram muito, com alguma rusticidade que lhes dá caracter, bem equilibrada com madeira qb.
São vinhos gastronómicos, que devem acompanhar bem uma carne assada, ou outros pratos fortes.
As garrafas fazem sensação em qualquer mesa pela originalidade do rótulo.

www.quintadetourais.com

terça-feira, 12 de julho de 2011

Castello D'alba Vinhas Velhas Códega do Larinho

Um vinho do produtor VDS, que a meu ver tem algumas das melhores relações qualidade preço do Douro, principalmente a nível de brancos, com o seu Castello D'Alba Reserva a ser um dos meus vinhos do dia a dia.

Neste caso o vinho é feito com uvas de Códega do Larinho provenientes de vinhas velhas plantadas a 550m de altitude no Douro Superior e fermentado em madeira.
Aroma complexo, com apontamentos de madeira, um belo carácter mineral, bem equilibrados com a fruta dos citrinos e algumas notas de frutos exóticos, e casca de laranja.
Bom equilíbrio na boca, com grande volume, aliado a uma bela frescura e acidez que lhe dá vivacidade.
Belo vinho, a um bastante bom preço.
Nota: 16.5
Preço: 10.50€

Carlos Amaro

sábado, 23 de abril de 2011

Quinta dos Frades Grande Reserva Tinto 2008

Ontem tive o prazer de degustar um fantástico vinho do Douro, uma vez mais da autoria de Anselmo Mendes e João Silva e Sousa. Tal como o nome indica, o vinho resulta da vinificação de vinhas velhas da Quinta dos Frades, a mesma quinta que deu origem a outros dois vinhos que conheço bem e que aprecio bastante para a gama a que se destinam, o "Vinha dos Deuses" e o "Lua Nova em Vinhas Velhas", ambos feitos com as vinhas velhas da quinta. Sobre este este ultimo já escrevi neste blog, é um dos meus vinhos de eleição para o dia a dia e a um preço bem cordato.

A prova deste vinho aconteceu em circunstâncias particulares, a acompanhar um prato de bacalhau de um menu de degustação do restaurante Pedro Lemos (uma experiência gastronómica de elevadíssimo nível, já agora...), onde este vinho acompanhou em perfeição o prato, sendo um complemento perfeito para a harmonia de aromas e sabores do mesmo. Competentíssimo trabalho de escanção, não só por esta combinação...

Focando no vinho, garanto-vos sem qualquer presunção que se não o soubesse com antecipação seria capaz de se o identificar como sendo da dupla Anselmo Mendes e João Silva e Sousa. Exibe uma matriz, um perfil aromático e uma estrutura que começam a ser uma marca de identidade.

Grande volume e estrutura, taninos bem presentes mas redondos quanto baste, enorme intensidade mas elegante e com uma frescura fantástica, o que para um vinho com os atributos descritos não é fácil de conseguir.Final longo e persistente.

No nariz exibe notas de fruta preta bem madura muito bem combinada com notas de terra molhada e algum couro conferindo complexidade.

Um grande vinho, de uma quinta que começa a dar que falar e que aconselho vivamente.
Classificação: 18,5/20.

Boas provas...

Mário Rui Costa

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vertical de Chryseia

Foi na abertura da Essência do Vinho 2011, no dia 3 de Março, que participei nesta prova vertical de Chryseia, realizada no salão árabe do Palácio da Bolsa, com a apresentação de Charles Symington e Bruno Prats.
O nome Chryseia vem do grego antigo, onde significa douro ou dourado. É portanto um vinho tinto do Douro, feito com uvas seleccionadas das muitas propriedades da família Symington, ligada ao vinho do porto há muitas gerações. É este leque de boas vinhas aliado à enologia de Bordéus da família Prats que o torna um vinho único e emblemático.
Tratam-se de vinhos muito completos e de grande afinação, que estagiam em pipas grandes (400L) de madeira nova (carvalho francês), e cujas castas principais são a Touriga Franca e a Touriga Nacional.
A determinada altura foi feita a comparação por Bruno Prats, entre o par Cabernet Sauvignon e Merlot de Bordéus, com o par Touriga Franca e Touriga Nacional do Douro.
A prova foi apresentada em inglês, e foram servidos os vinhos de 2001 a 2008 (excepto 2002).

Chryseia 2001
Côr ruby clara, nariz discreto e complexo, herbáceo, algo químico.
Boca suave e elegante, ainda muito fresca.
Este levou 31% de Tinta Roriz, casta esta que não voltou a ser usada no vinho nas suas edições posteriores.

Chryseia 2003
Côr ligeiramente mais carregada, mas ainda suave.
Nariz equivalente, mas ligeiramente mais frutado.
Boca mais elegante.
Final muito longo.
Levou 60% de Touriga Franca, uma uva difícil de amadurecer que só foi vindimada em Outubro.

Chryseia 2004
Côr equivalente ao anterior.
Nariz no mesmo registo, mas com ligeiro chocolate.
Na boca apresentou mais estrutura e potencial de envelhecimento.
Final muito persistente.

Chryseia 2005
Côr equivalente ao anterior.
Nariz mais especiado.
Boca ligeiramente mais frutada e redonda.
Menos taninos que o anterior, mas ainda presentes.
Final longo.
Foram introduzidas neste vinho pela primeira vez uvas da Quinta da Perdiz, cerca de 40%.

Chryseia 2006
Côr equivalente.
Nariz mais complexo que os anteriores, especiarias, chocolate.
Boca ligeiramente taninosa, mas suave, equivalente ao 2004.
Final muito longo.
As uvas usadas neste vinho vieram quase todas da Quinta do Vesúvio.

Chryseia 2007
Côr equivalente.
Nariz mais achocolatado, couro, cogumelos.
Boca mais redonda, com ligeiro picante no final muito longo.
Foi comentado pelo enólogo que as uvas neste ano ficaram perfeitamente amadurecidas, o que tornou este vinho muito rico.

Chryseia 2008
Côr ligeiramente mais carregada que o anterior.
Nariz menos espectacular mas mais elegante, especiado.
Boca voltando ao registo químico dos primeiros anos, de grande equilíbrio.
Final longuíssimo.

Todos os vinhos estavam num patamar de qualidade muito elevado, sendo apenas uma questão de gosto decidir se um é melhor que o outro. Daria a todos uma pontuação entre 18 e 18,5.
Também de salientar que os vinhos mais recentes me agradaram ligeiramente mais que os primeiros, o que me faz crer que o vinho está cada vez melhor de ano para ano.
Se tivesse de escolher um talvez fosse o 2006, que tinha qualquer coisa que o distinguia pela positiva, embora 2007 e 2008 também sejam vinhos que me entusiasmaram muito.

Frederico Santos

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Prova Vale de Pios

Esta prova foi proporcionada pelo produtor Vale de Pios, que teve a amabilidade de enviar para este blog uma garrafa de cada um dos vinhos que constituem actualmente a sua gama: Vale de Pios, Pios e Excomungado.
Os vinhos foram provados apenas por mim e pelo Frederico, uma vez que o nosso colega de blog Mário Rui teve uma impossibilidade de última hora que não permitiu que se juntasse a nós no dia que seleccionamos para a prova.
Passando aos vinhos, segue a nossa impressão da prova.

Excomungado 2008
Vinho de entrada de gama do produtor.
Preço: 5€

Carlos Amaro - 16
Vinho exuberante no nariz, com notas de frutos vermelhos e algum floral, com a característica da touriga nacional a sobrepor-se.
Muito equilibrado na boca, taninos suaves e sem arestas, frutado muito agradável.
É um vinho que não teve madeira, num estilo mais directo, mas que tem ainda assim
alguma complexidade e está muito bem feito. Belo vinho mais para o dia a dia e para beber desde já.

Frederico Santos - 16
Um vinho franco e despretensioso que me agradou muito.
Tem a vantagem de ter apenas 12,5º.
A título de curiosidade, o nome "Excomungado" deve-se ao facto de este vinho não ter estagiado em madeira.

Pios 2007
Vinho resultante de lote de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, e com
18 meses de barrica.
Preço: 11€

Carlos Amaro - 17
Aroma de maior complexidade, frutos do bosque, especiarias, alguma tosta da madeira onde estagiou, e um floral agradável a surgir um pouco depois.
Excelente na boca, bastante encorpado, com a fruta bem equilibrada com a madeira e algumas notas de especiarias apimentadas. Acidez e taninos no ponto certo, para um belíssimo conjunto de final longo e equilibrado. Bom para beber agora, mas certamente com alguns anos de evolução pela frente
Excelente opção para este nível de preço.

Frederico Santos - 16,5
Nariz mais complexo, com aromas de fruta mais madura, e um ligeiro toque químico.
Na boca é denso, encorpado, mas bem polido, com um longo final.
Um bom vinho com um estilo mais em potência do que em elegância.

Vale de Pios 2008
Topo de gama do produtor.
Preço: 20€

Carlos Amaro - 17/17,5
Muita concentração, aromas ainda um pouco fechados, com a barrica a fazer-se notar no inicio. Surge depois a fruta madura (framboesa, cerejas), algum vegetal, chocolate negro, muito fresco no final, num nariz de boa complexidade.
Muito encorpado na boca, vegetal, novamente a fruta madura em destaque. Taninos fimes mas de qualidade com um final longo e apimentado.
Está ainda muito novo e certamente irá melhorar com mais algum tempo em garrafa, mas está já a dar uma excelente prova. A nota extra conta com o potencial de evolução do vinho.

Frederico Santos - 17,5
De côr muito carregada e opaca, fruta muito concentrada no nariz intenso, ameixas, cerejas pretas. Boca muito redonda, pujante e elegante em simultâneo. Grande equilíbrio. Final muito longo. Um grande tinto do Douro.

Em resumo, foi uma prova bastante agradável, com vinhos de boa qualidade em toda a gama, de um produtor do Douro ainda com poucas colheitas no mercado, mas que entra claramente apostado na qualidade.

Carlos Amaro
Frederico Santos

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Reserva Especial Ferreirinha 2001

O Reserva Especial, é desde a sua criação, um dos grandes clássicos vinhos portugueses.
Após anos de espera, para decidir do seu lançamento como Barca Velha ou Reserva Especial, ele é sempre um vinho único, lançado no mercado já após um longo estágio em cave.
Mesmo tendo sido "despromovidos" e não seleccionados como Barca Velha, os vinho lançados como Reserva Especial normalmente são grandes vinhos, e este 2001 não foge à regra.

Passando à sua apreciação, está um grande vinho.
Cor intensa e concentrada, apesar dos 9 anos de idade. Grande complexidade no nariz, com frutos vermelhos, muitas especiarias, chocolate e algum mineral. Muito elegante.
Na prova de boca, belo corpo, muito balsâmico, fruta madura, mineral e especiado. Grande estrutura, muito boa acidez, num final muito longo.
Em suma, grande vinho. Talvez dos Reserva Especial que mais prazer me deu beber, na minha opinião acima do 1997, também bebido recentemente.

Nota:18

Carlos Amaro

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Bétula 2009

Antes de tudo o mais, cabe-me agradecer a amabilidade do produtor, Catarina Montenegro, pelo envio de amostras de prova para o painel de provadores do nosso blog. Achamos que é um acto que revela uma percepção clara de como funcionam os meios de comunicação nos dias de hoje e aplaudimos a iniciativa. Felizmente para nós e para o sector do vinho de uma forma geral é uma prática em grande crescendo.

Quanto ao vinho, trata-se do branco duriense Bétula 2009, produzido pela Quinta do Torgal estando a enologia ao cargo do Francisco Montenegro. É um vinho resultante de vinhas situadas em solos graníticos e feito a partir de duas castas internacionais muito em moda no nosso país, o Sauvignon Blanc e o Viognier. Este cartão de visita é em si muito prometedor, duas castas que aprecio muito, de grande intensidade aromática e perfil muito próprio (espargos, relva cortada, lima no Sauvignon, laranja, pêssego em calda, anis no Viognier), um enólogo de renome, um produtor com visão, uma garrafa com excelente apresentação, ufa... e deixem-me dizer-vos que o vinho confirmou em grande estilo o que de bom se prenunciava.

Notas de prova:
  • Visão: Amarelo limão com tons esverdeados, límpido.
  • Olfacto: A laranja cristalizada, o pêssego em calda e o anis do Viognier dominam num nariz exuberante sem ser nada enjoativo. É um daqueles vinhos que dão um prazer extraordinário na prova olfactiva e que eu "cheirei" uns bons 10 minutos antes de estimular o palato. As notas citrinas e herbáceas do Sauvignon equilibram bem o nariz, dando-lhe frescura, equilíbrio e sofisticação.
  • Paladar: Ao contrário do Olfacto, aqui predomina o Sauvignon e por inerência temos um vinho bem mineral, com acidez no ponto e bem complexo, com notas de tosta fantásticas e um final longo onde balançam notas citrinas e muito leves de menta. É um vinho cheio de corpo, bem gastronómico.

Conclusão: é um branco de grande estilo e de grande prazer e não há melhor elogio do que dizer que vai passar a figurar na minha garrafeira (assim as 3000 garrafas produzidas o permitam :-) ). Gostei muitíssimo do resultado final da combinação de duas castas com grande personalidade e que costumam ser apresentadas ao consumidor em monocastas (predominantemente), resultado o melhor dos dois mundos.

Nota final: 17/20

Mário Rui Costa

PS: comentando um outro blog, não acho má ideia o uso de castas internacionais no Douro, principalmente castas brancas e este vinho é uma boa prova disso.

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Uma novidade, este vinho branco de castas internacionais feito no Douro.
A garrafa está muito bem apresentada, com um rótulo sóbrio. Gosto especialmente do pormenor da cápsula metálica verde que envolve o topo do gargalo, e dá continuação ao grafismo do rótulo. Fica bem em qualquer mesa.

De côr amarela citrina, no nariz sobressaem frutas tropicais tendo em fundo aromas herbáceos, muito complexo.
Na boca é intenso, tem uma acidez acentuada, e um final muito longo.
É um vinho gastronómico, que deve ligar bem com pratos de marisco. Acompanhou lindamente uma açorda de gambas.

O vinho está bem conseguido, muito fresco e ao mesmo tempo encorpado. Melhor no nariz do que na boca, para o meu gosto falta-lhe ainda algum polimento na acidez para ser um grande vinho.
Acho que a junção destas duas castas resulta muito bem, e aguardo ansiosamente futuras edições.

Nota: 16,5

Frederico Santos
Janeiro 2011

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Um novo branco do Douro, que vai na sua segunda edição, e que foi gentilmente enviado pelo produtor para a prova deste blog.

Aroma muito exuberante e sedutor, com fruta tropical em primeiro plano, notas vegetais, relva cortada e espargos verdes, típicos do Sauvignon Blanc.
Na prova de boca, mostra excelente corpo, dado principalmente pelo Viognier, com notas de barrica a mostrarem-se, mas tudo num conjunto muito fresco, muito mineral e com uma belíssima acidez, e novamente com a fruta tropical em evidência.
Em resumo, gostei muito do vinho, deu muito prazer. Uma combinação de castas fora do comum, mas que aqui resulta muito bem, com as duas a equilibrarem-se lindamente.
Mais uma bela aposta do Douro de um novo produtor.

Nota: 16,5
Carlos Amaro
15-01-2011

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quanta Terra Grande Reserva 2007


De um ano glorioso para a produção de vinho no Douro surge um espécime magnifico, um vinho mesmo ao meu estilo, cheio de nuances aromáticas de fruta vermelha e preta bem madura, extraordinariamente macio sem comprometer a complexidade, gordo e guloso na boca.

Este é o meu vinho do Douro, o que mais gostei e impressionou nos últimos anos. Quero realçar o trabalho nos taninos, este vinho consegue manter um  perfil de degustação elevadíssimo sem deixar de ser um modelo de polimento. Fabuloso, já vi muitos produtores comprometer a complexidade dos seus vinhos para os tornar todo o terreno.

Resta referir a cor quase preta, sinal da extracção elevada que se conseguiu e dizer que é feito maioritariamente com Touriga Nacional (65%), Tinta Barroca e Touriga Franca em partes quase iguais e um cheirinho de Sousão.

Parabéns aos enólogos Celso Pereira e Jorge Alves. Este produtor sempre fez muito bons vinhos, está a alargar/verticalizar a gama (ver post do Carlos Amaro sobre o "Terra a Terra", que ainda não provei) e a continuar assim acho que vai deslumbrar no mercado, até porquê pratica preços mais do que justos.

Nota:19/20 (gostei mesmo deste, bolas...)
Preço: cerca de 17€ (aqui está um produtor com vergonha na cara, muito melhor vinho do que muitos 30€ e superior da mesma região)

Boas provas,

Mário Rui Costa

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Terra a Terra Reserva 2007


Este vinho é produzido por Celso Pereira, produtor dos Vértice e Quanta Terra, de que sou fã.
É uma marca de gama de entrada, e mostrou-se um tinto cheio de fruta, taninos com garra mas bem polidos, de fácil agrado.
Além da fruta madura, algum chocolate, tosta e toque balsâmicos no nariz.
Bom volume de boca, acidez correcta,e mais uma vez os frutos vermelhos. é um tinto guloso, muito bem feito, daqueles impossíveis de não gostar.
E a um preço bem apetecível.
Um vinho que entra directo para a minha lista do dia a dia.
Preço: 8€
Nota: 16

Carlos Amaro

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lua Nova em Vinhas Velhas


Viva,

Acabei de degustar um vinho tinto do Douro produzido pelo enólogos Anselmo Mendes e João Silva e Sousa chamado "Lua Nova em Vinhas Velhas" (interessante nome).
Este vinho resulta de um iniciativa visando produzir um vinho a partir de vinhas muito velhas não divididas em lotes e com de uma mistura de 23 castas.

Como nota de prova realço:
  • uma cor muito bonita, um vermelho muito escuro revelando bastante concentração.
  • um nariz muito apelativo, aberto desde o início, dominado acentuadamente pela fruta (frutos vermelhos e pretos).
  • na boca aparece ainda melhor, muito volume, muita estrutura mas também muitíssimo equilibrado e fresco, no que resulta um conjunto bastante fino e dominado pela fruta fresca e madura.
No seu conjunto é um tinto muito saboroso, de agrado geral e ao mesmo tempo sofisticado, complexo e elegante. Parece ser bastante gastronómico e garantidamente desalinhado de tendência de alguns produtores Durienses para produzir vinhos do tipo "enfarta brutos".

Boa notícia: custa menos de 5€ :-)


Boas provas,

MRC

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Quinta das Tecedeiras Tinto, Reserva 2005


De alguns anos para cá tenho tido uma relação interessante com este produtor. Nunca comprei nada do dito cujo, mas já degustei muito alguns dos seus Porto Vintage nas viagens em executiva da TAP para São Paulo :-)
Salvo erro, comecei pelo Vintage de 2003, passei pelo 2005 e na penúltima viagem degustei o 2007. Sempre em crescendo diga-se e em muito bom estilo no último, fantástico para beber novo (apanágio do produtor) mas com um potencial de envelhecimento bastante maior do que os anteriores.

Mas não são os Portos que me trazem aqui, ante o Doc Douro Reserva 2005. Na minha opinião um tinto de prazer imenso e curiosamente (espero não estar a ser traído pela sugestão) no mesmo estilo aromático do vintage 2007, com uma exuberante combinação deliciosa de frutos pretos com algum fumo, fantástico mesmo.
Na boca é cheio de corpo, redondo quanto baste e tem um final longo dominado por notas de cacau e especiarias.
Em resumo, achei muitíssimo apelativo, um tinto mesmo, mesmo ao meu estilo, não é um Douro clássico e também não é um Douro novo mundo.

Recomendo, pena o preço algo inflacionado (20 e muitos €), mas comparando com alguns produtores que eu cá sei é de borla :-)

MRC

terça-feira, 24 de março de 2009

Grande Compra - Borges Reserva Tinto 2005


Viva,

Ontem tive a oportunidade de provar um tinto do Douro de grande categoria a um preço verdadeiramente formidável (13,99€ no Jumbo). Trata-se do Borges Reserva 2005. É um dos Douros mais afinados que bebi nos últimos anos, pleno de elegância (não é só a Nieeport que faz vinhos elegantes :-) ), mas ao mesmo tempo com um corpo imenso e um final longo onde a complexidade do vinho se manifesta em novas formas. Tudo isto a um preço longe da bitola + de 50€ que se tem instalado em vinhos de topo no Douro (uma vergonha digo eu...)

Para complemento de descrição, diga-se que no aroma destacam-se os frutos pretos e algum chocolate em plena harmonia. A cor é carregada e muito bonita.

Nota: eu não resisti e comprei umas quantas...

Abraços,

Mário Rui da Costa

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Tintos para este inverno na WoC de Aveiro

Mais uma prova oferecida pela Wine o'Clock de Aveiro, onde mais uma vez fui sozinho por não arranjar quem me acompanhe à sexta-feira ao fim do dia, mas já começo a conhecer alguns dos habitués locais.
Desta vez o tema era "Tintos para este inverno", e foram apresentados oito vinhos bastante diferentes tanto no gosto como no preço, mas que tinham em comum serem vinhos com estrutura e encorpados, que se podem beber já com pratos mais pesados, mas tambem aguentam uns bons anos em cave.
Segue a lista, sem pontuações, mas com os preços:


  • 4,95 € - Fronteira seleccção do enólogo 2003 (Douro)

  • 5,95 € - Quartetto 2006 (novo alentejano da Dão Sul)

  • 6,95 € - L'Excellence de Bonassia 2006 (Marrocos)

  • 19,75 € - Qta. do Além Tanha Vinhas Velhas 2004 (Douro)

  • 18,00 € - Nepenthe Pinnacle Zinfandel 2004 (Australia)

  • 22,50 € - Cono Sur 20 Barrel Pinot Noir 2006 (Chile)

  • 32,00 € - Glen Carlou Gravel Quarry 2005 (Africa do Sul)

  • 44,50 € - Chryseia 2006 (Douro)

Os vinhos eram todos muito bons, e não os pontuo por serem muito diferentes. Alguns deles estavam em campeonatos completamente distintos. Seguem algumas notas pessoais.

O mais baratinho, do Douro, tem um preço muito apelativo, pois é vinho pelo qual daria dez euros sem pestanejar, apesar de uma muito ligeira aspereza no final de boca, os taninos são de boa qualidade e devem ficar no ponto com uns anitos de guarda.

O Quartetto, está muito bom, nota-se que é um vinho feito por um enólogo com tudo muito equilibrado. Falta-lhe alguma personalidade. vale bem o preço.

O marroquino, está um vinho muito elegante, mas que não aquece nem arrefece, ao nivel do anterior.

A partir daqui entrámos noutro patamar, quer de preços, quer de afinação dos vinhos em prova.
O Qta. do Além Tanha, achei-o muito fechado no nariz, mas é um vinho que promete.

Gostei muito deste Zinfandel australiano, por nunca ter provado vinhos feitos com esta uva, e porque sobressaia no meio dos restantes, com aromas quimicos e anizados, é um vinho fora do vulgar, tem 15 graus de acoolémia mas não se notam.

O chileno "Cono Sur", é um belissimo vinho, uma óptima expressão da casta Pinot Noir, potente e elegante ao mesmo tempo, nariz complexo, vai-se mostrando no copo sempre em crescendo.

Este cabernet Sul-Africano, tambem está muito bem conseguido, tudo equilibrado com muita harmonia, e um final longo e agradável.

Quanto ao Chryseia, mantem o alto nivel de qualidade de outras colheitas que tive oportunidade de provar, mas não é vinho que me entusiasme o suficiente para pagar o preço que pedem. Este 2006 é o ultimo feito pela parceria Prats & Symington, passando as próximas edições a ser da exclusiva responsabilidade do enólogo Charles Symington.


Melhor relação qualidade/preço: Fronteira seleccção do enólogo 2003.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Douro

Esta prova foi dedicada a tintos do Douro, e foi em casa do Fred, tendo sido o mais apreciado o Batuta 2001.
Segue a lista e a média das pontuações:


  • 17,9 - Batuta 2001
  • 17,3 - Qta. de LaRosa Reserva 2004
  • 17,0 - Qta. da Manuela 2000
  • 16,7 - Poeira 2001
  • 16,1 - Campo Ardosa 2000
  • 16,0 - Qta. Crasto VV 2000
  • 16,0 - Qta. Vale D. Maria 2004
  • 14,4 - Quanta Terra 2003
  • 12,9 - Qta. Touriga Chã 2002
  • 12,1 - Gambozinos TN 2004

Melhor relação qualidade/preço: Quanta Terra (~15,oo)

Participantes: Carlos Amaro, Fred, Mário Rui, Verena, Ivo, Rui Gonçalves, Enes, Anselmo, Telma.